Naturalismo no Brasil

O movimento cultural denominado Naturalismo, surgiu na França durante a segunda metade do século XIX, mais precisamente entre os anos de 1880 e 1900, envolvendo não só a literatura, mas as artes plásticas e o teatro. O estilo, para muitos estudiosos, nada mais é do que uma extensão e ramificação do realismo. No Brasil, o movimento tem início ao final do século XIX, tendo como seu marco inicial a publicação de “O Mulato”, no ano de 1881, por Aluísio de Azevedo.


Características do Naturalismo

O naturalismo tem como principais características o uso da linguagem coloquial na literatura, assim como a observação da realidade e o retrato bastante objetivo da sociedade. Apresenta ainda como características o evolucionismo, o cientificismo e o positivismo, carregando ainda características bastante descritivas com relação aos ambientes e personagens, retratando principalmente problemas humanos e sociais.


Principais autores naturalistas no Brasil

O grande nome que, inclusive, deu início ao movimento no país, foi Aluísio Tancredo Belo Gonçalves de Azevedo, que era, além de romancista, jornalista, contista, cronista, diplomata, desenhista, pintor e caricaturista. As obras de maior destaque são O Mulato, de 1881, Casa de Pensão, de 1884 e O Cortiço, de 1890.

Herculano Marcos Inglês de Sousa foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, além de professor, advogado, político, jornalista e escritor. Somente obteve reconhecimento literário com sua obra “O Missionário”, de 1891, ainda que tenha publicado obras como “O Coronel Sagrado” anteriormente, sendo esta de 1877.

Outro nome bastante significativo para o movimento foi o do autor Raul Pompeia, cujas obras transitam entre o Realismo e o Naturalismo. Uma de suas obras classificadas como naturalista, é “O Ateneu”, romance de 1888, narrado em primeira pessoa, que conta as experiências do personagem no internato Ateneu. Trata-se de um romance autobiográfico que carrega características naturalistas, pois subjulga o personagem às regras do meio, frustrando, intimidando e colocando os internos em contato com a homossexualidade. Trata-se, ainda, segundo alguns estudiosos, da comparação do colégio Ateneu à moral falida do sistema político e econômico da época.

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