O conflito israelo-árabe

O conflito israelo-árabe

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A perseguição e o programa de exterminação dos judeus pelos nazistas, durante a guerra, acarretou uma crise que envolveu a Inglaterra, a Palestina e as nações árabes do Próximo Oriente.

O Governo britânico não fora o único que restringira a entrada de judeus fugidos dos nazis, mas, como potência que dominava a Palestina, teve de enfrentar o problema da deslocação de centenas de milhar de judeus para essa região, historicamente por eles considerada a “terra prometida”.

A oposição das populações árabes, em geral, e palestinianas, em particular, à instalação dos judeus na Palestina desencadeou acções terroristas, empreendidas pelas duas partes.

À violência árabe juntava-se a violência sionista (sionismo).

A Inglaterra levou o problema da Palestina à ONU e, aí, os Estados Unidos e a URSS puseram-se de acordo, pressionando a Inglaterra para que esta resolvesse o problema. A ONU votou em Novembro de 1947 um plano de partilha da Palestina em dois Estados. Mas, logo que a Grã-Bretanha abandonou a Palestina (15 de Maio de 1948), foi proclamada pelos judeus a nova Nação-Estado: Israel.

Os Estados árabes vizinhos, defensores da causa dos Palestinos, atacaram Israel. Os judeus venceram a guerra (1948-1949). No fim desta primeira guerra israelo-árabe o Estado de Israel engrandeceu-se. 150 000 Palestinos permaneceram em Israel; os outros refugiaram-se na Cisjordânia e na faixa de Gaza.

Israel ficaria, porém, com dois grandes problemas para o futuro, problemas esses que se mantêm ainda no nosso tempo: a difícil convivência com os Palestinos no interior do Estado judaico e a difícil convivência com os países árabes vizinhos, nomeadamente com o Egito e com a Síria.

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