Petrolão

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A Operação Lava Jato, da Polícia Federal, trouxe ao conhecimento público o maior esquema de corrupção da história do Brasil. Chamado de Petrolão, o escândalo envolvendo o pagamento de propina em obras da Petrobras já superou o esquema do mensalão em termos de falta de ética e desvios de dinheiro.

A Lava Jato está apurando o esquema de lavagem de dinheiro na Petrobras desde 2014. Já foram constatados desvios de mais de 10 bilhões de reais da Petrobras, obras superfaturadas e a participação das maiores empreiteiras do país. A Polícia Federal já prendeu dezenas de pessoas, entre ex-diretores, donos e executivos de nove das principais construtoras do Brasil, que formavam o núcleo financeiro do esquema.

Diversos líderes do PT (Partido dos Trabalhadores) estão comprovadamente envolvidos com o caso de corrupção, como o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. O esquema também envolve nomes como os dois ex-diretores da Petrobras, Renato Duque e Pedro Barusco, que são acusados de fazer a ponte com o PT para o desvio dos recursos públicos.

O caso está sendo acompanhado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que já apresentou uma lista de políticos envolvidos em denúncias. As investigações estão em andamento e devem levar a mais pessoas beneficiadas pela fraude. O processo está baseado em depoimentos de acusados que participam de delação premiada.

Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, tem sido um dos principais delatores da Operação Lava Jato. Existem suspeitas de que o esquema criminoso já acontecia há aproximadamente 15 anos dentro da Petrobras.

As investigações também apontam para a participação do doleiro Alberto Youssef, que ajudava na lavagem do dinheiro ilegal da fraude.

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