Migrações Internacionais

Migrações Internacionais

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O mundo tem assistido a uma onda migratória na Europa, que vem preocupando autoridades das principais e mais ricas nações do continente. A crise e a guerra da Síria estão levando milhares de pessoas a deixarem o país em busca de asilo em países europeus, mas as poderosas nações estão se recusando a receber essas pessoas.

Em meio ao problema humanitário, surge também o terrorismo. Homens recrutados pelo Estado Islâmico já entraram em países europeus se passando por refugiados. Mas este é só um dos contextos que abrangem as migrações internacionais do século XXI.

A migração internacional é, basicamente, a mudança de país, ou seja, são pessoas que deixam suas terras de origem para buscar uma vida melhor em outras nações estrangeiras. Esse é um processo natural da globalização, que mostra às pessoas um mundo sem fronteiras.

Contudo, na prática, a situação é mais delicada, já que a migração é mais comum entre pessoas que deixam países em desenvolvimento ou extremamente pobres para viverem em países ricos. A pobreza e as desigualdades aumentam o desejo de migrar para outros países, mas as nações desenvolvidas não estão dispostas a receber os migrantes, o que leva a um mercado ilegal de migração clandestina, além de muito sofrimento para as pessoas.

Na Europa, existe atualmente um grande preconceito contra os migrantes. Muitos países não têm políticas públicas satisfatórias para tratar de questões de migração internacional. É preciso estabelecer essas políticas para estruturar e regular os fluxos migratórios de entrada e saída.

O Brasil também vive uma delicada questão com a migração dos haitianos. Esse processo teve início em 2010, e levou o governo a organizar instrumentos legais para a política migratória. O processo foi resultado direto do terremoto que abalou o Haiti em 2010, matando 230 mil pessoas e deixando 1,5 milhão de desabrigados.

Até agora, cerca de 56 mil haitianos já vieram para o Brasil. Muitos deles seguem para os estados do Sul e do Sudeste, onde encontram empregos mal remunerados, fora da área de formação, e ainda são obrigados a enfrentar o preconceito.

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