Preposição

Diversas gramáticas da língua portuguesa definem preposição como uma palavra invariável, ou seja, não varia de acordo com gênero e número, e que liga dois termos em um enunciado, subordinando-os. São palavras que não possuem sentido completo quando isoladas. As preposições se classificam em essenciais e acidentais.

Preposições Essenciais

São aquelas palavras que funcionam como preposição: a, ante, per, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre e trás.

Exemplos:
Eu gosto de bolo.
Eu comprei um presente para ela.

Perceba que as palavras “de” e “para” são preposições e ligam termos da oração estabelecendo uma relação entre eles.

Existe uma técnica de memorização muito usada para decorar as preposições essenciais, que consiste em memorizar uma sequência de letras e associar palavras a elas.

ACDEPST
AComDeEmParaSemTrás
AnteContraDesdeEntrePorSob
AtéPerSobre
ApósPerante

Preposições Acidentais


São palavras que em um determinado contexto perdem seu valor primitivo e funcionam como preposição ligando dois termos de um enunciado, subordinando-os: afora, conforme, como, consoante, durante, exceto, salvo, etc.

Exemplos:
Escrevi o texto conforme solicitado.
Ele falou como o pai.

Note que as palavras “conforme” e “como” são, originariamente, conjunções, mas nestes exemplos assumem a função de preposições já que ligam termos de uma oração, subordinando-os.

Também temos o que chamamos de locução prepositiva que é um conjunto de palavras com o valor de preposição: a fim de, abaixo de, perto de, ao lado de, apesar de, etc.

Exemplos:
Caminhamos juntos ao longo do caminho.
Eu gosto de ficar perto da natureza.

Note que as expressões “ao longo do” e “perto da” funcionam como preposições, pois ligam dois termos das sentenças, subordinando-os.

Mas muitas dúvidas surgem no momento de utilizar esta classe de palavras já que as preposições podem se combinar com outras sem sofrer alterações fonéticas; é o que chamamos de combinação.

Exemplos de combinações:
a + o = ao
a + os = aos
a + onde = aonde.

Há também situações em que a combinação resulta em uma alteração fonética, temos então uma contração.

Exemplos de contrações:
de + o = do
em + este = neste
de + um = dum.

A preposição A também pode fundir-se com o artigo A formando-se a crase, desta forma evita-se a repetição da letra.

Exemplos:
Vou a a escola = Vou à escola.

Vou a aquela lagoa = Vou àquela lagoa.

Note que quem vai, vai A algum lugar: A escola. A crase representa a união destas duas letras.

Nos casos em que o pronome é o sujeito de um verbo não se deve usar a contração.

Exemplo:
Chegou a hora dela ir trabalhar. (Incorreto)

Chegou a hora de ela ir trabalhar. (Correto)

Um assunto recorrente em provas e que costuma confundir os alunos é o valor que as preposições assumem em uma sentença. É preciso estar atento a todas as situações para conseguir diferenciá-las.

  • Assunto: Falaram de negócios.
  • Causa: Ela quase morreu de dengue.
  • Lugar: Ela observou de longe.
  • Matéria: Roupa de algodão.
  • Meio: Ela foi trabalhar de carro.
  • Origem: Ela veio de São Paulo.
  • Posse: O Carro de João.


Conclusão

As preposições podem gerar diversas dúvidas e equívocos, mas depois de analisa-las percebemos que não é um assunto tão complexo, basta um pouco de estudo e muita atenção. E a melhor forma de fixar um conteúdo é resolvendo questões sobre o assunto, assim vemos na prática o que aprendemos e quais são os nossos pontos fracos.

Outro ponto importante a ser destacado é que, para uma aprendizagem eficaz das preposições, precisamos estender os estudos para outras classes de palavras, assim será possível perceber as diferenças com mais facilidade e quando nos depararmos com uma sentença será possível identificar as classes as quais pertencem todos os elementos.

Bons estudos.

REFERÊNCIAS
AZEREDO, J.C. Fundamentos de gramática do Português. 2. Ed. Rev. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.
BECHARA, E. Gramática Escolar da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,2010.



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