Como o nome mesmo já sugere, o humanismo (do latim humanus, que significa humano) foi um período de valorização do ser humano, uma época de transição que ocorreu entre a Idade Média e o Renascimento, marcando a história. Durante esse período surgiu a burguesia, que não era composta nem por servos, nem por comerciantes. O surgimento dessa nova classe social proporcionou também o surgimento de novas cidades, que ocasionou a mudança de homens do campo. O regime feudal de servidão, em consequência dessa sequência de fatos, acabou desaparecendo.

Foi a partir daí, também, que começaram a ser criadas novas leis, mas o poder acabou como sempre, nas mãos dos mais ricos, porém daqueles que não eram nobres. As posses e o status econômico acabaram sobressaindo com relação ao título de nobreza. Durante o mesmo período, houveram as Grandes Navegações, que aumentaram a confiança do homem com relação à sua própria capacidade, além de despertar o desejo pelo conhecimento e pelas descobertas. Apesar de não desaparecer, a religião sofreu uma decadência bastante intensa, e o teocentrismo, que colocava Deus ao centro de tudo, deu lugar ao antropocentrismo, fazendo, como o nome já diz, o homem estar no centro de tudo.

Características

Período: 1434 (nomeação de Fernão Lopes) até 1527 (retorno de Sá de Miranda).

Fases:
- Período de transição.
- Separação entre a música e o texto poético.
- Ascensão da burguesia mercantilista.
- Expansão comercial e marítima.
- Desenvolvimento cultural.
- Preocupação com realidade dos fatos.
- Transição do teocentrismo para o antropocentrismo

Produção Literária:
Fernão Lopes: Crônicas Históricas, ênfase no campo psicológico, personagens.

João Roiz de Castel-Branco: Poesia palaciana, média velha, versos redondilha.

Gil Vicente: Teatro popular.
- profano (sátira ao teocentrismo);
- alegoria - metafórica;
- tipo - não fala nomes;
- quadros - sem seqüência: mentalidade medieval;


Contexto histórico

No período do Renascimento, a filosofia acabou por tomar ramos distintos do habitual, adentrando no humanismo, que é o conjunto de ideias de valorização das ações humanas, assim como de valores morais, como a justiça, o respeito, a honra, a liberdade, a solidariedade, o amor, entre outros. Ainda que haja a ideia do antropocentrismo, existem outras vertentes bastante distintas.

O movimento teve espaço em um contexto histórico de mudanças ao final do século XV na Europa, envolvendo a expansão marítima, o desenvolvimento dos comércios, além do surgimento das pequenas indústrias e da burguesia, sendo que todas essas mudanças foram incentivadas e agilizadas pelos humanistas.

Os adeptos do movimento eram estudiosos da cultura clássica antiga, sendo que alguns eram ligados à igreja, e outros eram artistas ou ainda historiadores. Era a partir deles que as ideias e conceitos novos do movimento eram divulgados, e tiveram importante papel na identificação e valorização dos direitos dos cidadãos.

Foi a partir do movimento que houve mudanças na consciência popular que acabou por levar ao fim, embora lento, da estrutura e do espírito medieval que permaneciam pouco presentes na Europa.

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