O aborto é uma intervenção capaz de interromper uma gravidez. A prática é ilegal no Brasil, e tem sido considerada uma questão de saúde pública, já que muitas mulheres morrem por meio do aborto realizado em clínicas clandestinas.

A interrupção da gravidez é caracterizada pela retirada do embrião ou feto de dentro do ventre materno antes do tempo recomendado para o seu desenvolvimento. A questão do aborto causa polêmica e uma divisão na sociedade. Determinados grupos, como os religiosos, por exemplo, consideram o aborto uma prática imperdoável e um pecado. Já os grupos feministas defendem que as mulheres precisam ter o direito de decidir se querem ou não ter um filho, tendo plenos direitos sobre seus corpos e decisões.

Além do aborto ilegal, realizado por uma intervenção médica, também existem o aborto espontâneo e o aborto induzido. O aborto espontâneo acontece quando a mulher perde o bebê de forma natural. Já o aborto por indução é realizado com algum agente farmacológico (remédio) ou técnica cirúrgica, como a aspiração, a dilatação e a curetagem.

O aborto induzido acontece quando a mãe corre algum tipo de risco durante a gravidez, quando o bebê tem problemas de formação genética ou quando a mãe sofre abuso sexual. O procedimento é feito por médicos experientes e com alto nível de segurança. O aborto só é legal no Brasil em casos de violência sexual e malformações congênitas.

O aborto ilegal é aquele que está fora da legislação. A prática é muito insegura e é grande causa de mortalidade de mulheres. Entre as complicações do aborto clandestino estão infecções, hemorragias, perfurações uterinas e mortes. Além disso, o aborto pode deixar marcas e traumas psicológicos profundos nas mulheres.

Descriminalização do Aborto

O Brasil tem discutido a descriminalização do aborto, mas o assunto não tem consenso entre grupos da sociedade civil e políticos. Para os que defendem o direito ao aborto, a descriminalização poderia salvar muitas vidas e evitar que a interrupção da gravidez por meios ilegais traga o aumento de gastos na rede pública de saúde.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano acontecem 87 milhões de casos de gravidez indesejada no mundo, que resultam em cerca de 55 milhões de abortos, sendo 18 milhões de abortos clandestinos.

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