Joseph Priestley foi um cientista natural de Birstall Fieldhead, Leedsm, região chamada atualmente de Yorkshire, no Reino Unido, tendo nascido em 13 de março de 1733. Como foi o primeiro cientista a isolar o oxigênio, popularizou-se como quem descobriu o gás. Além de cientista químico, também é reconhecido como um exímio político, um grande filósofo e educador, com estudos feitos também na área da teologia.

Quando era criança tinha saúde abalada. Como não podia ficar na rua e não era dedicado aos esportes, devido à sua fragilidade, logo escolheu os estudos e passou a se dedicar bastante a isso.

Para os pais, devotos calvinistas, o filho deveria seguir a carreira religiosa. No começo dessa carreira teve contato com outros idiomas e mostrou grande facilidade para o aprendizado. Como tinha ideias bem diferentes, teve dificuldade para permanecer em apenas uma igreja, tendo visitado várias delas ao longo de sua adolescência, até se estabelecer em Nantwich, onde, além de aprender inglês, realizou seus primeiros experimentos científicos.

Foi chamado para ser ministro religioso em Warrington, em 1762. Neste ambiente, além de lecionar, sentiu-se à vontade para realizar um grande estudo linguístico em inglês, literatura, história e química.

Foto do Joseph Priestley


Sua primeira publicação

A primeira publicação de reconhecimento do cientista foi em 1767, com o livro The History and Present State of Electricity – História e situação atual da eletricidade. O trabalho só foi divulgado após muito estímulo de Benjamin Franklin. Priestley também se destacou em outros estudos importantes:

  • Atribui-se a ele um olhar inovador a respeito da lei do quadrado inverso da atração elétrica;
  • Percebeu que a eletricidade e as alterações químicas estão conectadas;
  • Coube a ele a descoberta que mostra que o carvão vegetal é um condutor de energia elétrica.


Sua ligação com a química

A partir deste momento, o cientista, que inicialmente se notabilizara pela facilidade de estudar idiomas, estava profundamente ligado ao trabalho com componentes químicos, em especial com novas descobertas, entre elas a do nitrogênio, óxido nitroso e ácido clorídrico. Depois destas 3 substâncias, teria descoberto ainda o gás amoníaco e o anidrido sulfuroso.


O grande feito - isolou o oxigênio pela primeira vez em 1771

Priestley teria descoberto, em 1771, um gás muito importante para a respiração e responsável pela combustão. Com essas informações, foi chamado para dar continuidade aos estudos em Paris, junto com Antoine Lavoisier. Juntos, deram continuidade ao estudo com base na Teoria do Flogismo, onde o oxigênio foi chamado de ar deflogisticado.

Por isso, a descoberta do oxigênio ficou escondida da comunidade científica, principalmente por Priestley não concordar com um movimento que seria chamado de “revolução química”. Ele recebe o prêmio Copley no ano de 1772.

Elemento Químico Oxigênio

Tanque de Oxigênio


Fim da vida

Depois de ter descoberto o oxigênio e, até onde se sabe, ter deixado de divulgar a informação propositadamente, o cientista mostrou muita simpatia pela Revolução Francesa, pois era um ativista em prol da liberdade civil e da escolha religiosa das pessoas.

Deixou a França em 1793, justamente após o assassinato de Luíz XIV, no período de guerra no país. Foi viver nos Estados Unidos, trabalhando até seus últimos dias de vida. Sua morte está registrada em 6 de fevereiro de 1804, na cidade Northumberland, no estado da Pensilvânia.

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