Teoria da Abiogênese

A Abiogênese é bem conhecida como teoria da Geração Espontânea. Mas como assim espontânea?

Acreditava-se ser possível através de matéria inanimada, bruta, surgir vida!

Será que juntar material orgânico como restos de alimento em um tubo de ensaio é tudo que precisamos para originar uma nova vida? Afinal o que explica os vermezinhos do lixo?

Pois é, a Abiogênese pregava justamente que tal processo era operado por uma força vital, presente no ar. O vitalismo afirma “Se os movimentos dos astros são governados por forças invisíveis, então também deve existir uma força vital capaz de gerar vida.”

Na época não se acreditava ser possível a reprodução assexuada, então, apesar do experimento de Francisco Redi no século XVII, a Abiogênese ganhou força novamente.

E foi graças a Needham.

Experimento - Abiogênese


A EXPERIÊNCIA DE NEEDHAM E SPALLANZANI

Será possível vida microbiológica surgir de um caldo enriquecido? Needham acreditava que sim, concluindo ao final de seu experimento pela existência de uma força vital, presente nesse composto orgânico.


Mas qual foi o experimento?

Em um balão de vidro vedável, John Turberville Needham despejou uma substância nutritiva e a esquentou. Essa substância tinha de tudo, até suco de beterraba.

Depois de ferver o balão para matar qualquer bactéria presente, fechou o frasco. E Shazam! Após um tempo observando a substância nutritiva encontrou bactérias. Deduziu, então, que surge vida de matéria não viva, bruta.

Contrariado com esse raciocínio, Lazzaro Spallanzani resolveu refazer o experimento, fervendo a substância por mais tempo e desde o início tampada. Resultado: nenhuma bactéria encontrada. Curioso, não?

Needham, então arguiu: Pera! Mas você matou a força vital da substância nutritiva esquentando por tanto tempo!

E como ficamos? Buscando dar um ponto final ao embate, foi Louis Pasteur e sua experiência do pescoço de cisne que deu termo a questão. E foi confirmada de vez a impossibilidade de vida surgir de matéria inanimada. Estava consagrada a Biogênese: toda vida tem seu progenitor.

Veja: Teoria da Biogênese e Criacionismo


A EXPERIÊNCIA DE PASTEUR

No século XIX, Louis Pasteur resolveu acabar por fim com a discussão de quem tava certo em suas conclusões, se Needham ou Spallanzani. Na verdade, ele queria mesmo comprovar a Biogênese.

Utilizando a técnica de entortar o gargalo, frasco conhecido como pescoço de cisne, realizou o experimento da fervura de substância nutritiva em duas amostras. Após esterilizadas, entortou-as de maneira a impedir o contato do caldo nutritivo com os microrganismos presentes no ar.

Em uma das amostras cortou o gargalo. Como resultado, adivinha? Só a amostra com o gargalo cortado continha bactérias! A outra não apresentou sinais de vida unicelular.

O experimento de Pasteur a teoria da Abiogênese foi finalmente derrubada. Ganha evidência a teoria da Biogênese, “toda vida surge de outra vida.”


Veja também: Falha da teoria de geração espontânea (abiogênese)