Um dos nomes mais marcantes da literatura brasileira é o de Cora Coralina, contista e poetisa que trabalhava com a simplicidade em sua obra. Nascida em 20 de agosto de 1889, na Cidade de Goiás, com o nome de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, Cora praticamente não conheceu o pai, que morreu apenas um mês depois de ela nascer.

Logo na infância, sua família foi viver na cidade de Mossâmedes, onde a pequena Ana começou a desenvolver seu gosto por literatura, mostrando muito talento para a escrita, envolvendo-se com eventos de literatura da região.

Durante sua vida, trabalhou como doceira, praticamente por todo o tempo, já que sua primeira publicação aconteceu apenas quando ela já havia completado 76 anos de idade. Na ocasião, foi apresentado ao público o livro “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais”.

Cora Coralina era muito ativa e, juntamente com Alice Santana, Rosa Godinho e Leodegária de Jesus, fundou o jornal “A Rosa”, uma publicação de poemas femininos, onde passou a assinar como Cora Coralina aos 19 anos de idade.

Outros acontecimentos são marcantes na época, como os seguintes:

  • Assumiu em 1907 a presidência do Gabinete de Literatura de Goiás;
  • Publicou “Tragédia na Roça”, em 1910;
  • Casou-se em 1925 com Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas, um advogado;
  • Participou, em 1932, da Revolução Constitucionalista de SP.


Uma mudança radical na vida

Cora Coralina passou por uma grande mudança na vida quando seu marido veio a falecer, em 1934. Em São Paulo, começou, então, a trabalhar na venda de livros, depois de conhecer José Olympio, um editor reconhecido.

Mudou-se para Penápolis em 1936, depois para Andradina, onde passou a vender tecidos para sobreviver. Teve uma vida bastante ativa em Andradina, onde se candidatou para o cargo de vereadora e ainda escreveu para um jornal local. Cora voltou para sua terra natal em 1951.

A Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás a aceitou como membro em 1970. Conquistou o Troféu Jaburu através do Conselho Estadual de Cultura de Goiás, em 1981.


Outros reconhecimentos vieram posteriormente, tais como:

  • Prêmio de Poesia em São Paulo;
  • Doutora Honoris Causa – Universidade de Goiás;
  • Troféu Juca Pato – A primeira escritora agraciada com a premiação;
  • Ingresso na Academia Goiana de Letras.

Morreu com 95 anos de idade, após uma grave pneumonia, em 10 de abril de 1985. Em sua memória, foi inaugurado o Museu Cora Coralina, em 2001, em sua casa, que se tornou Patrimônio Histórico da Humanidade, nomeado pela Unesco.

Foto da Cora Coralina


Quais são as principais obras de Cora Coralina?

Suas obras tratavam da vida comum, da rotina e do cotidiano. Seus livros trouxeram poesia, literatura infantil e contos. Segue a lista de livros de Cora Coralina:

  • Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, 1965.
  • Meu Livro de Cordel – publicado em 1976.
  • Vintém de Cobre - Meias confissões de Aninha - publicado em 1983.
  • Estórias da Casa Velha da Ponte – publicado em 1985.
  • Meninos Verdes – publicado em 1986.
  • Tesouro da Casa Velha – publicado em 1996.
  • A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu – publicado em 1999.
  • Vila Boa de Goiás – publicado em 2001.
  • O Prato Azul-Pombinho – publicado em 2002.