Pesquisas terapêuticas com células-tronco embrionárias

Pesquisas terapêuticas com células-tronco embrionárias

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Células-tronco embrionárias são obtidas nos tecidos do embrião humano. Sua utilização em pesquisas terapêuticas gera polêmica e divide opiniões.

Questões éticas e religiosas predominam nos debates sobre o tema. Este tipo de célula seria importante, principalmente, para a medicina regenerativa.

As células-tronco conseguem reparar e restaurar a função de órgãos e tecidos lesados por diversas doenças. Essas células se diferenciam em diversos tipos de células que poderão exercer as funções características dos vários órgãos, ou seja, ela tem a capacidade de se transformar em qualquer outra célula do corpo levando a regeneração de órgãos.

Estudos realizados até agora apontam que a utilização de células-tronco corresponde a uma alternativa eficaz para o reparo de todas as doenças, em especial, no caso de doenças decorrentes de defeitos genéticos.

Cientificamente falando, a massa celular do embrião humano em seus estágios iniciais dá origem a células dos vários tecidos e órgãos, estas podem se replicar e se manter indiferenciadas. Sendo assim, estas células são ideais para a regeneração de tecidos lesados.

Países como os Estados Unidos e a Inglaterra já desenvolvem investigações sobre as propriedades biológicas e terapêuticas das células-tronco embrionárias há muitos anos.

As divergências éticas a respeito do assunto aparecem quando se discute a forma de obtenção das células. Elas são retiradas de embriões humanos que não serão aproveitados, gerados por processos de fecundação assistida, o que de certa forma, significa uma vida humana em seu estágio primordial.

O Brasil já aprovou uma Lei de Biossegurança, que determina que os embriões podem ser doados para utilização em pesquisas científicas. Cabe aos pais, donos dos embriões, a escolha de optar pela doação ou eliminar os embriões que não serão fecundados em processos de gravidez assistida.

Juliana Miranda do GrupoEscolar.com

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