Embriologia

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Embriologia é a ciência que se ocupa, como o próprio nome diz, do embrião, desde a sua formação até o final da fase embrionária. Isso inclui a formação e o desenvolvimento de todos os órgãos e sistemas do corpo humano.

Contexto histórico


Embora só tenha sido reconhecida oficialmente no século IXX, a curiosidade sobre o desenvolvimento da vida levou diversos pensadores e cientistas a investigarem sobre o tema. Por meio de estudos envolvendo embriões de aves, Aristóteles foi o primeiro a sistematizar informações sobre o assunto; mas houve um grande hiato entre as pesquisas e novos dados só foram divulgados muito tempo depois com as observações preciosas de Fabrizio D\'Acquapendente (1537-1619), William Harvey (1578-1667) e Marcello Malpighi (1628-1694).

Contudo, foi o biólogo russo Karl Von Baer (1792-1876) quem ganhou o título de pai da embriologia moderna. Foi ele quem identificou o óvulo dos mamíferos, diferenciando-o do folículo de Graaf e também demonstrou a importância dos folhetos germinativos no desenvolvimento embrionário.

Ele se posicionava de forma crítica às teorias evolucionistas de Charles Darwin. Somente depois do estabelecimento da teoria celular, em 1839, é que foram lançados os paradigmas da embriologia atual.

Segundo Von Baer são essas leis que regem a embriologia:


As características gerais de um largo grupo de animais aparecem no embrião mais cedo que as características mais específicas.

As características menos generalizadas desenvolvem-se a partir das mais generalizadas, e assim sucessivamente até as mais especializadas.

O embrião de uma dada espécie, em vez de passar pelas fases de outros animais, afasta-se mais e mais delas.

Portanto, de um modo fundamental, o embrião de uma forma de vida superior nunca é como o adulto de uma forma inferior, mas sim parecido com o seu embrião.

O desenvolvimento embrionário


O início do desenvolvimento embrionário dos animais começa na relação sexual em que há fecundação e é gerado um zigoto (ovo). Três fases sucedem-se a partir daí: mórula, blástula e gástrula.

A fecundação ocorre no momento em que os gametas masculinos (espermatozoides) e os gametas femininos (óvulos) se fundem. No momento em que isso acontece, os núcleos dessas duas células (haploides) se juntam, dando origem a uma outra célula (diploide).

Na primeira semana de gestação ocorre a segmentação (ou clivagem) do zigoto, esse processo normalmente se dá enquanto o zigoto atravessa a tuba uterina em direção ao útero. O conjunto de células que se aglomeram nessa fase é chamado de mórula.

Na segunda semana forma-se a blástula e dá-se a implantação do blastocisto no útero.

Na terceira semana inicia-se de fato o período embrionário, que chega ao fim na oitava semana.

As transformações que ocorrem durante essas etapas são responsáveis pelas principais características do ser vivo em formação. A partir daí as estruturas
se tornarão mais complexas e passarão a se diferenciar de acordo com a espécie.

Também é nessa fase em que podem ser originados os distúrbios de desenvolvimento decorrentes de malformações congênitas.

O período fetal se estende da nona semana até o nascimento.

Atualmente, a embriologia possibilitou o desenvolvimento de várias técnicas para avaliar as condições do feto e diagnosticar algumas patologias, entre elas, a microcefalia. Nesse caso, é possível identificar a anomalia por meio de ultrassonografia.

Em alguns casos, a embriologia dá suporte para que o aborto seja recomendado, como exemplo as situações de anencefalia (ausência de cérebro) ou de risco de morte da gestante.

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