Ortotanásia

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A ortotanásia é uma variação entre a eutanásia, processo de interromper a vida de um paciente em estado crítico; e a distanásia, processo de adiamento da morte de um paciente com a utilização de remédios e aparelhos médicos.

A ortotanásia corresponde à morte no momento certo. O processo não prevê a antecipação nem o adiamento da morte, mas que o óbito aconteça no momento mais adequado. A ortotanásia consiste na morte natural, sem que o paciente seja submetido a tratamentos agressivos e que não poderão reverter o quadro geral do doente.

A ortotanásia promove apenas cuidados paliativos ao paciente, até que sua morte chegue naturalmente. Nesses casos, os cuidados com os doentes visam promover o bem estar e amenizar as dores, mas sem a prioridade de cura ou a luta contra uma doença agressiva.

Para a ortotanásia, a morte é uma condição natural do ser humano e, por isso, é preciso aceitá-la com dignidade, sem passar por procedimentos invasivos e longos períodos de internação em hospitais.

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina regularizou a prática de ortotanásia. Em 2010, a prática foi autorizada no código de ética médica em casos de pacientes terminais. A ortotanásia só pode ser realizada com o consentimento do paciente ou da sua família.

O conceito da ortotanásia é muito debatido na sociologia por envolver questionamentos humanos, o valor da vida e a dignidade na morte.

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