Escravidão na Roma Antiga

Roma Antiga, uma rápida introdução

Roma Antiga é uma civilização de origem itálica, surgida por volta do século VIII a.C. Situada ao longo do Mar Mediterrâneo e com capital na cidade de Roma, na península que hoje é a Itália, a civilização romana se expandiu tanto que se tornou um dos maiores impérios da Antiguidade, abrangendo mais de 6,5 milhões de quilômetros quadrados e de 50 a 90 milhões de habitantes (cerca de um quinto da população mundial à época), durante o seu auge nos séculos I e II.

O sistema de governo romano variou muito durante seus doze séculos de existência, passando de uma monarquia para um república em formato clássico, até tornar-se um império autoritário e autocrático. A conquista militar expandiu o território romano e anexou territórios da Europa Ocidental e Meridional, além da Ásia Menor, do Norte da África em em proporção menor, da Europa Oriental e Setentrional. O poder de Roma fez com que a civilização fosse lembrada como uma das entidades políticas mais influentes da Antiguidade Clássica, de modo que ombreia com a Grécia e outras civilizações antigas, num período que hoje é conhecido como greco-romano.


A escravidão romana

A espinhal dorsal do sistema econômico romano era a escravidão. Na Roma Antiga, ser escravo significava ter seus direitos reduzidos a quase nada, tornando-se uma propriedade de outra pessoa. Com o passar do tempo e a complexificação das relações sociais romanas, os escravos passaram a ter mais direitos, mas, mesmo depois da alforria (do latim, “manumissio”), os escravos libertos não gozavam dos mesmos direitos e privilégios dos cidadãos romanos. A denominação latina do escravo era “servus” ou “ancillus” (mais aplicado para os escravos domésticos).

Escravos servindo comida

Historiadores estimam que mais de 30 ou 40% da população romana era composta por escravos. Isto equivale a cerca de 2 ou 3 milhões de escravos até o final do século I a.C. Os escravos eram considerados um símbolo de riqueza, e acredita-se que quase metade deles eram propriedade da elite romano, que perfazia menos 1,5% da população do império. Por volta da metade dos escravos trabalhavam em áreas rurais, enquanto que o restante se concentrava nas cidades.

Escravo sendo açoitado

Quando se avizinhava o fim da república, houve várias revoltas de escravos, também chamadas de guerras servis. Essas revoltas, a exemplo da conhecida Terceira Guerra Servil, também conhecida como Guerra de Espártaco ou Guerra dos Gladiadores, eram duramente reprimidas pelas autoridades romanas.
A proveniência dos escravos coincidia com os territórios anexados por Roma. Na expansão desse grande império, os povos conquistados eram os principais alvos da escravidão. Isso podia ser medido pelas características físicas e linguísticas que os diferenciavam de seus mestres romanos. A cultura romana considerava a condição de escravo como algo infame. Os soldados romanos, por exemplo, preferiam o suicídio a serem tomados como escravos por povos bárbaros, isto é, povos não romanos.

A escravidão na Roma Antiga não era baseada na raça, embora houvesse escravos negros entre os escravos do Império Romano. Contudo, o perfil dos escravizados era muito variado, incluindo povos cartagineses, celtas, eslavos, germânicos, trácios e até mesmo etíopes, no Egito Romano.


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