Parnasianismo

O movimento literário que recebeu o nome de Parnasianismo foi desenvolvido na poesia a partir dos anos 1850, na França, e tinha como objetivo principal retomar a cultura clássica. Contemporânea ao Realismo e ao Naturalismo, foi uma estética desenvolvida como forma de reação ao sentimentalismo idealizante do romantismo.

O movimento representou o espírito positivista e científico da época, surgindo como uma oposição ao romantismo, surgindo a partir de uma série de poesias publicadas. O nome do movimento é derivado do Monte Parnaso, uma montanha consagrada à Apolo e às musas, segundo a mitologia grega.


Características

O movimento é caracterizado principalmente pelo respeito às regras de versificação, assim como pelo preciosismo rítmico e vocabular, sendo constituído ainda por rimas raras, e tendo, por parte dos autores, grande preferência pelas formas fixas, como por exemplo os sonetos. A linguagem figurada tem seu uso reduzido, e os temas mais usados pelos autores são os fatos históricos, assim como os objetos e as paisagens. Há uma grande descrição visual aplicada aos poemas, cujos autores faziam uma “arte pela arte”, acreditando que esta deveria existir por si, e não por subterfúgios.

O preciosismo e racionalismo, duas das fortes características, revelam um grande enfoque aos detalhes que deixam cada objeto singulares, assim como a objetividade e impessoalidade, que fazem com que o poema apresente fato, personagem e coisas como são, em sua forma mais real, não transformando-as a partir do que veem ou sentem a partir delas.

Outro detalhe bastante importante com relação ao parnasianismo, é a valorização dos sonetos, como já mencionamos, porque são divididos em duas estrofes de quatro versos, e duas estrofes de três versos, tendo uma forma bastante rígida e revelando a chave do texto somente no último verso. A metrificação também era bastante rigorosa, havendo a necessidade de ter o mesmo número de sílabas poéticas em cada verso, sendo, preferencialmente, com dez ou doze sílabas.

Parnasianismo Pintura

Parnasianismo no Brasil

O parnasianismo, no Brasil, segue a mesma linha, defendendo ainda a arte pela arte, conforme os ideais do parnasianismo francês. Olavo Bilac, com o poema Via Láctea e outras obras, foi o mais reconhecido nome desse movimento no país. O livro onde pode-se encontrar este poema, é “Poesias”, publicado em 1888 e reeditado em 1902, ano em que a poesia mencionada entra na obra, foi reeditado ainda em 1921. Outros grandes nomes foram Alberto de Oliveira, exemplo em rigor formal; Raimundo Correia; Machado de Assis; entre outros.

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