Caos Aéreo no Brasil

No ano de 2006 estourou uma crise nos aeroportos nacionais conhecida como apagão aéreo. Graves falhas no setor da aviação civil fizeram com que o transporte aéreo no país sofresse vários colapsos. Durante a crise, o Ministro da Defesa, Waldir Pires, foi retirado do cargo. O problema ficou agravado no governo do ex-presidente Lula.

Algumas instituições já previam o caos. A Força Aérea Brasileira alertou em 2004 que a falta de recursos no setor levaria ao cancelamento de vôos. O Tribunal de Contas da União atestou em 2006 falta de planejamento e recursos.

O estopim da crise foi o acidente com o vôo 1907 da companhia Gol em 29 de setembro de 2006. Todas as pessoas a bordo da aeronave morreram. Oito operadores de tráfego aéreo foram afastados para investigação de possível falha operacional.

Quase um mês depois a categoria se uniu em estado de greve para reivindicar melhores salários, redução da carga horária e contratação de mais profissionais. O motivo do “apagão aéreo” seria a sobrecarga de serviço desses trabalhadores.

O caos aéreo gerou desconforto e prejuízo para muitos passageiros. Muitos vôos atrasavam horas ou eram cancelados. Nos principais aeroportos nacionais os clientes das companhias disputavam as cadeiras ou lugares mais confortáveis do saguão para passar a noite. Muitos se ajeitavam no chão para esperar um vôo disponível. Nesse período, A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) publicou depois de solicitação da imprensa a série de direitos dos passageiros que têm um vôo cancelado.

A situação nos aeroportos nacionais melhorou. Os atrasos e cancelamentos diminuíram. Porém, o setor ainda carece de investimentos. Principalmente para receber grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014.

Juliana Miranda - Equipe do GrupoEscolar.com

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