Cangaço

O ciclo do cangaço ou do banditismo social durou, no Brasil, setenta anos: de 1870 a 1940. Foi típico do Nordeste.

O bandido social é, em geral, membro de uma sociedade rural e, por várias razões, encarado como proscrito ou criminoso pelo Estado e pelos grandes proprietários. Apesar disso, continua a fazer parte da sociedade camponesa de que é originário e é considerado como herói por sua gente, seja ele um 'justiceiro', um 'vingador' ou alguém que rouba dos ricos.

As origens do cangaço no nordeste:
- Cada coronel procurava formar bandos armados (jagunço, cabra ou cangaceiro manso).

- No final do século XIX, a concentração da terra e as secas pioraram a situação dos pobres; muitos se organizaram em bandos para assaltar e conseguir alimentos.

- Outros grupos surgiram para combater desmandos ou injustiças de algum coronel ou ainda para resistir ao alistamento militar obrigatório, como ocorreu durante a Guerra do Paraguai.

- Nesse contexto se formaram bandos autônomos de cangaceiros, independentes dos proprietários rurais. Alguns coronéis tinham interesse em manter contato com esses bandos, para evitar ataques e, às vezes, por precisarem de algum "serviço".


Volante era o nome da tropa policial que combatia os cangaceiros no sertão.

Os bandos mais famosos ficaram conhecidos pelos nomes dos seus chefes:
- João Calandro, o primeiro cangaceiro;

- Jesuíno Brilhante;

- Antônio Silvino;

- Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, o "Rei do Cangaço".

Depois da morte de Lampião, em 1938, nenhum outro bando veio ocupar o seu lugar. Com o fim da República Velha em 1930, encerrava-se também a era do cangaço.

Fonte:
http://leandrobrito.br.tripod.com/cangaco.htm

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