Revolução Industrial Inglesa

A Revolução Industrial Inglesa está diretamente ligada ao surgimento de novas tecnologias que melhoraram o rendimento do trabalho em escala produtiva. Os serviços, que antes eram feitos por homens, passaram a ser realizados por máquinas, com o objetivo de ganhar mais rapidez e qualidade.

O principal equipamento desta revolução foi a máquina a vapor, responsável pelo aumento do lucro de empresas e fábricas. Este período foi marcado pelo domínio burguês, que estava envolvido em diversas transações, entre elas agiotagem, venda de escravos e atividades comerciais.

A burguesia também estava envolvida em atividades pouco éticas, como financiamento de ataques piratas, pagamento de salários muito baixos aos empregados, guerras e batalhas.

A atividade comercial foi essencial para a Revolução Industrial, já que a concorrência exigia queda nos preços para o aumento dos lucros. Produtos inovadores, fabricados de maneira mais barata, precisavam de tecnologia. Para isso, houve uma grande preocupação em melhorar as máquinas e ampliar a atividade industrial.

Com o surgimento das novas indústrias, mais modernas, camponeses se instalaram na cidade para conseguir um posto de trabalho. Eles foram chamados de classe dos proletariados.

Ilustração trabalhadores em fabrica antiga


Efeitos da Revolução Industrial Inglesa

Algumas atividades se tornaram muito desvalorizadas com o aperfeiçoamento das máquinas, em especial a classe dos artesãos. Outros valores passaram a ser cultuados no período, tais como:

  • Importância da ciência;
  • Valorização da tecnologia;
  • Busca do progresso;
  • Liberdade individual.

A educação também ganhou novos sentidos, com o estudo técnico e as pesquisas científicas. A Marinha da Inglaterra, a mais ampla do mundo, facilitava o trabalho de exportação dos produtos industrializados.

As ferrovias europeias, principalmente as que ligavam a Inglaterra à França, também aumentaram as exportações no século 19, principalmente no final do século, espalhando as mercadorias para Rússia, Alemanha e Itália.

Trem a vapor, ferrovia antiga, ilustração

Influência na economia e na sociedade

A Revolução Industrial Inglesa influenciou diversas correntes de pensamento da academia. O intelectual escocês Adam Smith elaborou o livro “A Riqueza das Nações”, onde defendia menor interferência do Estado na economia e maior especialização da mão de obra para atender à demanda industrial.

A sociedade também foi bastante afetada, já que a riqueza ficou muito concentrada na mão da burguesia, enquanto a classe do proletariado poderia encarar jornadas massacrantes, de até 16 horas por dia, e, mesmo assim, vivia em condições miseráveis. Crianças e mulheres também eram forçadas a trabalhar nas fábricas neste novo modelo de sociedade.

Maquinas a vapor


Revoluções

Os trabalhadores indignados com a pobreza e o excesso de trabalho passaram a lutar pelos seus direitos e foram classificados como “Ludistas”, em 1812. Além de serem contrários à substituição de mão de obra humana por máquinas, eles cobravam melhores condições de trabalho. Em suas ações, chegaram a invadir fábricas e quebrar os equipamentos.

Logo veio o “Cartismo”, um movimento social do proletariado que queria ter direito à participação política por meio do voto. Um ato marcante foi a “Carta do Povo”, enviada ao parlamento. Logo depois, em 1867, os homens da Inglaterra ganharam direito ao voto.

A Revolução Industrial Inglesa também modificou a estrutura das cidades, que passaram a ter um grande número de pessoas pobres, guetos e cortiços, onde viviam pessoas em péssimas condições de higiene e saneamento básico.

Mesmo com seus aspectos negativos, é importante ressaltar os benefícios conquistados a partir das descobertas da época, como os barcos e outras máquinas que operavam a vapor, além das máquinas fotográficas e do telégrafo.


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