O tabaco é uma planta originária da América Central. Foi descoberta em Yucatán, na cidade de Tobaco (por isso o nome tabaco), por volta de 1520. Os europeus notaram que os índios ficavam “soltando fumaça pelos orifícios e que havia um pedaço de pau que ardia nas pontas, em uma brasa”. Na verdade, os nativos estavam fumando o tabaco, uma prática que dava mais energia, vitalidade e agitação, por causa da nicotina. Os espanhóis ficaram espantados com aquilo!

O tabaco teve muitas funções em uma tribo, como o fato de ser usado em rituais sagrados, para fazer curativos e espantar insetos. O Romano Pené relatou o tabaco em sua viagem para a América com Cristóvão Colombo.

Na Europa, o médico e cientista Jean Nicot, em 1560, estudou a planta e passou a utilizá-la no tratamento de enxaquecas. A nicotina, principal sustância do tabaco, tem este nome em homenagem ao Dr. Nicot. Logo, o nome científico da planta é uma extensa homenagem: nicotiana tabacum.

O tabaco passou a ser utilizado de diversas maneiras desde então, como fumo para cachimbo, rapé, charutos, narguilé, vaporizadores e cigarros. Depois de 1600, o hábito de fumar ficou bastante popular, tomando conta da Europa e outras partes do mundo.

Cigarros, bitucas

Antes disso, perto de 1500, não era assim. Rodrigo de Xerez, navegador que explorou a América com Colombo, teria voltado viciado pelo prazer da nicotina. Na Europa, na Espanha, era visto fumando e soltando fumaça pelos orifícios igual a um doido. Foi mandado, então, para a prisão, acusado de bruxaria. Muitos anos depois, já no final da vida, ele foi solto e se deparou com todas as pessoas fumando pelas ruas. O tabaco como fumo havia se tornado um hábito comum, aceito pela sociedade (da época)!

Os fumantes foram perseguidos em outras partes do mundo. No Império Otomano, cerca de 25 mil viciados em nicotina foram assassinados a mando do tirano Murad IV, o Cruel, no século XVII.

Na Inglaterra, os fumantes também eram acusados de feitiçaria e torturados, provavelmente para exorcizar o demônio que havia possuído o corpo do pobre viciado em tabaco. Todos que fumavam foram excomungados da Igreja Católica, por ordem de Urbano 8º.

Depois de um tempo, o tabaco passou a ser apreciado nas rodas sociais mais disputadas da Europa, era o companheiro ideal do cafezinho nos salões mais concorridos da nobreza. Uma grande contradição!

Atualmente, sabe-se que o uso do tabaco pode prejudicar a saúde, informações que não estavam disponíveis para os apreciadores de tabaco da Idade Média. No Brasil, existe uma campanha muito positiva para alertar sobre os perigos do tabaco, especialmente do cigarro – uma espécie de tabaco picado enrolado em tubinhos de papel. O problema não é só fazer mal à saúde (o que já é muito preocupante), mas a verdade é que a nicotina vicia muito rapidamente!

Muitas pessoas fazem tratamento durante anos, com inúmeras recaídas, na tentativa de abandonar o vício do tabaco. A medicina avançou e existem diversos tratamentos para parar de fumar!


Veja também:

A Indústria do Tabaco

Novos programas anti-tabagismo