Fibroblasto

As células responsáveis por sintetizar os componentes fibrilares são chamadas de fibroblastos. Estas células se originam de estruturas mesenquimáticas e, assim como são necessárias para a síntese de elastina e colágeno (componentes fibrilares), também são importantes para sintetizar proteoglicanas e glicopreteínas, conhecidas como componentes não fibrilares.

Ambos os componentes fibrilares e os não fibrilares fazem parte do tecido conjuntivo, especificamente da sua matriz extracelular. O fibroblasto tem uma capacidade de diferenciação muito grande de outros tecidos, seja por que ainda está indiferenciado ou por que se encontra imaturo (dependendo de seu estágio). Sendo assim, é bem diferente de outras estruturas corporais, tais como:

  • Tecido muscular liso;
  • Tecido adiposo;
  • Tecido cartilaginoso;
  • Tecido ósseo.

Essa potencialidade de diferenciação é uma característica importante do fibroblasto e que pode ser verificada através de uma visualização em microscópio óptico.


Quais são os diferenciais dos fibroblastos?

Em uma análise mais aprofundada, com o uso do microscópio, é possível identificar no fibroblasto diversos nucléolos no núcleo da célula, que tem formato elíptico e tamanho grande. A cromatina não é muito condensada nos fibroblastos.

Ativadas, essas células apresentam prolongamentos do citoplasma, que são únicos a uma estrutura fibrosa da matriz celular que foi sintetizada no momento. Quando a atividade dos fibroblastos é reduzida, é possível notar que as células ficam fusiformes, o citoplasma fica acidófilo e é possível perceber a condensação dos nucléolos. Assim, os fibrócitos são formados!

Duas características muito importantes do fibroblasto:

  • Possuem capacidade de reserva muito pequena;
  • É uma célula com alta capacidade de síntese.

No microscópio, outras características dos fibroblastos podem ser observadas, tais como:

A quantidade de compartimentos citoplasmáticos diminui conforme a atividade celular vai deixando de ser intensa, o que modifica também o tamanho do núcleo, como foi escrito acima.

Os fibroblastos são essenciais na morfogênese dos organismos pluricelulares porque são tecidos que remodelam a matriz extracelular, essa é uma das suas principais capacidades.

A composição da matriz, assim como a orientação dos itens da matriz celular, depende dos fibroblastos, conforme a localização do tecido. Por exemplo: nos tendões, as colunas sobrepostas em três dimensões são compostas pelo arranjamento de fibroblastos.

Já na derme reticular, é possível identificar outros formatos, como o modelo estrelado e as tramas paralelas à superfície. Assim, o tecido fica mais resistente e reforçado, graças ao entrelaçamento com células vizinhas.

No intestino, os fibroblastos formam uma rede elaborada e densa, exatamente nas vilosidades intestinais. Os tecidos ósseos e cartilaginosos são, essencialmente, formados por fibroblastos, por causa da matriz celular.

A proliferação dos fibroblastos no nosso corpo depende de uma série de fatores ambientais, físicos e químicos. Se houver redução de oxigênio, a morte celular programada pode ser uma das consequências primárias, gerando alterações morfológicas graves e, de certa forma, determinantes.

Quando nos machucamos, no caso de lesões, ocorre uma migração dos fibroblastos para a área onde o tecido está lesionado, para cicatrizar a ferida com a produção da matriz celular.

A desregulação dos fibroblastos pode gerar a produção excessiva na síntese de colágeno, o que pode prejudicar a consistência de alguns órgãos, que acabam ficando deformados. Assim, acontece a fibrose!

Crédito da imagem da capa: Flickr / Andrea Scauri


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