Menotti del Piccha

Menotti del Piccha

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Menotti Del Piccha nasceu em São Paulo e mudou ainda pequeno para Itapira, interior da cidade de São Paulo, onde iniciou seus estudos primários, já seu estudo secundário em Campinas, Pouso Alegre, Minas Gerais e São Paulo onde se formou em Letras e Ciências. Este filho de italianos começou a produzir seus textos aos 13 anos e aos 16 fundou e dirigiu o jornal da escola em que estudava, o Mandu, que tinha como objetivo divulgar obras literárias, inclusive as dele.

No ano de 1913, formou-se em advocacia pela Faculdade de Direito de São Paulo. Neste mesmo ano, estreou na literatura com seu livro, Poemas do Vício e da Virtude (1913), logo após acabou voltando para a cidade onde passara sua infância, onde exerceu algumas funções, como: foi agricultor, atuou como advogado e ainda foi o dirigente do Jornal de Itapira e ainda fundo o jornal O Grito, voltado para a política.

Em sua cidade, o poeta escreveu dois poemas que se tornaram importantes para a literatura brasileira, Moíses e Juca Mulato de 1917, obteve uma repercussão muito grande, atingindo o estrangeiro, onde teve inúmeras edições. Logo após Menotti voltou a residir na cidade de São Paulo.

O mundo da literatura para esse autor não limitou-se aos poemas, Menotti também se destacou nas crônicas, nos contos e nos romances, sem mencionar nas peças de teatro que desenvolveu, de seus trabalhos voltados para as crianças e até mesmo seus estudos políticos, conhecimentos adquiridos durante a edição do jornal. E falando em jornal, as crônicas de Menotti, publicadas no Correio Paulistano (1920-1930) tornaram-se uma espécie de diário modernista.

Menotti também foi um dos grandes nomes à frente do modernismo brasileiro, foi um dos promotores da semana de Arte Moderna que aconteceu diante do Teatro Municipal (1922) ao lado de outros nomes importantes da literatura brasileira, tais como: Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Graça Aranha, entre outros.

Por ser uma pessoa ativa, fundou diversas revistas e jornais, além de outros cargos importantes na política do país, sem mencionar o fato de ter sido fazendeiro. Pelo seu amor a literatura e todo tipo de arte, vale lembrar que Menotti era um ótimo pintor e escultor, ocupou a cadeira de nº 28 da Academia de Letras.

Paulo Menotti Del Piccha faleceu aos 96 anos na cidade de São Paulo. Em Itapira, recebeu algumas homenagens, como por exemplo, Juca Mulato é o nome de um parque e deram seu nome para uma praça da cidade, sem falar da construção do memorial Casa de Menotti Del Picchia que conta com exemplos de suas obras: Poemas do vício e da virtude (1913), O amor de Dulcinéia (1926) e Chuva de pedra (1925), os romances Flama e argila (1920), O crime daquela noite (1924) e Salomé (1940) e as novelas e contos O pão de Moloch (1921), A mulher que pecou (1922) e O nariz de Cleópatra (1922).

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