Amniorrexe Prematura ou Ruptura Prematura das Membranas (RPM)

Amniorrexe Prematura ou Ruptura Prematura das Membranas (RPM)

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A amniorrexe prematura ou ruptura prematura das membranas é um problema que afeta as gestantes. Além de toda a tensão e expectativa gerada para a mulher no momento da gravidez, existe também a chance de apresentar essa condição de ruptura prematura das membranas, ou seja, a ruptura da bolsa antes do tempo adequado para o trabalho de parto.

O rompimento das membranas ovulares e amnióticas não deve acontecer antes de a mulher estar preparada para dar à luz. Isso porque essa membrana forma a bolsa que envolve e protege o bebê, mantendo-o na temperatura adequada e em segurança durante a gestação.

Quando a bolsa rompe, horas antes do trabalho de parto, a mulher inicia um processo natural para o nascimento do bebê, que pode durar até 24 horas. Quando ocorre a amniorrexe prematura ou ruptura prematura, a mulher corre o risco de aborto.


Características da doença

A ruptura prematura das membranas pode ocorrer em cerca de 10% das gestações. O problema está relacionado a um processo natural de amadurecimento da bolsa ou de uma redução nos níveis de colágeno.

Mulheres que apresentam placenta baixa, que tenham passado por exames invasivos, apresentem infecções genitais, deficiências nutricionais, vício do cigarro, sangramento vaginal ou trabalho de parto prematuro podem apresentar a doença.

Outros fatores de risco são: vaginose bacteriana, traumatismo e histórico de partos prematuros em outras gestações. O principal sinal da doença é a presença de perda de um líquido amarelo pela vagina. O diagnóstico é confirmado por meio de exame que determina o pH vaginal.


Riscos da ruptura prematura das membranas

A gestante que apresenta ruptura prematura das membranas corre um elevado risco de complicações para o feto. Além da evolução para um parto prematuro, existe também o risco de descolamento placentário e prolapso do cordão. Com isso, o bebê pode apresentar diversas doenças, como infecções e malformações.

Ao detectar o problema, o médico obstetra deverá optar pela conduta gestacional mais segura. Caso a mãe apresente infecção, é obrigatória a interrupção da gravidez.

Nos casos em que a gestante não apresente sinais de infecção, o ideal é adotar uma conduta conservadora, a fim de promover o amadurecimento pulmonar do feto. Nestes casos, a mãe precisa ficar hospitalizada e em repouso absoluto.

Durante a hospitalização da gestante, ela deve receber hidratação e acompanhamento constante, além de manter o controle da temperatura.

Para evitar complicações de qualquer tipo durante a gravidez, faça os exames de pré-natal, compareça a todas as consultas médicas e mantenha uma vida saudável.

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