O Novo Capitalismo

O capitalismo vem passando por diversas mudanças e adaptações ao longo dos anos. A busca incessante pelo lucro pode causar uma série de problemas que colocam a humanidade em um beco sem saída.

Para sobreviver, segundo estudiosos, o capitalismo precisa se adequar às novas demandas da sociedade e buscar um sentido mais nobre do que a riqueza a qualquer custo. Neste contexto, surge o novo capitalismo, um conceito que também é chamado de capitalismo consciente.

O novo capitalismo apareceu nos Estados Unidos e tem o objetivo de sintonizar todas as demandas da sociedade enquanto acontece a geração de riquezas. Nesta nova forma de conduta, outros fatores ganham mais importância, como o meio ambiente e a satisfação dos funcionários no ambiente de trabalho.

No novo capitalismo, o objetivo é causar impactos sociais positivos, para que a atividade econômica deixe um legado valioso para todos os envolvidos, e não cause uma catástrofe sem precedentes.


O que é importante no novo capitalismo?

No novo capitalismo, toda a cadeia de produção de uma empresa se torna importante e valiosa para a marca. Por isso, optar por matéria-prima orgânica, produzir peças com energia limpa, valorizar os funcionários no ambiente de trabalho, entre outros fatores benéficos, se tornam tão fundamentais quanto a busca pelo lucro.

No novo capitalismo, os fins não justificam os meios e as próprias empresas se encarregam de dar satisfações aos seus consumidores, que passam a ficar mais exigentes. O conceito ganhou força nos anos 1980, quando a marca de roupas Patagônia passou a aplicar a sustentabilidade em toda a sua cadeia, desde a escolha da matéria-prima até o descarte de seus resíduos.

Outra preocupação de Yvon Chouinard, alpinista idealizador da marca, era educar os seus clientes a consumirem menos. Para isso, sua grife de roupas passou a produzir peças duráveis, de qualidade, que não precisam ser trocadas de ano em ano, pois não sofrem a pressão do Fast Fashion ou apresentam defeitos em pouco tempo. Fundada no novo capitalismo, a marca de roupas cresceu e hoje está presente em diversos países, com faturamento superior a U$ 500 milhões por ano.


Algumas práticas são atribuídas ao novo capitalismo, entre as quais estão:

  • Igualdade salarial entre funcionários;
  • Menor disparidade salarial entre funcionários operacionais e executivos;
  • Sustentabilidade em todas as etapas produtivas;
  • Uso de energia renovável;
  • Preocupação com a qualidade de vida dos funcionários;
  • Educar os clientes para o consumo consciente;
  • Entre outras.

O que mais impressiona os estudiosos é que, no médio e longo prazo, as empresas que adotam o novo capitalismo como forma de operação conseguem ter desempenho bem maior do que os concorrentes, em média 2 vezes superior.

E os consumidores jovens, engajados e preocupados com as causas ambientais e sociais, estão puxando as novas tendências vinculadas ao novo capitalismo no Brasil e em outras partes do mundo. Em geral, as novas gerações são mais criteriosas antes de optar por um serviço ou um produto e buscam mais informações, pois querem saber se seu ato de consumo gera impactos positivos na sociedade e no meio ambiente.

Diversas empresas já estão se posicionando a favor do meio ambiente, da sustentabilidade e da igualdade. Para isso, mudaram sua política organizacional, procedimentos operacionais, sua relação com a sociedade na qual estão inseridas, muitas vezes através do trabalho de fundações que prestam um atendimento específico.

A boa notícia é que o novo capitalismo funciona para aumentar os lucros, é interessante para novos investidores e traz resultados muito positivos no médio e longo prazo.


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