O haploide do ciclo de vida das plantas é chamado de gametófito. Nele, são desenvolvidas as estruturas de reprodução, que são diferentes entre as plantas, e também onde as células sexuais conhecidas como gametas se amadurecem.

O gametófito possui suas características peculiares em musgos, pteridófitos e gimnospérmicas. Em plantas com flor, também chamadas de angiospérmicas, são responsáveis pela reprodução das flores, que podem ser monoicas ou dioicas.

Nas flores que possuem dois sexos, a reprodução pode acontecer por meio do androceu, formação de órgão de reprodução masculino; e do gineceu, reprodutores femininos formados pelos carpelos.

O filete e a antera formam cada estame. O grão de pólen surge ali. O estilete e o estigma constituem o carpelo, onde, na parte interna, fica o ovário e seus óvulos, local onde haverá a reprodução.

O gametófito em gimnospérmicas, como os pinheiros, se dá nas plantas vasculares, onde a propagação acontece por sementes que não estão localizadas na parte interna dos frutos. Nestes casos, as sementes ficam em estruturas especiais, sendo que, em sua grande maioria, formações femininas e masculinas se encontram na mesma árvore. Mesmo assim, é possível perceber diferença de tamanho entre os sexos, sendo as masculinas ligeiramente menores.

Na nomenclatura, para categorizar masculino, se usa “micro”, enquanto feminino, “mega” ou “macro”. Na área interna dos óvulos que se encontram na escama dos cones femininos está o macrosporângio, sendo que na sua parte interna está o macrósporo funcional que se desenvolverá para se tornar gametófito.

Cada gametófito maduro pode render até 6 gametângios femininos distintos, que também podem ser chamados de arquegónios. O esporângio é responsável pera produção de esporos nos cones masculinos. Este processo acontece através de meiose. Após o desenvolvimento do esporo se origina um gametófito masculino.

Gametófito Estrutura

Com o afastamento da escama do cone masculino, o grão de pólen se liberta, é levado pelo vento e encontra os cones femininos para fecundar.

O gametófito nas briófitas ou musgos está presente em plantas que não possuem os vasos condutores. Assim, acontece a germinação dos poros, uma estrutura considerada dominante.

Dela, origina-se um jovem gametófito, chamado de protonema, onde há o desenvolvimento dos órgãos de reprodução, que são os seguintes:

  • Arquegónios – células sexuais femininas
  • Anterídios – células sexuais masculinas

O encontro destas células é responsável pela fecundação. Deste processo nasce a diploide do musgo, chamada de esporófito, que se trata de uma estrutura provisória.

Esta estrutura depende da nutrição do gametófito, para haver então a produção de esporos através da meiose. O mesmo indivíduo pode ter células reprodutoras femininas e masculinas, quando o gametófito é monoico.

O gametófito em pteridófitos, também chamados de fetos, ocorre em plantas com vasos condutores, denominados vasculares, aquelas reconhecidas pela ausência de sementes.

A estrutura haploide ou gametófito é responsável pelo ciclo de vida nessas plantas, em estrutura monoica, por meio de germinação dos esporos. Para isso, são necessárias as estruturas de reprodução, os anterídios e arquegónios.

A fecundação se dá por uma oosfera com um anterozoide, que tem vida independente e consegue atingir pleno desenvolvimento como planta adulta.


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