A difteria é uma doença infectocontagiosa de caráter transmissível. O agente causador da doença é uma bactéria denominada Corynebacterium diphtheriae. A enfermidade afeta principalmente as regiões das amígdalas, do nariz, da faringe e da laringe, além de também desencadear sintomas nas mucosas e na pele do paciente. Em alguns casos, a doença causa dificuldade respiratória.

Entre os sintomas característicos dessa doença, destaca-se a presença de placas branco-acinzentadas nas amígdalas. Os gânglios linfáticos e os inchaços na região do pescoço também aparecem como sintomas.

A difteria já foi uma doença bastante preocupante no Brasil, mas os casos da enfermidade foram drasticamente reduzidos graças à democratização do acesso à vacina tríplice bacteriana (DTP). Com isso, os casos diagnosticados de difteria no país se tornaram raros. Vale reforçar que a vacina é a melhor forma de prevenção da doença, sendo essencial para todas as pessoas.

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Como a difteria se manifesta?

A difteria pode se desenvolver em todas as faixas etárias. A doença é mais frequente durante os meses mais secos e frios, especialmente no outono e no inverno. A transmissão da bactéria acontece principalmente em locais fechados e com aglomeração de pessoas. As áreas com baixa cobertura vacinal estão mais sujeitas aos casos da doença.

A transmissão da difteria pode acontecer através das secreções humanas, como as gotículas e perdigotos eliminados pela tosse, pelo espirro ou pelas secreções presentes em lesões de pele. O contato entre uma pessoa doente com uma pessoa sadia é suficiente para a transmissão.

Após o contágio, o tempo de incubação da doença varia de um a seis dias. Em seguida, os sintomas se manifestam, como lesões cutâneas, dor de garganta, gânglios inchados, problemas respiratórios, fadiga, palidez, mal-estar, febre, entre outros sinais.


Diagnóstico e tratamento da difteria

O diagnóstico é feito por meio de análise clínica e laboratorial, com a análise da secreção de nasofaringe e amostras de lesões da pele. Pessoas que vivem em regiões insalubres e que não foram vacinadas estão no grupo de risco para o desenvolvimento da doença, inclusive pessoas que viajam para áreas onde a difteria é uma doença endêmica.

O tratamento da doença é feito com a administração do soro antidiftérico, com o objetivo de inativar a presença da bactéria. O médico também pode indicar o uso de medicamentos antibióticos durante o tratamento.

Quando não tratada, a doença pode evoluir e gerar complicações, como a insuficiência respiratória e renal, além de problemas neurológicos e cardíacos. Em casos extremos, a difteria pode levar à morte. Por isso, é importante buscar ajuda médica o mais rápido possível.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 2008 e 2017, o Brasil registrou 10 mortes por difteria. Essa doença respiratória infectocontagiosa tem maior prevalência em crianças.

A vacina tríplice bacteriana (DTP), que previne contra difteria, tétano e coqueluche, está no calendário oficial de vacinação do Brasil. As doses são administradas aos dois, quatro e seis meses de vida. Depois, outra dose é necessária entre os 14 e os 18 meses e entre os quatro e os seis anos de idade.


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