Desnutrição Infantil no Brasil

Por Juliana Miranda, 17/01/2018

Entre as décadas de 1980 e 1990, o Brasil viveu uma grave crise de desnutrição infantil. Neste período, as taxas eram extremamente preocupantes e milhões de crianças estavam abaixo do peso ideal, correndo riscos diários.

Contudo, os programas sociais e as políticas de distribuição de renda e de fomento à agricultura familiar contribuíram para que o Brasil melhorasse sua realidade e controlasse a desnutrição infantil.

De acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) para Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil reduziu o número de mortes de crianças por desnutrição em 58%. Com isso, o país conseguiu atingir a meta da Conferência Mundial de Alimentação, que determinava que os países reduzissem o número de pessoas desnutridas em cerca de 50% até o ano de 2015.

É possível dizer que o Brasil fez grandes avanços e que controlou de forma significativa a taxa de desnutrição infantil. No entanto, o país ainda tem desafios nessa área. Estimativas indicam que ainda exista no Brasil cerca de 60 mil crianças em situação de desnutrição, principalmente nas regiões norte e nordeste.

Para tentar reverter o problema, o governo criou, em 2012, a Agenda para Intensificação da Atenção Nutricional à Desnutrição Infantil (ANDI). O objetivo dessa agenda é qualificar projetos de enfrentamento à desnutrição infantil em pequenos municípios do interior do país. Vale ressaltar que a desnutrição na infância é causada principalmente pela falta de aleitamento materno, baixo consumo de nutrientes, proteínas, vitaminas e minerais, entre outros quadros.

Atualmente, o grande desafio é acabar com a desnutrição infantil em comunidades rurais, entre os ribeirinhos e a população indígena do Brasil. Os dois últimos grupos são os mais preocupantes, pois concentram cerca de 25% dos casos de desnutrição no país. Além disso, segundo o Ministério da Saúde, 55% das mortes de crianças desnutridas acontecem entre os índios.

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É preciso manter as políticas públicas voltadas ao bem-estar infantil e intensificar os programas de combate à desnutrição, pois a falta de uma alimentação saudável pode comprometer o desenvolvimento físico e mental das crianças, além de aumentar o risco de morte precoce.

Para os médicos, a desnutrição crônica ocorre quando uma criança está abaixo da altura esperada para a sua idade, e a desnutrição aguda ocorre quando a criança apresenta um peso muito baixo e desproporcional à sua altura. Os dois quadros são extremamente graves e preocupantes e precisam ser prevenidos com máxima atenção e compromisso das autoridades de saúde.


Texto escrito em 14/10/2012

O Brasil sofreu durante vários anos com a desnutrição infantil extrema que atingia, principalmente, as regiões nordeste e norte do país. Essa realidade tem mudado, com uma redução significativa da taxa de desnutrição infantil, mas ainda existem regiões que necessitam de uma atenção especial.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil atingiu a meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas no primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio e erradicou a extrema pobreza e a fome no país.

Entre 1989 e 2006, a proporção de crianças menores de cinco anos vítimas da desnutrição caiu de 7,1% para 1,8%. O Brasil ainda conseguiu reduzir a mortalidade infantil e materna nesse período.

O objetivo do governo é reduzir a mortalidade na infância para 17,9 óbitos por mil nascidos vivos até 2015. O Brasil já reduziu os óbitos por desnutrição na infância em 95%.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2009, 505 crianças morreram por desnutrição no país, e o problema não foi completamente erradicado. Em 2011, por exemplo, o Brasil ainda tinha 32 mil crianças menores de cinco anos em estado de desnutrição grave, e 159 mil crianças com desnutrição crônica.

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