Processo de Independência

Processo de Independência

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A Independência do Brasil foi resultado de um processo histórico que envolveu política, economia e características da sociedade colonial brasileira, e durou de 1789 a 1822. Antes da independência, o sistema colonial já apresentava sinais de decadência, não só no Brasil, mas em toda a América Latina.

Antes do Brasil declarar sua liberdade de Portugal, o país passou por várias rebeliões de emancipação, como a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana. Os movimentos sociais marcaram o início do processo de independência do Brasil, que só se concretizou em 7 de setembro de 1822.

A Revolução Industrial na Inglaterra e o liberalismo econômico foram dois aspectos que influenciaram o fim da colônia portuguesa no Brasil. A abertura comercial do país era necessária, mas isso automaticamente acabaria com o monopólio da metrópole e com o pacto colonial. Essa situação seria favorável aos interesses da elite agrária do Brasil.

A Inglaterra industrializada precisava de mercados consumidores, e o Brasil poderia se tornar um desses mercados. Em 1810, Portugal assinou com a Inglaterra o tratado de Comércio e Navegação e Aliança e Amizade, no qual perdeu o monopólio do comércio no Brasil. Esse foi o primeiro passo rumo à independência.

Depois que D. João VI voltou para Portugal, a maçonaria e a imprensa passaram a defender o fim do pacto colonial. D. Pedro foi responsável por assumir os interesses da aristocracia. Com o apoio de José Bonifácio de Andrada e Silva, Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira, o movimento de independência ganhou força.

Assim, no dia 7 de setembro de 1822, D. Pedro, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, gritou: "É tempo... Independência ou morte... Estamos separados de Portugal". Depois da independência, D. Pedro assumiu o posto de Imperador Constitucional do Brasil.

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