Os Polos da Terra e o Aquecimento Global

Os Polos da Terra e o Aquecimento Global

Os polos, a prova dos nove da teoria do aquecimento global
Depois de toda esta explicação respeitante às causas e consequências da teoria do aquecimento global, é perfeitamente legítimo perguntarem-se se porventura todas essas cheias, secas, frio intenso e vagas de calor que têm ocorrido em todo o globo, aparentemente anômalas, não serão apenas produto de um ciclo natural e que como tal, o equilíbrio virá a ser restabelecido?

Mas afinal a temperatura global da Terra estará ou não a aumentar? A principal prova do que está a acontecer ao planeta reside nos pólos, cujo eventual degelo das respetivas calotes polares devido ao aquecimento da Terra, para além de causar a redução da capacidade da superfície terrestre de refletir as radiações solares aumentando desse modo a sua absorção(com as consequências óbvias para a saúde humana e não só), teria uma repercussão imediata sobre o nível das águas de todos os mares, cuja subida poderia engolir partes importantes da Terra, sobretudo nas pequenas ilhas e zonas de delta ( só na China e no Bangladesh, este problema poderia afetar 70 milhões de pessoas, já para não falar no desaparecimento de muita da fauna e flora costeiras); aliás, segundo as projecções mais optimistas, a temperatura global deverá aumentar 0,3 ºC por década, ou seja, a temperatura da terra deverá aumentar no mínimo 3 ºC até ao ano 2100, fazendo subir o nível do mar em cerca de 20 cm até esta data (projeções que indicam mudanças mais rápidas do que em dez mil anos), com as consequências catastróficas que daí poderiam advir.

A prova científica mais recente e inequívoca prova da teoria do aquecimento global é sem sombra de dúvida o Atlas da Climatologia do Ártico. Este documento, que permite investigar o balanço do calor na superfície do Ártico e a circulação do complexo sistema climático da região, é produto de cerca de milhares de observações levadas a cabo por cientistas militares americanos e russos, desde 1948 até 1993, cujas sondas faziam o seu trabalho de medição debaixo de água e muitas estações móveis de pesquisa instaladas no gelo, registavam dados oceanográficos e meteorológicos, prospetando os recursos naturais daqueles espaços gelados e fazendo registo das suas condições climáticas, permitindo a elaboração de um documento singular, que contém informações únicas relativamente a dados oceanográficos, tanto no Inverno como no Verão, bem como o que diz respeito à as camadas de gelo e à meteorologia do Ártico, sendo que apenas uma quarta parte da informação disponibilizada neste documento permitiu a duplicação dos conhecimento de base que a comunidade científica civil possuía na altura, ou seja, isto permitiu prever efeitos do aquecimento global a longo prazo, passando esta teoria a ser vista como a prova científica aceite por quase todas as entidades.

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