História da Educação

É difícil definir o momento em que o ensino formal teve início na história humana, talvez o mais correto seja dizer que o ensino sempre existiu, e começou com a observação, quando os mais novos aprendiam costumes, crenças e outros conhecimentos, passados hereditariamente.

Mas com o aumento gradual das civilizações, esta passagem do conhecimento de pessoa para pessoa tornou-se obsoleta e foi necessário pensar em outras formas de se educar as novas gerações.

Com o crescimento do comércio, da religião e a ascensão dos governos, veio a invenção da escrita, por volta de 3100 antes de Cristo. O que permitiu que a cultura e o conhecimento de vários povos fossem preservados até os dias de hoje.

Com a invenção da escrita, surgiu também a necessidade de se criar um lugar onde as pessoas pudessem aprender a ler e a escrever. Foi assim que surgiram as primeiras escolas. No oriente médio, os judeus eram os que mais lutavam para que as crianças, independente de sua classe social, tivessem acesso à educação. Eles estabeleceram escolas onde meninos aprendiam matemática, leitura e escrita.

Na Grécia antiga o objetivo das escolas era preparar as crianças para serem cidadãos atuantes na vida adulta.

No início da idade média, com a queda do império romano, a educação na Europa esteve a ponto de ser revertida a uma forma primitiva, mas a igreja medieval havia preservado parte do conhecimento e continuou com a evolução das escolas.

Foi no século XII que surgiram as primeiras escolas parecidas com o modelo que conhecemos hoje, com salas de aula, crianças, carteiras e professores. E entre os séculos XII e XIII surgiram as primeiras faculdades, e as mulheres começaram a ter direito à educação. Os conventos passaram a educar mulheres nesta época.

No Brasil a primeira escola foi fundada em 1554, por um grupo de jesuítas, movidos pelo desejo de disseminar a fé cristã, mas também ensinando leitura e escrita para os nativos.

Por volta de 1808, com a vinda da família real para o Brasil, o movimento educacional ganhou uma nova força, com o surgimento de instituições culturais e a criação dos primeiros cursos superiores.

A partir de 1822, com a independência do Brasil, o panorama educacional ameaçou fortalecer-se ainda mais. E a constituição de 1824 determinou, pela primeira vez, a obrigação de assegurar instrução primária e gratuita a todos os cidadãos. Mas as leis que regulariam esta determinação nunca foram implementadas, e foi delegado às províncias a responsabilidade de legislar sobre a educação primária. O resultado foi a estagnação da educação, já que o governo central se omitia da responsabilidade de garantir instrução para todos.

Após a primeira guerra mundial, o Brasil começou a repensar a educação, e reformas importantes foram feitas, impulsionadas por grandes educadores como Anísio Teixeira, Fernando Azevedo, dentre outros. Neste período surgiram as primeiras universidades brasileiras, no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Porto Alegre e São Paulo.

Em 1969 e 1971, leis importantes foram aprovadas introduzindo mudanças em todas os graus da educação; elas influenciam o sistema educacional até hoje.

E foi com a promulgação de nossa constituição atual, em 1988, que se procurou dar destaque a um acesso universal ao ensino fundamental e à erradicação do analfabetismo.

Mesmo diante de tantas mudanças e avanços, o sistema educacional brasileiro ainda é falho e precário, mas as lutas por melhoras na educação nunca foram fáceis e rápidas. Os resultados só começam a aparecer depois de muita perseverança, mas quando olhamos para o passado e sentimos a grande evolução, podemos alimentar a esperança de dias melhores para a educação.

A História da educação no Brasil e no mundo é um tema longo e complexo, e que necessita de muito estudo e dedicação para ser entendido em sua totalidade. É um assunto que gera longas análises e grandes debates.

REFERÊNCIAS
ARANHA, Maria Cecilia Arruda. História da Educação e da Pedagogia. Geral e Brasil. Moderna. 3ª edição. São Paulo. 2006.



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