No ano de 1759, durante o governo absolutista do marquês de Pombal, a ordem dos padres jesuítas passou a ser vista como um obstáculo às mudanças e reformas propostas. Com isso, teve início a chamada Cruzada Antijesuíta, que culminou com a expulsão dos religiosos de Portugal e de todas as suas colônias.

A Companhia de Jesus, ordem que englobava os padres jesuítas do Brasil, foi criada em 1534, na França. Ao longo dos anos, essa ordem conquistou grande influência e presença em diversas regiões do mundo, inclusive no Brasil, onde foi responsável por catequizar os índios.

O marquês de Pombal tinha como objetivo reduzir tal influência da ordem religiosa, meta que alcançou com êxito ao conseguir expulsar os jesuítas de todo o império português, inclusive de suas colônias.

A medida teve grande impacto no Brasil, onde cerca de 670 membros da Companhia de Jesus viviam e controlavam os colégios jesuíticos, que, na época, eram as mais importantes instituições de ensino do país. Além disso, os jesuítas também tinham a tutela de milhares de índios brasileiros, principalmente nas missões guaranis.


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Por que o marquês de Pombal expulsou os jesuítas?

Pombal acreditava que a ordem religiosa poderia atrapalhar seus planos de poder. O embate com os padres começou quando os jesuítas espanhóis se recusaram a obedecer o Tratado de Madri, de 1750, que obrigava os padres a entregarem ao império de Portugal todas as missões que estavam localizadas a oeste do território do Rio Grande do Sul.

O marquês também afirmava que os jesuítas estavam incentivando os índios a se rebelarem contra os europeus. Vários conflitos ocorreram entre os religiosos e os governantes da colônia. Um dos conflitos mais marcantes foi contra o governador do Maranhão e Grão-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, que irmão do marquês de Pombal.

Após a expulsão da Companhia de Jesus do império português, o marquês de Pombal ainda adotou uma vingança pessoal contra o padre Gabriel Malagrida, que foi denunciado por heresia. O religioso acabou condenado, enforcado e queimado no ano de 1761.

Pombal também atacou os jesuítas na área diplomática e, por isso, em 1773, a Companhia de Jesus foi extinta pelo papa Clemente XIV. A ordem só voltou a existir em 1814.

Toda essa perseguição ocorreu porque os religisos eram contra as reformas do império e porque o marquês de Pombal desejava aumentar sua influência e poder. Depois dessa cruzada antijesuíta, a ordem perdeu sua influência política no mundo.

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