Histologia Animal


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Histologia Animal

Por Amara Maria Pedrosa Silva

O Tecido Epitelial: a cobertura protetora do corpo
Cobrindo o nosso corpo e forrando seus tubos e suas cavidades internas, encontramos um tecido, formado por células estreitamente unidas, denominado tecido epitelial ou simplesmente epitélio.

Entre as células desse tipo de tecido não há substância intercelular; apesar de possuírem terminações nervosas, esse tecido não tem vasos sangüíneos e sua nutrição é feita pelo tecido conjuntivo sobre o qual ele sempre repousa. Há dois tipos básicos de epitélio: de revestimento e glandular.



Epiderme, Mucosas e Serosas: O Tecido Epitelial de Revestimento.
A epiderme forma a camada externa da pele, o maior órgão do corpo.

Ela protege o organismo contra a entrada de agentes estranhos e contra seu desgaste pelo atrito.

É formada por grande número de camadas superpostas de células, sendo classificada como tecido epitelial estratificado.

As células superficiais possuem forma achatada (pavimentosas) e nos animais terrestres fabricam uma proteína impermeável, a queratina. Após acumular uma boa quantidade de queratina em seu citoplasma, estas células morrem, dando origem a uma camada impermeabilizante que evita a desidratação dos animais terrestres. Essa camada de queratina é também uma proteção eficiente contra o atrito, por isso ela é mais espessa na palma das mãos e na sola dos pés. Nas regiões do corpo submetidas a atritos constantes, a espessura da camada de queratina aumenta bastante, formando os calos. Os pêlos e as unhas também são feitos de queratina.

As células das camadas mais profundas da epiderme estão em constante divisão, substituindo as células superficiais que se desgastam. Nas camadas profundas da epiderme encontram-se os melanócitos, células que fabricam um pigmento denominado melanina, responsável pela cor da pele e dos pêlos e que protege contra o excesso de raios ultravioleta.

As impressões digitais são formadas por dobras da epiderme e do tecido conjuntivo subjacente; estas dobras, presentes também nas palmas das mãos e nas solas dos pés, são geneticamente determinadas durante o desenvolvimento embrionário. Certas doenças hereditárias, como a Síndrome de Dawn, alteram o padrão normal dessas dobras.

O epitélio que forra o interior das cavidades é bem diferente da epiderme, pois é constituído por uma única camada de células de formato cilíndrico e forma as mucosas.

A proteção contra o atrito é fornecida por uma substância viscosa, formada por glicoproteínas, denominada de muco. Este muco é produzido no estômago e intestino por células especiais (caliciformes). No aparelho respiratório o muco retém partículas de poeira e bactérias que serão ‘varridas’ para fora pelos cílios encontrados nas células cilíndricas deste tecido.

O epitélio que reveste os vasos sangüíneos e que forma as membranas que cobrem externamente os órgãos situados nas grandes cavidades do corpo constitui as serosas.

A pleura envolve os pulmões, o pericárdio reveste o coração e o peritônio reveste o estômago e o intestino.



As Glândulas: O Tecido Epitelial de Secreção
Algumas células do tecido epitelial, como as caliciformes, podem se especializar para produzir substâncias. Estas células ou grupos de células formam as glândulas.

Algumas glândulas apresentam um canal através do qual lançam suas secreções para o exterior do corpo ou para dentro de cavidades dos órgãos.

Estas glândulas são chamadas de exócrinas ou de secreção externa, ex: sudoríparas, sebáceas, lacrimais, salivares, mamárias.

Quando a glândula elimina sua secreção diretamente no sangue é chamada de endócrina ou de secreção interna. As substâncias produzidas por elas recebem o nome de hormônio. É o caso da hipófise, tireóide, supra-renais.

Algumas glândulas lançam suas secreções tanto no sangue como em cavidades abertas.

São as glândulas mistas, mesócrinas ou anfícrinas. É o caso do pâncreas, fígado, testículos e ovários.





O Tecido Conjuntivo: o trabalho de ligar e sustentar
As funções básicas desse tecido são ligar e sustentar os órgãos e demais tecidos, funcionando como uma armação para o corpo, dando-lhe a sua forma característica; preencher os espaços entre os órgãos; armazenar substâncias; participar da defesa, cicatrização e nutrição dos tecidos.

Essa capacidade de ligar e sustentar é fornecida pela grande quantidade de substância intercelular presente no tecido conjuntivo. Esta substância tem consistência variável, de acordo com as necessidades de sustentação de cada parte do corpo. Ela pode ser gelatinosa como no tecido conjuntivo frouxo, flexível como na cartilagem, ou dura como no osso. São originados do mesoderma.



O Tecido Conjuntivo Frouxo: O Acolchoamento do Corpo
É um tecido delicado e flexível espalhado por todo o corpo. Envolve os órgãos, preenche os espaços entre eles e liga um tecido a outro. No seu interior passam vasos sangüíneos que irão nutrir tecidos sem vascularização, como o tecido epitelial.

Sua substância intercelular é formada por uma parte gelatinosa (substância amorfa) onde se acham imersos fios de proteínas (fibras).

A substância amorfa é constituída de glicoproteínas e água. O principal glicídio é o ácido hialurônico. As fibras são de dois tipos: as colágenas e as elásticas. As fibras colágenas são formadas por uma proteína chamada colágeno (ao ser fervida produz uma cola) e são muito resistentes à tração. As fibras elásticas são constituídas por uma proteína chamada elastina e são capazes de voltar à posição normal após terem sido distendidas.

A substância intercelular do tecido conjuntivo frouxo é fabricada por células especializadas, os fibroblastos. Há também células indiferenciadas que são capazes de originar qualquer outra célula do tecido conjuntivo sempre que necessário; daí o grande poder de regeneração desse tecido.

O tecido conjuntivo que está embaixo do tecido epitelial funciona como uma segunda barreira contra os microorganismos invasores, pois apresentam células de defesa (macrófagos e plasmócitos), formadas a partir de glóbulos brancos que saem do sangue e invadem o tecido conjuntivo.



O Tecido Conjuntivo Denso: A Resistência a Tensões
É um tecido mais resistente encontrado na derme e nos tendões. Essa resistência maior é conseqüência de uma grande concentração de fibras.

Na derme (tecido conjuntivo situado sob a epiderme) as fibras estão dispostas de forma irregular, distribuindo-se nas mais variadas direções, o que explica a grande resistência da derme, observável no couro curtido. Nos tendões as fibras colágenas estão todas orientadas no sentido da contração muscular, o que lhe permite suportar a tensão imposta pelo músculo.

Os tecidos conjuntivos conectivos (frouxo e denso) são chamados de tecidos conjuntivos propriamente ditos (TCPD), em oposição aos tecidos conjuntivos mais especializados como a cartilagem, o osso e os tecidos adiposo e hemopoético.

O jogador Ronaldo, do Inter de Milão e da Seleção Brasileira, sofreu uma lesão no tendão que liga a rótula (patela) ao osso denominado tíbia, conforme figura adiante. O tendão patelar é formado por fibras colágenas orientadas.



O Tecido Adiposo
O acúmulo de células adiposas embaixo da pele forma o tecido adiposo, que funciona como uma reserva de alimento e como proteção contra o frio e traumatismos. Esse tecido também preenche os espaços entre os órgãos, evitando que se desloquem de sua posição normal. O excesso de tecido adiposo (obesidade) é prejudicial, pois aumenta o trabalho do coração.



A Cartilagem e o Osso: os tecidos duros do corpo e a sustentação
A cartilagem e o osso possuem, além das fibras, uma substância intercelular mais rígida que os tecidos conjuntivos propriamente ditos. Tal fato torna esses tecidos mais aptos a sustentar o peso e dar forma ao corpo.

A cartilagem possui uma substância intercelular de consistência dura e flexível. É formada por células cartilaginosas jovens (os condroblastos) que se transformam em células cartilaginosas adultas (os condrócitos). Não apresenta vasos sangüíneos. O tecido cartilaginoso divide-se em: hialino (nariz, traquéia, etc.), elástico (orelha, epiglote, etc.) ou fibroso (discos intervertebrais).

O crescimento da cartilagem adulta se dá por aposição (de fora para dentro), o crescimento intersticial (de dentro para fora) é observado apenas em cartilagens jovens.

Quase todo o esqueleto do embrião é formado inicialmente por tecido cartilaginoso. Ainda durante o desenvolvimento embrionário, a maior parte da cartilagem é substituída por um tecido preparado para sustentar o peso do corpo, o tecido ósseo. No adulto completamente desenvolvido, a cartilagem é encontrada apenas no pavilhão auditivo, nas vias respiratórias (nariz, traquéia, laringe e brônquios) e nas articulações, cobrindo a extremidade dos ossos.

Embora o esqueleto de alguns peixes primitivos como o tubarão e a arraia seja cartilaginoso, a maior parte dos vertebrados desenvolveu um tecido mais rígido e mais forte que a cartilagem, o tecido ósseo. Além de servir para a sustentação do corpo, o osso é importante também nos movimentos, servindo como ponto de apoio para os músculos e protegendo órgãos vitais como o sistema nervoso, o coração e os pulmões. Além disso, no interior de vários ossos há um tecido mole, a medula óssea, vulgarmente chamado tutano, que é responsável pela produção das células do sangue (tecido hemopoético).

O osso é bem mais duro que a cartilagem porque é constituído também por uma substância mineral, formada principalmente por fosfato e cálcio. No seu interior existem células vivas, os osteócitos. Através dos canais de Havers, as células recebem alimento e oxigênio.

A maior parte dos ossos forma-se a partir da cartilagem que, recebendo depósitos de fosfato e cálcio, origina um osso. Quando o indivíduo nasce, o modelo de cartilagem já foi quase totalmente substituído por tecido ósseo. Porém, próximo às extremidades dos ossos longos, persiste uma região cartilaginosa que permite que esses ossos cresçam em comprimento. Até o final da adolescência esta cartilagem é inteiramente substituída por osso e o indivíduo pára de crescer. O crescimento dos ossos em espessura ocorre a partir de novas camadas ósseas adicionadas ao periósteo.

Em caso de necessidade, células ósseas (osteoclastos) retiram minerais do osso, lançando-os na corrente sangüínea; assim, o osso funciona como um reservatório de minerais para o organismo.



O Tecido Hemopoético: produtor das células do sangue
Tanto as células que circulam no sangue como as que estão presentes na linfa são produzidas pelo tecido hemopoético. Além de produzir estas células, o tecido hemopoético realiza também a limpeza da linfa, removendo os corpos estranhos e destruindo as células que se tornam imprestáveis. Há dois tipos de tecido hemopoético: o tecido mielóide ou medula óssea e o tecido linfóide ou linfático.

O tecido mielóide é encontrado no interior dos ossos. Nos embriões, a maioria dos ossos possui uma medula ativa, de cor vermelha. Porém, à medida que o indivíduo cresce, a maior parte desta medula passa a acumular gordura, parando de trabalhar e transformando-se em medula amarela (tutano). No adulto, a medula vermelha é encontrada praticamente apenas nas costelas, nas vértebras, no esterno e nos ossos do crânio.

Todas as células do sangue são produzidas na medula óssea.

Algumas, porém, irão migrar para grupos de tecidos linfóides, formando importantes órgãos de defesa espalhados estrategicamente em nosso corpo (nódulos linfáticos, baço, timo, amídalas e adenóides).

As amídalas e as adenóides formam um aglomerado de tecido linfóide que intercepta os germes que entram pelas vias respiratórias e digestivas. Os germes que atravessam o tecido epitelial irão encontrar, no tecido conjuntivo frouxo e adiposo, massas de tecido linfático que formam os nódulos linfáticos. Os germes que atingirem a linfa ou o sangue terão de passar pelos gânglios linfáticos e pelo baço. Durante certas infecções sentimos inchaço e dor nos gânglios linfáticos do pescoço, axila ou virilha (íngua).



O Tecido Sangüíneo
O sangue é formado por uma parte líquida, o plasma, onde se acham mergulhados células e pedaços de células, que são os elementos figurados (hemácias (a), leucócitos (b) e plaquetas).

O plasma é a parte intersticial do sangue, rico em fibrinogênio, que pode passar a fibrina e provocar a coagulação sangüínea. O plasma sem fibrinogênio denomina-se soro.

Entre os elementos figurados, o que existe em maior quantidade são os glóbulos vermelhos, hemácias ou eritrócitos. O sangue do homem contém de 5 a 5,5 milhões de hemácias por mm­­3, e o da mulher de 4,5 a 5 milhões, em média. Em cada 100 ml de sangue há, em média, 14 a 17 mg de hemoglobina no homem e 12 a 16 mg na mulher. A hemácia tem a forma de um disco circular e bicôncavo, achatado no centro. Esta forma aumenta a superfície de contato da hemácia com os gases a serem transportados, tornando mais rápida sua absorção e eliminação (a hemácia dos mamíferos não possui núcleo, seu citoplasma está totalmente ocupado pela hemoglobina). Elas são formadas na medula óssea, duram cerca de 120 dias e são destruídas no fígado e no baço.

Os glóbulos brancos ou leucócitos defendem o organismo contra microorganismos causadores de doenças e contra qualquer partícula estranha que penetre em nosso organismo. Essa defesa é feita de várias maneiras. Os leucócitos podem ingerir o organismo estranho, destruindo-o através de enzimas digestivas (fagocitose). Podem também produzir proteínas especiais (anticorpos) que se combinam com as proteínas invasoras (antígenos), neutralizando seus efeitos. Podem produzir células especiais que se ligam às células invasoras e as destroem.

A fim de realizar a defesa do organismo, os leucócitos podem sair dos vasos capilares (diapedese), chegando ao local da infecção. O pus que se forma em ferimentos é um aglomerado de leucócitos, micróbios e células mortas. Nosso sangue possui de 5 a 10 mil leucócitos por mm3 de sangue, podendo aumentar durante uma infecção ou alergia (leucocitose). Quando esse número diminui denomina-se leucopenia.



São vários os tipos de leucócitos presentes no sangue:
Neutrófilos: encontrados em maior proporção, são os mais ativos na fagocitose, apresentando muitas enzimas digestivas;

Acidófilos ou eosinófilos: responsáveis pela fagocitose do conjunto formado pela união do anticorpo com o antígeno. Seu número aumenta durante as alergias e verminoses intestinais;

Basófilos: encontrados com menor freqüência, exercem a fagocitose, produzem heparina (anticoagulante) e histamina (vasodilatador);

Linfócitos: são os menores leucócitos, produzem anticorpos, surgem inicialmente na medula e depois de lançados no sangue podem seguir dois caminhos: alguns migram para o timo e daí dirigem-se para os demais órgãos linfáticos; outro grupo migra para os tecidos linfáticos situados no intestino e daí seguem para os órgãos linfáticos.

Monócitos: podem sair dos capilares e penetrar no tecido conjuntivo, nos órgãos linfáticos, no fígado ou outra parte do corpo, onde se transformam em macrófagos. Os macrófagos são maiores que os neutrófilos, podendo fagocitar células ou organismos maiores do que as bactérias, removendo células lesadas ou mortas e materiais estranhos.

Cada ser vivo possui um grupo de proteínas diferente do de qualquer outro ser vivo. Quando uma bactéria ou um organismo estranho penetra em nosso corpo, suas proteínas são reconhecidas como proteínas estranhas ou antígenos, sendo então neutralizadas pelos anticorpos. Os anticorpos são moléculas específicas, isto é, para cada tipo de antígeno será formado um anticorpo específico.

Plaquetas ou trombócitos são fragmentos de citoplasma, desprovidos de núcleo e em forma de disco, presentes em nosso sangue. São formadas na medula óssea, têm a função de interromper ou prevenir hemorragias. Cada mm3 de sangue apresenta cerca de 200 a 400 mil plaquetas.

Diversos mecanismos trabalham em conjunto para impedir uma perda excessiva de sangue. Assim que um vaso sangüíneo se rompe, ele se contrai, diminuindo o fluxo de sangue no local da ferida. Quando as plaquetas entram em contato com a superfície lesada do vaso, elas se tornam ‘pegajosas’ e aderem ao local da lesão, formando um tampão ou trombo. Pouco depois esse tampão é reforçado por uma rede de proteínas que retém os glóbulos do sangue, formando um coágulo. Esse, por sua vez, termina por bloquear o vaso sangüíneo, interrompendo a hemorragia. Alguns minutos depois de formado, o coágulo se contrai, expelindo um líquido claro, chamado soro (plasma). A formação do coágulo envolve muitas substâncias ou fatores.

A protrombina e o fibrinogênio têm de ser constantemente produzidos pelo fígado, para esta produção é necessária a vitamina K ou anti-hemorrágica. É necessária também uma concentração mínima de íons-cálcio.

A linfa é o líquido circulante do sistema linfático. É constituída de plasma e linfócitos. Não contém hemácias nem plaquetas, por isso não coagula. O papel da linfa é a remoção das impurezas, a defesa do organismo, bem como o transporte de ácidos graxos e glicerol absorvidos no intestino.



O Tecido Muscular: responsável pelos movimentos do corpo
Quase a metade do peso de nosso corpo deve-se a um tecido formado por células altamente especializadas em se contrair, produzindo movimentos. Esse tecido também é originado do mesoderma. Esse tecido recebe o nome de tecido muscular, e as células que o constituem são chamadas fibras musculares, em virtude de sua forma alongada, que aumenta a eficiência das contrações. A contração muscular depende da presença de filamentos contráteis de proteínas, as miofibrilas. As células do tecido muscular perderam a capacidade de se reproduzir.

Nosso corpo apresenta três tipos de músculos: o músculo estriado esquelético, o músculo liso e o músculo estriado cardíaco.

ØOs músculos estriados esqueléticos ou voluntários se prendem aos ossos ou a outro músculo. Representam a maior massa do nosso corpo. São capazes de contrações fortes e rápidas que, geralmente, obedecem à nossa vontade. É através deles que reagimos aos estímulos do ambiente. São formados por células cilíndricas alongadas com vários núcleos.

ØOs músculos lisos ou involuntários encontram-se envolvendo a parede de órgãos ocos. São responsáveis pelas contrações que empurram os alimentos através do tubo digestivo (peristaltismo), que diminuem o calibre das artérias, que determinam os movimentos do útero durante o parto e que alteram o diâmetro dos bronquíolos, são encontrados também na raiz dos pêlos. Suas contrações são lentas, sucessivas e não obedecem à nossa vontade. Suas células são pequenas, fusiformes e com um só núcleo.

ØO músculo estriado cardíaco ou miocárdio forma o coração. Suas células apresentam estrias, seus movimentos são rápidos, ritmados e involuntários.



O Mecanismo da Contração Muscular
As miofibrilas são formadas por dois tipos de proteína, a actina e a miosina. A contração dos músculos é provocada pela contração de suas fibras devido ao encurtamento de centenas de miofibrilas contidas no citoplasma da célula muscular. Os íons-cálcio também são vitais no processo de contração muscular.



A Fadiga Muscular
Quando um músculo é estimulado de forma regular, mas não recebe taxa adequada de oxigênio, as contrações atingem certa amplitude e a seguir decrescem até que o músculo deixa de responder. Dizemos que o músculo entrou em fadiga. A partir desse momento, ele passa a utilizar energia de fermentação lática. Como o ácido lático é um produto tóxico, provoca dores musculares. Com o repouso, o músculo passa a receber suprimento adequado de oxigênio, voltando a contrair-se normalmente.

A dor muscular pode ser produzida também por contração súbita e involuntária de um ou mais músculos, mas de duração passageira. É o que se denomina câimbra.




O Tecido Nervoso: a coordenação e a resposta aos estímulos
Ao longo do processo evolutivo, os animais desenvolveram um tecido muito especial chamado tecido nervoso, que se origina do ectoderma. Esse tecido é capaz de receber estímulos do ambiente e do interior do próprio organismo do animal, bem como interpretar esses estímulos e comandar as respostas a eles.

Essas propriedades do tecido nervoso devem-se a uma célula altamente especializada, o neurônio, que sofreu o mais alto grau de diferenciação. Por isso, já não tem mais a capacidade de reprodução. É uma célula permanente, não-renovável, e com precária aptidão para se regenerar.

No tecido nervoso encontramos também as células da neuróglia com a função de nutrir e suportar a trama de neurônios que forma o tecido nervoso.

A maioria dos neurônios é constituída por uma região onde se concentram o citoplasma e o núcleo, chamada de corpo celular, que fica sempre no sistema nervoso central (encéfalo ou medula raquiana) e nos gânglios nervosos situados junto à medula raquiana. Dos corpos celulares saem várias ramificações, os dendritos. Há um prolongamento maior, o axônio, que pode atingir até um metro de comprimento.

Os nervos são formados por feixes de axônios envolvidos por tecido conjuntivo.

O axônio é recoberto por uma substância gordurosa de cor branca, a mielina.

Os neurônios estão separados entre si por uma região denominada de sinapse, a comunicação entre dois neurônios ou entre um neurônio e um órgão é feita por meio de substâncias especiais, os neurotransmissores ou neurormônios (adrenalina, serotonina, etc).


Muitas drogas químicas alteram os impulsos nervosos. O curare bloqueia a passagem do impulso nervoso para os músculos esqueléticos e respiratórios. Certos alcalóides do café e do chá (cafeína, etc.) facilitam a transmissão do impulso nervoso. Alguns anestésicos inibem essa transmissão.


Fonte: http://www.aprendaki.webcindario.com/textos/histologia.htm
Autor: Amara Maria Pedrosa Silva
Licença: Creative Commons License





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