Massacre de Tiananmen

Massacre de Tiananmen

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O Massacre da Praça Tiananmen aconteceu em Pequim, na China, em junho de 1989. Nesta ocasião, estudantes protestavam por democracia quando o governo chinês enviou tropas e tanques para o local. O conflito resultou no brutal massacre de jovens.

Os primeiros protestos contra o governo chinês começaram em abril de 1989, com manifestações públicas de luto pela morte do ex-secretário-geral do Partido Comunista chinês, Hu Yaobang.

Na década de 1980, os líderes do Partido Comunista da China sabiam que o maoísmo clássico tinha falhado.

O país passava por um período de violência e destruição e a liderança da China sabia que tinha de fazer mudanças, a fim de permanecer no poder. Então, os líderes do Partido Comunista passaram a ter opiniões divergentes, uns defendiam reformas drásticas, incluindo um movimento na direção capitalista e maiores liberdades pessoais para os cidadãos chineses, outros pensavam em ajustes da economia e do comando, com controle rigoroso da população.

Os estudantes universitários de Beijing se revoltaram com o momento político da China e resolveram marchar até a Praça Tiananmen e lá ficar até que os governantes de afastassem do poder. O movimento chegou a reunir mais de 100 mil simpatizantes.

O governo sentia-se desconfortável com os protestos.

Estudantes de outras cidades começaram a viajar para Pequim para se juntar aos protestos. Outros grupos também se juntaram aos estudantes, como as donas de casa, os trabalhadores, os médicos, e até mesmo marinheiros da Marinha chinesa. Os protestos começaram a se espalhar para outras cidades, entre elas Xangai, Urumqi, Xi'na e Tianjin.

Em 13 de maio de 1989, os estudantes anunciaram uma greve de fome para pressionar o governo. Mais de mil estudantes participaram da greve.

Em 30 de maio, os estudantes montaram uma grande escultura chamada de "Deusa da Democracia" na Praça de Tiananmen. A obra tornou-se um dos símbolos mais duradouros do protesto.

Na manhã de 03 de junho de 1989, as tropas do governo chinês se dirigiram à Praça Tiananmen a pé e em tanques, levando bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Eles haviam recebido ordens para não atirar contra os manifestantes.

Assim que os soldados chegaram à praça começaram os protestos violentos. Naquela noite, as tropas retornaram à área em torno de Tiananmen com fuzis e baionetas.

A cidade caiu em choque no dia 04 de junho. Ninguém sabe quantas pessoas morreram no massacre na Praça Tiananmen.

Dados oficiais do governo chinês apontam para a morte de 241 pessoas, mas fontes extra-oficiais mostram que de 800 a 4.000 pessoas foram mortas.

Os manifestantes sobreviventes tiveram destinos variados. Alguns receberam ordem de prisão de menos de 10 anos, e muitos passaram a fazer parte de uma lista negra do governo e se tornaram incapazes de encontrar trabalho no país.

Juliana Miranda do GrupoEscolar.com

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