Quais foram os piores desastres ambientais do Brasil?

Quais foram os piores desastres ambientais do Brasil?

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Historiadores afirmam que no decorrer da história várias civilizações entraram em colapso em função de desequilíbrios ambientais. Acredita-se que os Maias, os Astecas e os Incas - povos nativos da América - abandonaram suas cidades devido à contaminação e à poluição da água e do solo provocados pela destruição da mata primitiva.

Mas o primeiro grande desastre do mundo moderno é, sem dúvida, a explosão atômica em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, que ceifou cerca de 150 mil vidas e contaminou por décadas o entorno, impossibilitando qualquer tipo de atividade.

Outra tragédia nuclear de grandes proporções foi a explosão de um reator em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, responsável pela morte de 10 mil pessoas e destruição de milhares de quilômetros de floresta nativa.

Também podemos citar o derramamento de óleo no mar do Alaska, em 1989; e na costa da Espanha, em 2002. Além do vazamento de gases tóxicos, tido como o pior acidente químico da História, que ocorreu em Bhoal, na Índia.

Todos esses desastres ambientais tem uma coisa em comum: a interferência e o erro humano. O assunto voltou à tona recentemente, quando o Brasil entrou para a lista dos países responsáveis pelos maiores desastres ambientais do planeta. Estamos falando do rompimento das barragens da Samarco, empresa mineradora que atua na região. Infelizmente, esse não foi o único episódio de desastre ambiental protagonizado pelo Brasil.

Veja a seguir piores desastres ambientais do Brasil.

Rompimento da barragem, Mariana – Minas Gerais (2015)


A tragédia destruiu completamente as comunidades do entorno e transformou em rios de lama os cursos de água da região, chegando mesmo a afetar outros estados e atingi o oceano. O rompimento da barragem jogou 35 milhões de metros cúbicos de lama no Rio do Carmo e, depois de percorrer quase 700 km, chegou a foz e ao Oceano Atlântico no Espírito Santo.

Derramamento de petróleo, Bacia de Campos – Rio de Janeiro (2011)


Vazamento ocorrido no campo de Frade, conhecida área de exploração petroleira em águas profundas (também chamada de offshore). O acidente derramou milhares de litros de petróleo no mar, provocando um dos maiores acidentes deste tipo no país. A mancha de óleo atingiu cerca de 162m², medida equivalente à metade da Baía de Guanabara. O habitat marinho sofreu sérias consequências e especialistas afirmaram que seriam necessárias muitas décadas para que o equilíbrio natural fosse restabelecido.


Contaminação por Césio 137, Goiânia – Goiás (1987)


Fruto da violação de um aparelho radiológico nos escombros de um hospital. Os homens, que procuravam por materiais recicláveis, entraram em contato com um pó branco que emitia uma luz azul no escuro. Desconhecendo a alta periculosidade do material, os catadores o levaram para diversos pontos da cidade, contaminando as pessoas, a água, o solo e o ar. O acidente só foi descoberto 16 ias após o ocorrido. Quatro pessoas morreram e centenas de outras desenvolveram doenças relacionadas à exposição.

A relação que o homem estabelece com a natureza, ainda mais em um país com dimensões continentais como o Brasil, merece atenção redobrada. Medidas para evitar contaminações e para prever e minimizar os efeitos dos acidentes ambientais precisam se tornar pauta das políticas governamentais urgentemente. Trata-se de um desafio que requer conhecimento, legislação rigorosa e específica, profissionais capacitados, tecnologia e, principalmente, consciência ambiental.

Enquanto a sede pelo poder e a ganância pelo dinheiro falarem mais alto, estaremos nas mãos de políticos corruptos e inescrupulosos. Cabe à sociedade monitorar e cobrar atitudes concretas e punições à altura dos crimes ambientais cometidos.

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