Desnutrição Infantil na África

Por Juliana Miranda, 12/01/2018
A desnutrição infantil continua sendo um grande desafio em diversos continentes, mas principalmente na África. Um relatório recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que o número de crianças raquíticas aumentou 8,1 milhões entre os anos 2000 e 2016 no continente africano.

A desnutrição permanece sendo a causa da morte de muitas crianças em vários países. Segundo os médicos, o peso muito baixo é um fator de risco importante para o aumento progressivo da mortalidade infantil no mundo.

Além da falta de alimentos, questões relacionadas à higiene e ao saneamento básico também desafiam as autoridades de saúde e aumentam de forma significativa o número de vítimas. Em países como Eritréia, Níger e Sudão do Sul, por exemplo, a falta de higiene é considerada uma emergência crítica para a saúde pública.

As autoridades afirmam que é preciso que os governos africanos se mobilizem para reduzir as causas da desnutrição infantil, melhorando o acesso geral à alimentação e à água.

Na região leste do continente africano, a atual crise alimentar é preocupante e quase um milhão de crianças sofrem de desnutrição aguda grave. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirma que a falta de alimentos e de água tratada está na lista das principais causas de mortes de crianças até 5 anos de idade.

Hoje, um dos países com situação mais preocupante é Angola, onde 800 mil pessoas precisam de assistência alimentar urgente em províncias áridas.

Crianças pedindo alimento na Africa

A ONU tem tentado recorrer a aportes financeiros e a fundos humanitários para ajudar a população de, pelo menos, sete países em situação de emergência, entre eles Etiópia, Angola e Somália. A expectativa de autoridades de saúde e da ONU é que a situação se torne ainda mais grave nos próximos anos.


Quer ajudar a combater a desnutrição infantil na África?
Doe - Médicos sem Fronteira
Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV)
Programa Mundial de Alimentos (WFP)
Action Aid


Previsões para o problema da desnutrição infantil na África

As mudanças climáticas, a intensidade da seca e os fenômenos meteorológicos extremos devem fazer com que a desnutrição infantil se torne ainda mais grave na África no futuro.

Existe um risco real e global de aumento da fome e da desnutrição infantil no continente africano e em outras regiões do mundo. Estatísticas mostram que o problema deve crescer até 20% até o ano de 2050, segundo relatório do Programa de Alimentos (PAM). A principal ameaça é a diminuição do fornecimento de alimentos no planeta.

Para controlar os riscos, é fundamental que os países comecem a adotar medidas de controle das emissões de gases de efeito estufa e estabeleçam políticas de ajuda humanitária, principalmente para os países onde a crise alimentar já é grave e preocupante.


Artigo de 13/10/2012

A desnutrição infantil é um dos problemas mais sérios que afetam o continente africano. Essa realidade continua vitimando milhares de crianças e, por isso, tem mobilizado o mundo a lutar contra a desnutrição.

A África está longe de atingir a meta da Organização das Nações Unidas com relação aos objetivos do milênio de reduzir a mortalidade infantil. A situação é grave principalmente na África Subsaariana e na Ásia do Sul.

Problemas de saúde relacionados à desnutrição atingiram em 2011 cerca de 30% das crianças menores de cinco anos na África. O dado corresponde a 314 milhões de crianças vítimas de desnutrição.

Na África Subsariana, um trabalho pioneiro de distribuição de suplemento alimentar a base de amendoim, leite em pó e açúcar está sendo desenvolvimento para reduzir a desnutrição entre as crianças. Vários países desenvolvidos também têm discutido o uso de ferramentas modernas de biotecnologia para aumentar a produção de alimentos com o objetivo de reverter o quadro de desnutrição infantil na África.

Leia também! Assuntos relevantes