A Lenda do Saci


 Compartilhar no facebook
 Compartilhar no twitter


A Lenda do Saci

Pretinho arteiro, de olhos carburantes e barrete de rubra cor à cabeça, traquinando e assobiando pelas estradas em horas-mortas, a pelear, maldosamente, com suas travessuras, os animais e a trançar-lhes as crinas.

Com efeito, o viajante que, no sertão, ao cair da tarde, cochilando o seu cansaço, as pernas lassas, caídas sobre as espendas da sela, busca o pouso para descansar os membros doridos da jornada, ao encilhar a montaria, na manhã seguinte, para seguir viagem, encontrará muitas vezes, a crina do animal emaranhadamente trançada.

Atribuirá por certo às artes do Saci, sem indagar de uma pequenina ave do sertão que revela o curioso característico de, em procurando no dorso dos animais a alimentação que lhe é cara, carrapatos e outros parasitas, nunca deixam sem antes trançá-las com o bico sedenho.

Os redemoinhos, fenômenos produzidos por desequilíbrio das atmosferas, verdadeiras trombas aéreas que se formam vertiginosamente em espiral, carregando folhas secas, gravetos e areia em suas passagens, esses fenômenos consoante à crença entre os caipiras, são produzidos pelo Saci, e se algum dotado de verdadeira fé, lançar sobre a tromba um rosário de capim, aprisioná-lo-á, por certo, e se conseguir o barrete, terá em prêmio a ventura que aspirar.



Outra versão da lenda do Saci:

"Esta entidade matreira, traquina e das mais conhecidas é também objeto de incontáveis e controvertidas interpretações, tendo atravessado uma sucessão de metamorfoses, sob a influência mística e supersticiosa de índios (o nome é de origem tupi-guarani), negros, brancos e mestiços.

Enredado em diversas lendas, em alguns rincões é uma assombração tenebrosa, um eufemismo do capeta, ou ainda um ser simpático e graciosamente assustador - terrisível; em outros, tem uma imagem de benfeitor - o Negrinho do Pastoreio, que encontra objetos perdidos.

O Saci é apresentado até como filho do Curupira, numa fantástica concepção que, de alguma forma, pode até adquirir certa coerência se tomarmos as variantes em que o Curupira e o Caipora são seres distintos, sendo o segundo, numa delas, uma mulher unípede que anda aos saltos.

De acordo com a configuração mais popular, o Saci-Pererê é representado por um negrinho de uma perna só que usa carapuça vermelha cujo poder mágico lhe confere a prerrogativa de ficar invisível e de aparecer e desaparecer como fumaça. Ele se faz anunciar por um assobio estridente e adora fumar, aliás essa é uma forte característica do Saci, visto que é difícil imaginá-lo sem seu cachimbo.

Ah!!, e o Saci também é daqueles fumantes que nunca trazem consigo fósforos ou isqueiros e, por isso, sempre aterroriza os viajantes pedindo-lhes fogo."





Saiba mais

Buscas relacionadas a A Lenda do Saci em Fatos Gerais.


[ Pesquisa escolar lida 83188 Vezes - Categoria: Fatos Gerais ]


Leia também! Assuntos relevantes.

Bumba meu boi (Folclore Brasileiro)
O mais importante e talvez o mais conhecido folguedo do Nordeste, espalhado por todo o Brasil, vira aqui brincadeira de roda. Brincadeira de menino...
Lido: 54804 Vezes

Poemas do Folclore Brasileiro
Não é só de lendas que vive o folclore brasileiro. Nossa cultura popular também tem poemas, poesias, promessas, parlendas e quadrinhas. Com relação...
Lido: 9739 Vezes

O Folclore Brasileiro
A palavra Folclore significa “saber popular”. No caso do folclore brasileiro, temos várias manifestações, tradições, lendas e crenças baseadas na sabe...
Lido: 18668 Vezes

Sugestão de Busca Escolar

Sites

Encceja
Enem
SISU
Prouni
Paixão e Amor
Curiosidades
Relacionamento

Fale Conosco
Feed / RSS

Comunidade no Google +
Comunidade no Twitter


Novidades no seu e-mail

Estudantes Online
Sobre o Grupo Escolar

GrupoEscolar.com - Todos direitos reservados

Todo o conteúdo do site é retirado da internet e/ou enviado pelos estudantes.

Caso algum conteúdo infrinja direitos autorais entre em contato que adicionaremos crédito ou retiraremos o mesmo.

As opiniões expressas nos textos são de responsabilidade dos seus autores.

Somos apenas um veículo de comunicação e não compactuamos com nenhuma opinião sobre nenhum tema.