A ambiguidade é considerada um ruído na comunicação, um tipo de vício de linguagem que pode prejudicar o entendimento de uma mensagem. Na área da linguística, a ambiguidade é classificada como duplicidade de sentido. A ambiguidade pode ocorrer em frases, expressões, no uso de alguns termos e palavras.

Quando ocorre a ambiguidade durante a comunicação oral ou escrita, o receptor da mensagem pode se confundir, já que normalmente as sentenças ambíguas apresentam mais de um entendimento possível. Nessa situação, fica claro que a comunicação foi estabelecida com total ausência de clareza e coerência.

Pela norma culta, a ambiguidade é um recurso que só pode ser considerado aceitável na linguagem poética e literária. Já nas outras experiências de comunicação, ela deve ser evitada, principalmente nos textos informativos, como aqueles publicados por jornais e revistas.

A ambiguidade é uma falha grave de comunicação, que pode gerar interpretação equivocada, com múltiplos sentidos.


Exemplos de Ambiguidade

O termo ambiguidade vem do latim “ambiguitas”, que significa incerteza ou equívoco. Na língua portuguesa, a ambiguidade aparece classificada entre os vícios de linguagem.

A ambiguidade pode estar presente em um texto por descuido ou por falta de conhecimento sobre as regras. Quando isso acontece, a comunicação não estabelece sua função primordial de informar e interagir com o interlocutor.

Na prática, a ambiguidade pode ocorrer por inadequação ou má colocação de elementos, entre eles pronomes, adjuntos adverbiais, expressões e frases inteiras. Dessa forma, pode se estabelecer duplo sentido ou prejuízo à clareza do texto.

Tipos comuns de ambiguidade

Com Pronomes Possessivos - A mãe pediu à filha que arrumasse o seu quarto.

Explicação: nessa frase, existe a ambiguidade no sentido de que não fica claro de quem é o quarto. Não é possível apontar se o quarto pertence à mãe ou à filha.


Colocação Inadequada de Palavras – A estudante falou com o rapaz que estudava medicina.

Explicação: não é possível saber quem estuda medicina. Pode ser a estudante ou o rapaz.


Uso Incorreto de Formas Nominais – Os alunos insatisfeitos reclamaram do professor.

Explicação: a ambiguidade está no fato de não sabermos se os alunos são sempre insatisfeitos ou se estavam insatisfeitos de maneira pontual.


Problema entre o pronome relativo e a conjunção integrante – O aluno disse ao professor que era paulista.

Explicação: não fica claro se o aluno era paulista ou se o professor era paulista.

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