Hipófise

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A hipófise é uma pequena glândula endócrina, de um centímetro de diâmetro e peso de meio a um grama. É também chamada de glândula pituitária. Está localizada na base do cérebro, no osso esfenóide.

A glândula inteira é revestida por uma cápsula de tecido conjuntivo, contínua com a rede de fibras reticulares que sustentam as células do órgão.

Está ligada ao hipotálamo pelo pedúnculo hipofisário. Embriologicamente ela tem uma origem dupla: nervosa e ectodérmica.

A porção originada do ectoderma é o lobo anterior e é chamada de adeno-hipófise.

Ela se forma da invaginação do ectoderma do teto da boca primitiva que cresce em direção do crânio.

A parte da hipófise originada da evaginação do assoalho do diencéfalo é a neuro-hipófise, é o lobo posterior.

Esta evaginação não perde seu contato com o encéfalo, ficando ligada pelo pedúnculo.

A atividade da hipófise é controlada pelos sinais hormonais ou nervosos provenientes do hipotálamo. O hipotálamo, por sua vez, recebe sinais de quase todos os receptores do sistema nervoso.

Sinais de dor, ou de depressão, estímulos visuais, sonoros, olfatórios, concentração de nutrientes, água e eletrólitos, provocam estímulos que são transmitidos ao hipotálamo, que funciona como centro regulador do bem estar interno do corpo.

Ele utiliza essas informações para controlar as secreções dos diversos hormônios hipofisários.

A atividade da neuro-hipófise é controlada por sinais nervosos que se originam no hipotálamo.

A adeno-hipófise tem suas secreções hormonais controladas pelos hormônios hipotalâmicos de liberação ou inibição, que são secretados pelo próprio hipotálamo, e transportados até o lobo anterior da hipófise por pequenos vasos sangüíneos, os vasos porta hipotalâmicos-hipofisários.

Esses hormônios controladores são secretados por neurônios especiais localizados em várias partes do hipotálamo e que enviam suas fibras para perto do sistema porta, onde serão imediatamente absorvidos.

Essas terminações nervosas não transmitem sinais nervosos, secretam hormônios.

A adeno-hipófise é altamente vascularizada, com extensos seios capilares entre as células glandulares.

Ela tem uma aparência típica de uma glândula endócrina.

É formada por vários tipos celulares, e cada um produz e secreta um tipo específico de hormônio.

Os principais hormônios produzidos e secretados pelo lobo anterior são: a somatotrofina ou hormônio do crescimento, a prolactina, o hormônio folículo estimulante (FSH), o hormônio luteinizante (LH), o hormônio tiretrófico (TSH) e o hormônio adenocorticotrófico (ACTH).

Os hormônios liberadores e inibidores são produzidos por neurônios de algumas regiões das áreas pré-óptica e anterior do hipotálamo.

Os hormônios liberadores atuam sobre as células da adeno-hipófise estimulando a síntese hormonal e a exocitose dos grânulos de secreção, que contêm os hormônios.

Os inibidores inibem a síntese dos hormônios e a liberação dos grânulos.

Eles são específicos para cada tipo de célula, principalmente os hormônios liberadores.

A neuro-hipófise é formada por axônios amielínicos de células nervosas secretoras, e por células denominadas de pituícitos, que sustentam os axônios que se originam nos núcleos supraópticos e paraventriculares do hipotálamo.

Essas fibras passam pelo pedúnculo até o lobo posterior da hipófise, aqui as terminações nervosas, contendo numerosos grânulos de secreção, situam-se na superfície dos capilares, em cima dos quais secretam os hormônios antidiurético (ADH) e a oxitocina.

Esses hormônios são secretados pelos corpos celulares de axônios, localizados no hipotálamo e transportados até as terminações nervosas da neuro-hipófise por proteínas transportadoras, as neurofisinas, que demoram vários dias para chegar até a hipófise.

Na hipófise são armazenados os grânulos de secreção até que sinais nervosos, transmitidos ao longo das fibras, provoquem a sua fusão com a membrana plasmática, liberando o hormônio.


Texto enviado às 11:21 - 30/04/2010
Autor: Maria Ferreira

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