Joaquim Maria Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis

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Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no dia 21 de junho de 1839, no Rio de Janeiro. Fruto de uma família pobre, Machado de Assis conviveu com adversidades durante sua infância e adolescência. Em primeiro lugar, o escritor era epilético e tinha crises constantes.

Machado de Assis era filho de Francisco José Machado de Assis e de Leopoldina Machado de Assis. Ele também era neto de escravos alforriados e viveu por muitos anos no Morro do Livramento, no Rio.

Como tinha que ajudar sua família, Machado de Assis não frequentava a escola com regularidade para poder trabalhar. Autodidata, o escritor desenvolveu o gosto pela leitura e pela escrita.

O talento de Machado de Assis era notório, o que o levou a construir uma trajetória extremamente bem sucedida na literatura brasileira. Antes de se tornar escritor, ele trabalhou como aprendiz de tipografia.

Os primeiros textos do escritor foram publicados no jornal "A Marmota". Em 1860, ele foi convidado para colaborar no "Diário do Rio de Janeiro" e também começou a escrever poemas.

Em 12 de novembro de 1869, Machado de Assis se casou com Carolina Augusta Xavier de Novais. O casamento durou 35 anos, mas o casal não teve filhos.

Na década de 1870, Machado publicou os livros "Ressurreição" (1872); "A Mão e a Luva" (1874); "Helena" (1876) e "Iaiá Garcia" (1878). A literatura romântica de Machado de Assis o consagrou como um dos melhores autores do Brasil.

Em 1873, ele foi nomeado como primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras públicas. Seguindo uma carreira pública, Machado de Assis se tornou diretor geral do Ministério da Aviação.

Em 1880, Machado de Assis introduziu o Realismo na literatura brasileira. Nessa época, ele lançou "Memórias póstumas de Brás Cubas" (1881); "Quincas Borba" (1891); "Dom Casmurro" (1899) e os contos "Papéis avulsos" (1882); "Histórias sem data" (1884), "Várias histórias" (1896) e "Páginas recolhidas" (1899).

Em 1897, Machado fundou a Academia Brasileira de Letras, tendo sido o primeiro presidente da instituição. Depois de 1904, Machado de Assis passou a viver um isolamento por causa da morte de sua mulher e das crises de epilepsia.

Os últimos romances do escritor foram "Esaú e Jacó" (1904) e "Memorial de Aires" (1908), que fecharam o ciclo do realismo para Machado de Assis. O escritor morreu em 29 de setembro de 1908, no Rio de Janeiro.

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