Gabriel García Márquez

Um dos intelectuais mais ativos de seu tempo, Gabriel García Márquez foi um artista e ativista multitalentos, tendo atuado como roteirista, jornalista e, principalmente, como escritor. Provavelmente é o maior nome de um tipo de literatura classificado como “realismo mágico”. Em 1982, o autor foi vencedor do Prêmio Nobel de Literatura.

Nascido na Colômbia, em 1927, em Aracataca, a mãe era dona de casa, algo muito comum na época, enquanto o pai trabalhava como telegrafista. Desde a primeira infância do pequeno Gabriel a família já se dedicava muito para que o menino tivesse uma excelente educação.

Seus avós também participavam da sua vida, principalmente com histórias fantasiosas, sobre lendas regionais, tradições familiares e até mesmo guerras que aconteceram na Colômbia. E, desde cedo, veio o apelido “Gabo”, que seria usado pelos mais íntimos até o final de sua vida.

Na escola, mostrou interesse por literatura, inclusive por poesia. Mudou-se para Bogotá em 1940, para em 1947 começar seus estudos na Universidade Nacional, mas abandonou os estudos e foi trabalhar como jornalista. Para complementar a renda, vendia enciclopédias, algo muito comum na época.

Sua produção literária começaria nessa época, quando apresentou seu primeiro conto com um estilo de escrita diferente. A publicação foi feita no diário “El Espectador”.

Depois, em Cartagena, passou a assinar uma coluna no periódico “El Universal”. Nessa época, começou a participar do “Grupo de Barranquilla”, um centro de discussão com nomes de peso das artes e dos livros, tais como:

  • Albert Camus;
  • Virginia Wolf;
  • William Faukner;
  • Entre outros.

Viajou para a Europa pela primeira vez no pós-guerra, nos anos 50, onde ficou por quase um ano na Itália, aprendendo mais sobre sua paixão secundária, o cinema.

Por ter conhecido a Europa, foi contratado como correspondente em 1958, tendo atuado em Moscou e em Paris. Depois dessa experiência, voltou para a Colômbia e casou-se com Mercedes Barcha.

Com a Revolução Cubana, o casal e os filhos partiram para a Ilha e Gabo passou a escrever para a Prensa Latina, uma agência da época, com unidade em Havana, capital de Cuba.

Gabo, por causa da proximidade com a Revolução Cubana e o momento político da época, virou amigo de Fidel Castro, que lhe deu apoio para fundar no país latino, em Havana, a Escola Internacional de Cinema e Televisão. O autor costumava lecionar na instituição também.

Por causa de sua posição política e aproximação com a esquerda, Gabo decidiu se mudar de forma definitiva para o México. Sua obra-prima, “Cem Anos de Solidão”, foi publicada em 1967, por uma editora de Buenos Aires conhecida como Sul-americana. A obra fez um sucesso tremendo!

Depois que foi laureado com o Nobel, Gabriel García Márquez disse que não iria aceitar mais premiações. Seguiu com uma intensa produção cultural para TV, cinema, teatro, com vários contos e romances publicados até ficar com uma doença próxima da demência senil.

Gabo é e sempre será um dos maiores escritores da língua espanhola de todos os tempos. O autor morreu na Cidade do México, em 17 de abril de 2014.

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