A cientista Rosalind Franklin fez um trabalho que foi marcante no estudo do DNA. Ela foi uma importante química de origem britânica e conseguiu reconhecer as principais estruturas moleculares que compõem o DNA, além de ter estudado também o RNA e outros compostos.

Em suas pesquisas, Rosalind Franklin utilizou imagens de difração dos raios-X do DNA. Apesar de ter contribuído enormemente para a ciência, a pesquisadora só teve seu trabalho reconhecido com o prêmio Nobel de medicina em 1962, quando ela já havia morrido. O prêmio por suas descobertas foram entregues para três homens: Maurice Wilkins, James Watson e Francis Crick. A premiação aconteceu por causa dos estudos realizados a respeito da formação dos ácidos nucleicos.

A cientista britânica morreu vítima de câncer de ovário. Rosalind Franklin também ajudou a entender o RNA, os vírus, o grafite e o carvão.

Para Rosalind Franklin se tornar cientista, ela teve que enfrentar uma série de desafios e superar barreiras. De origem judaica, sempre estudou em boas escolas, mas para frequentar a universidade teve que enfrentar a autoridade paterna, que não concordava com sua entrada na graduação e até sugeriu que ela entregasse sua bolsa de estudos a alguém mais competente.

Rosalind Franklin seguiu nos estudos até se tornar doutora em 1945, pela Universidade de Cambridge. Diversas pesquisas da cientista podem ser consideradas notáveis, entre elas as publicações sobre o uso do carvão e sobre a estrutura molecular do vírus.

Atuou em Paris e no King’s College, mas foi no Birkbeck College que obteve estrutura própria para desenvolver seus trabalhos com mais empenho, tendo realizado estudos que influenciaram na premiação do Nobel de Química que o cientista Aaron Klug ganhou.

Foto da Rosalind Franklin

A cientista ganhou notoriedade mesmo por ajudar a entender melhor a estrutura do DNA, porém as premiações e o reconhecimento pelas suas descobertas sobre a dupla hélice do DNA acabaram sendo destinadas para homens. Por isso, Rosalind Franklin acaba sendo reverenciada como uma representante do feminismo, pela importância da presença da mulher no ambiente acadêmico e por romper com padrões e preconceitos.

A cientista, que nasceu em 25 de julho de 1920, na Inglaterra, faleceu jovem, aos 37 anos de idade, no ano de 1958. Mesmo com a sua morte prematura, os estudos de Franklin prosseguiram por mais três anos após seu falecimento, graças aos financiamentos que ela obteve em vida. Com isso, seus pesquisadores parceiros evoluíram bastante na pesquisa do vírus da poliomielite.

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