Artur Bernardes

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Artur Bernardes foi presidente do Brasil. O político era mineiro e foi conduzido ao mandato de Presidente num momento histórico marcado por várias revoltas e protestos. Durante seu governo, o Brasil vivia sob estado de sítio. O presidente governou durante o chamado período da política do Café com Leite, quando Minas Gerais e São Paulo revezavam a presidência do Brasil.

Artur Bernardes cumpriu todo o seu mandato e conseguiu eleger seu sucessor na política do café com leite. Artur da Silva Bernardes nasceu na cidade de Viçosa, Zona da Mata Mineira, no dia 8 de agosto de 1875. O político estudou na Faculdade de Direito de São Paulo, onde tornou-se bacharel advogado em 1910.

Bernardes começou sua carreira política elegendo-se vereador e presidente da Câmara Municipal de sua cidade-natal em 1906. Já no ano de 1907, ele assumiu o cargo de deputado estadual por Minas Gerais. E em 1909, foi eleito deputado federal.

Artur também exerceu o cargo de Secretário de Finanças. Bernardes se tornou um político respeitado nacionalmente. Ele fazia parte do Partido Republicano Mineiro.

Naturalmente, Bernardes tornou-se o principal nome do partido na região sul de Minas Gerais. Ele teve uma rápida ascensão no mundo da política.

Mais tarde, Artur Bernardes foi eleito presidente do estado de Minas Gerais, mandato que cumpriu entre 1918 e 1922. Depois da presidência de Epitácio Pessoa, o estado de São Paulo anunciou Artur Bernardes como candidato para sucessão. O político tomou posse como presidente em 15 de novembro de 1922.

O presidente teve um mandato abalado, principalmente pela crise econômica. Ele também teve que enfrentar revoltas em território brasileiro, como a chamada Revolta Paulista de 1924 e a Coluna Prestes de 1926. Por esses motivos o governo de Artur Bernardes foi marcado pelo estado de sítio.

Depois de cumprir integralmente seu mandato como presidente, Artur Bernardes conseguiu um acordo com as oligarquias do Café com Leite para indicar Washington Luís para sua sucessão.

Ao deixar a presidência, ele foi eleito novamente deputado federal, cargo que ocupou até 1955. O político morreu em 23 de março de 1955, na cidade do Rio de Janeiro.

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