Depressão

Distúrbio mental decorrente do funcionamento alterado das células cerebrais que compromete o estado emocional e físico do indivíduo. Uma de suas causas é uma disfunção que ocorre na transmissão dos impulsos de uma célula nervosa para outra. Nesse caso, os neurotransmissores, como a noradrenalina e a serotonina - substâncias químicas usadas na comunicação entre os neurônios -, existem em quantidade alterada. O paciente apresenta variação de humor e de comportamento, como perda de interesse pelas atividades diárias, tristeza permanente, desânimo, ansiedade e irritabilidade. Além disso se torna pessimista e apresenta dificuldade para tomar decisões. Também sofre alterações fisiológicas, como cansaço, diminuição da libido, insônia ou excesso de sono, perda ou aumento de apetite, distúrbios digestivos, falta de memória, redução de concentração e da capacidade produtiva.

Especialistas calculam que a doença afeta 20% da população mundial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que os distúrbios de humor, incluindo a depressão, devem afetar cerca de 340 milhões de pessoas nos próximos anos. No ano 2020, segundo a OMS, a depressão será o principal distúrbio mental a atingir a população dos países em desenvolvimento.

Pode ocorrer com idosos e crianças, mas os adultos na faixa dos 20 aos 50 anos são os mais vulneráveis. As mulheres têm maior tendência à depressão, em uma proporção de duas mulheres para cada homem. Uma das razões é a maior variação hormonal que apresentam.

CAUSAS - Fatores genéticos, psicossociais e neuroquímicos contribuem para desencadear a depressão. Quando os pais são portadores da doença, o risco de o filho vir a tê-la é de 25% a 50%. A morte de pessoas próximas, perda de emprego, separação ou outros eventos estressantes também podem provocá-la, assim como problemas causados por derrame, baixo funcionamento da tireóide, uso de remédios à base de corticóides ou para hipertensão.

Síndrome do pânico - Conhecida cientificamente como transtorno do pânico, também leva à depressão. A pessoa sente taquicardia, calafrios, náusea, dores no peito e no estômago, sensação de sufocamento, medo de morrer e de enlouquecer sem razão aparente, o que a acaba afastando do convívio social e gerando profunda depressão. A ciência ainda desconhece as causas. Sabe-se apenas que as primeiras crises são desencadeadas por situações de estresse acentuado.

TRATAMENTO - A depressão é tratada com psicoterapia e medicação antidepressiva, que normaliza a quantidade dos neurotransmissores. A melhora com esse tratamento ocorre em 70% a 80% dos pacientes. Em alguns casos é usado o eletrochoque (indolor) e o controle do sono, processo em que a pessoa fica 36 horas sem dormir, pois nessas condições há a liberação de neurotransmissores.

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