Período Regencial Brasileiro

Período Regencial Brasileiro

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O Período Regencial ocorreu no Brasil do ano de 1831 a 1840. Esse momento histórico foi resultado do Golpe da Maioridade, que colocou Dom Pedro II no poder.

Este foi um período marcado por conflitos políticos e armados no Brasil. Diversas revoltas regenciais aconteceram ao longo de todo o território nacional.

O contexto que antecedeu o Período Regencial foi marcado por um Império que já sofria com a oposição de diversos grupos, e essa situação, somada à crise econômica, levou D. Pedro I a abdicar ao trono brasileiro, voltando para Portugal. Foi exatamente neste momento que seu herdeiro D. Pedro II se tornou o segundo imperador do Brasil.
No entanto, como Dom Pedro II era menor de idade e não poderia governar, instaurou-se um governo regencial, no qual a classe política brasileira determinou que o país deveria ser comandado de maneira provisória por regentes até que o monarca alcançasse idade suficiente para assumir o trono.

Dom Pedro II ficou sob a tutela de José Bonifácio, um ilustre político da época do Primeiro Reinado. Durante todo o período regencial, os grupos políticos próximos à corte imperial tomaram as principais decisões no Brasil.

O período começou com a regência “trina e provisória”. Mais tarde, criou-se o governo regencial “permanente e uno”. As regências sofreram diversas críticas de grupos que defendiam a autonomia dos estados.

Entre os principais conflitos que envolveram os grupos federalistas e o governo regencial, podemos citar a Revolta Farroupilha, ocorrida no Rio Grande do Sul; a Balaiada, no Maranhão; e a Sabinada, na Bahia. Todos os movimentos defendiam o sistema federalista, com maior autonomia aos estados e independência.

Em resumo, o Período Regencial e o Golpe da Maioridade tinham como objetivo fortalecer o regime monárquico e unificar o território brasileiro, centralizando o poder. Entretanto, esse regime encontrou forte oposição.

Pode-se dizer que o Período Regencial teve três partes: as Regências Trinas (1831-1835), a Regência una de Feijó (1835-1838) e a Regência una de Araújo Lima (1838-1840).

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