Japão


 Compartilhar no facebook
 Compartilhar no twitter


Japão

28/08/2008

O território do Japão ( Nippon ou Nihon ), país do Extremo Oriente, formado por um arquipélago, situa-se ao largo da costa asiática, inteiramente dentro da zona temperada. Sua área territorial é de 377.815 km ,e a densidade média da população ( aproximadamente 328 hab. / km ) se faz mais impressionante quando se sabe que mais de 80% da superfície do país são constituídos de montanhas inabitáveis. Após a II Guerra Mundial os limites territoriais do Japão tornaram-se imprecisos e assim permanecem até hoje. A área sob controle direto compreende as quatro grandes ilhas de Honshu ou Hondo, Shikoku ou Sikók, Kyushu e Hokkaido, Além de inúmeras outras, menores, das adjacências. Sua população, estimada para o início da década de 1990, era da ordem de 123.920.000 habitantes. A capital é Tóquio, a maior concentração urbana do mundo.


-----------------------------------------------------
GEOGRAFIA
Geologia. As ilhas japonesas surgiram na era médio-paleozóica. Provas paleontológicas indicam uma seqüência completa de sedimentação marinha e de atividades vulcânicas periódicas desde o Siluriano até o Permiano. Grandes áreas começaram a emergir do oceano durante o Triássico médio e recente, na época dos movimentos orogênicos que os japoneses denominam de Akiyoshi. Nos primórdios de jurássico, a maior parte do atual território já estava acima do nível do mar. Entretanto, uma submersão parcial ocorreu durante o jurássico e princípios do Cretáceo, quando se registraram alguns dos mais notáveis movimentos diastróficos da geologia nipônica. O Terciário foi marcado por movimentos orogênicos complexos, e muitas partes do arquipélago foram inundadas, especialmente durante o Mioceno. Terraços e praias abruptas, de épocas mais recentes, indicam movimentos no litoral durante o Pleistoceno. A freqüência de terremotos e atividades vulcânicas é testemunho da instabilidade que ainda prevalece nas camadas inferiores do arquipélago.

Relevo. O litoral notabiliza-se pela sua extensão ( 26.200 km ) e variedade. Há, porém, poucos portos naturais ao longo da linha litorânea. A costa banhada pelo pacífico, embora possuindo grandes reentrâncias, oferece à navegação poucas baías livres de aluvião dos rios.

As maiores elevações do país estão nos Alpes japoneses ou cadeia de Hida, no centro de Honshu, hoje transformada em parque nacional. São freqüentes, aí, os picos de mais de 3.000m. Os dois maiores sistemas de montanhas são a cadeia Chogoku, na longa extensão peninsular do oeste de Honshu, e a que compreende os montes Kyushu, Shikoku, Kii e Akaishi ( em Honshu ), terminando na Fossa Magna.

O país é cortado por sete cadeias principais de vulcões, que rivalizam em altura com as montanha. Des-tes, o mais importante é o Fuji-Yama ( 3.776m ), o ponto culminante do país. O Japão quase não tem planícies. A maior extensão de terras relativamente planas é a planície de Kwanto, em Honshu, com 13.000km .

Hidrografia. Todos os rios são de curso breve e pequenas bacias. Apenas três ultrapassam 300km de comprimento: o Shinano, em Honshu; o Ishikari, em Hokkaido; e o Tone, na planície de Kwanto, com uma bacia de 15.760km . Inúmeros lagos espalham-se nas montanhas e planícies, mas, em sua maioria, são pequenos e de pouca utilidade. O maior é o Biwa, em Honshu.

Clima. Em geral, o clima japonês é estabelecido pelas monções de verão e inverno. De dezembro a fevereiro, a temperatura permanece abaixo do ponto de congelamento em muitas localidades, especialmente em Hokkaido e ao norte de Honshu. Em Asahigawa, a oeste de Hokkaido, a temperatura média anual é de -10ºC e a média das mínimas, de -16ºC. Em janeiro, que é o mês mais frio, Tóquio apresenta uma temperatura média de 2,7ºC; em agosto, o mês mais quente do verão, a média na capital japonesa eleva-se a 23,8ºC. O regime e chuvas é muito irregular devido à topografia, mas a maior parte do país recebe mais de 1.016mm anualmente. O período de chuvas de verão ocorre nos meses de junho e julho, sendo junho o mês mais chuvoso. As chuvas torrenciais ao final do verão são às vezes seguidas de tufões. A neve cai na maior parte do país durante o inverno, variando muito a sua quantidade e permanência. Hokkaido e o norte de Honshu, a costa do mar do Japão e o interior montanhoso de Honshu ficam cobertos de neve de novembro a abril.

Flora. A flora pode ser descrita, em essência, como do tipo de zona temperada, com formas boreais presentes no norte e nas maiores elevações meridionais. Só de plantas vasculares há cerca de 9.000 espécies identificadas. Nas planícies e colinas cultiváveis as espécies nativas foram erradicadas ou reduzidas em número, e novas espécies, algumas importadas, tomaram seu lugar. Da mesma forma, o corte continuado e o reflorestamento com espécies de valor comercial modificaram a feição de flora nas montanhas.

Fauna. A maioria dos animais é característica da zona temperada. Existem também espécies subárticas em Hokkaido e em Kyushu, e no sul de Sikoku há representantes da fauna tropical. Cerca de 140 mamíferos foram identificados no arquipélago. Mais de um terço das 450 espécies de pássaros catalogadas é constituído de aves marinhas. Elevam-se a 30 as espécies de répteis. Os mares ao redor do Japão são piscosos.

Regiões Geográficas. Com base na divisão política ( prefeituras - Estados ), o Japão é convencionalmente dividido em oito regiões:

Hokkaido. A mais importante zona de criação, onde também se pratica a silvicultura e pesca oceânica, sendo ainda o segundo maior centro produtor de carvão do arquipélago. Sapporo é a sua principal cidade.

Tokoku. Região essencialmente rural, ao norte de Honshu. Algumas de suas zonas estão entre as mais pobres e primitivas do Japão. Sendai é o centro regional.

Kwanto. A parte oriental é basicamente agrícola; a ocidental se situa entre as mais urbanizadas e industrializadas do país. Produz seda e Tóquio-Yokohama é o seu grande centro.

Chubu. Localizada na área central de Honshu. Possui algumas indústrias com base no petróleo, gás natural e hidreletricidade. Produz seda, frutas e outras especialidades agrícolas. Nagoya e Shizuoka são os maiores centros urbanos.

Kinki. Também em Honshu, é um dos mais populosos distritos do Japão. Kyoto e Osaka são o grandes centros regionais. Não obstante seu poderio industrial, o principal esteio de sua economia é a agricultura.

Chugoku. Situada na parte ocidental de Honshu, seu lado litorâneo fica relativamente afastado dos grandes centros. A economia dessa área é essencialmente agrícola e atrasada; a parte central, porém, possui agricultura moderna e indústria desenvolvida. O centro regional é Hiroshima.

Shikoku ou Sokok. A parte norte do distrito assemelha-se ao seu equivalente em Chugoku. O sul é isolado e dependente da agricultura. Takamatsu ao norte, é a cidade principal.

Kyushu. Como os distritos vizinhos, compõe se de duas regiões contrastantes. A parte norte é das mais industrializadas do país; o sul, ao contrário, é uma das regiões mais pobres. Na primeira, destacam-se as cidades de Fukuoka e Nagasaki : Nagoshima é o centro urbano da segunda.


-----------------------------------------------------
POPULAÇÃO
Grupos Étnicos. O Japão foi povoado, a princípio, por grupos vindos do continente, e a maioria da população pertence ao ramo dos mongóis. O japonês, porém, apresenta alguns traços que o distinguem dos outros grupos oriundos do mongol. Elementos minoritários são resultantes de miscigenações com aborígine aino, do norte, e com variedades do sudeste Asiático, Coréia e Europa. A maioria da população japonesa aproxima-se, geneticamente, dos coreanos, das tribos tungúsicas e de grupos procedentes do norte da China.

Língua. O Japão não possui vinculação com qualquer outro idioma, embora alguns acreditem que mostre afinidades com o Coreano e, possivelmente, com línguas do grupo altaico ( famílias mongol, mandchu eturca ). Outros sugerem parentesco com idiomas polinésios e malaios. É bastante diferente do chinês, do qual, entretanto, recebeu muitas palavras. O alfabeto, tomado de empréstimo ao chinês, teve, porém, seus caracteresgradualmente abreviados até a formação de um alfabeto próprio.

Religião. Não há uma religião dominante no Japão; coexistam diversos sistemas religiosos e semi-religiosos. Na década passada, os cultos xintoísta, budista e cristão alegaram ter, cada um deles, um número de adeptos que, somados, ultrapassavam a população do país. Isso reflete a pluralidade de afiliação religiosa observada entre os japoneses, que não vêem contradição em prestar culto, ao mesmo tempo, a divindades budistas e xintoístas. Tradicionalmente, o japonês segue as crenças e práticas de sua família. Grande número de lares possui um oratório familiar xintoísta e o altar familiar budista. Além dos ritos familiares, os mais fervorosos visitam seus oratórios tutelares xintoísta duas vezes por mês; outros o fazem apenas em ocasiões festivas especiais. A observância das praticas tradicionais acha-se consideravelmente reduzida entre as populações urbanas, mas a pluralidade persiste.

Demografia. O Japão apresenta alta densidade populacional: média de 328 hab. / km . Se comparada com a de alguns país industrializados da Europa, essa densidade não parece muito elevada, mas devido à importância da agricultura e da produção primária, bem como à exigüidade da área cultivável ( cerca de 15% do total ), o país enfrenta sério problema demográfico. Em muitas zonas de planície, a média da população rural ultrapassa 400 hab. / km . Como na maioria dos demais país, o processo de urbanização também é intenso no Japão. Em 1972 a população do campo correspondia a 78% do total. Em 1992 essa percentagem se reduzira a 22.6%. Segundo o censo de 1990, onze cidades japonesas haviam ultrapassado um milhão de habitantes: Tóquio ( 8.163.127; na grande Tóquio esse número chegava a 11.854.987 ), Yokohama ( 3.220.350 ), Osaka ( 2.623.831 ), Nagóia ( 2.154.664 ), Sapporo ( 1.671.765 ), Kobe ( 1.477.423 ), Quioto ( 1.461.140 ), Fukuoka ( 1.237.107 ), Kawasaki (1.173.606 ), Hiroshima ( 1.085.677 ) Kita-Kyushu ( 1.026.467 ).



-----------------------------------------------------
ECONOMIA
Agricultura. Embora a agricultura continue sendo um dos principais esteios da economia japonesa, sua importância tem decrescido gradualmente. Na época da restauração Meiji ( 1868 ), cerca de 80% da população se dedicava à agricultura; na década de 1990, essa percentagem havia caído para 3.6%. Antes da II Guerra Mundial, havia considerável concentração de propriedade territorial; durante o período de ocupação, no entanto, realizou-se um amplo programa de reforma agrária.

A tradicional agricultura japonesa caracteriza-se pelas culturas intensivas, em pequena escala, apoiadas basicamente no trabalho manual, mas que utilizam racionalmente a fertilização e irrigação. Com tudo, a mecanização, intensificada após a II Guerra Mundial, vem alterando rapidamente a feição da agricultura nipônica, que produz principalmente arroz, frutas e legumes, soja, centeio, cevada e trigo. O chá, que constituiu a bebida nacional, e a amoreira, que sustenta a criação do bicho-da-ceda, são as mais importantes culturas comerciais.

Pecuária. Devido à escassez de pastos, os japoneses jamais foram um povo pastoril. Também o preconceito, estimulado pelos budistas, contra o consumo de carne e leite, contribuiu para atrasar a pecuária. Duranteséculos, a única criação que desempenhou papel importante foi a criação de galinha. Após a II Guerra Mudial, ocorreu uma mudança de dieta, devido a influência ocidental: embora os rebanhos hajam sofrido diminuição em total de cabeças, tem aumentado o número de fazendas de gado leiteiro, porco, galináceos, o que não impede que, na economia agrícola japonesa, continue a ser insignificante o papel da pecuária.

Mineração. O Japão é pobre em recursos minerais, embora sua produção de ouro e prata satisfaça às necessidades internas. A platina é encontrada em pequena quantidade. Cobre e enxofre constituem os principa- is recursos do subsolo nacional. O país é quase auto-suficiente em zinco e calcários.

Pesca. O peixe e outros produtos marinhos constituem a principal fonte de proteína animal da dieta japonesa. Após a restauração Meiji intensificou-se a pesca em águas profundas, e surgiu um importante mercado de exportação de produtos pesqueiros. No século XX, o Japão tornou-se a primeira potência pesqueira, chegando a produzir, em diversos anos, mais da metade do volume mundial. Depois de um período de declínio, em conseqüência da II Guerra Mundial, o país voltou a ocupar sua posição de liderança na indústria pesqueira.

Indústria. O progresso industrial do Japão foi constante após a restauração Meiji, mas não notavelmente rápido até a I Guerra Mundial. Nessa época, as grandes potências industriais concentraram os seus esforços na produção de armamentos, permitindo aos japoneses estabelecer uma cabeça-de-ponte no mercado externo.

Entre as duas guerras, a indústria, até então concentradas nos têxteis, diversificou-se, passando a competir realmente com a dos países industrializados. A II Guerra Mundial praticamente destruiu a economia japonesa, mas, no fim da década de 40, a pressão dos países comunistas na Ásia levou os E.U.A a promover a reabilitação industrial do país,que já no final da década de 60 era uma das maiores potências manufatureiras do mundo,com produção altamente diversificada: têxteis, autoveículos, maquinaria, equipamentos eletrônicos, produtos químicos e siderúrgicos, navios, aviões, etc.

Comércio. A primeira forma, embrionária, do capitalismo aparecida no Japão foram as corporações de negociantes, no século XVII. Tais sociedades logo se transformaram em verdadeiros trustes, sendo abolidas em 1841. Mas já em 1851 eram reconstituídas, em bases mais amplas. O comércio externo desenvolveu-se com lentidão, mesmo depois que a industrialização se acelerou. De 1870 a 1890, porém, cresceu muito, e, em 1920, o Japão exportava bens que até então importara.

A II Guerra paralisou esse setor da economia, então em franco desenvolvimento, mas em 1947 foram suspensas as restrições impostas pelos vencedores e o país tornou-se já na década de 1960 grande potência comercial, exportando tecidos, navios, autoveículos, produtos químicos e siderúrgicos, maquinaria, aparelhos eletrônicos e instrumentos ópticos, e importando cereais, petróleo, minério de ferro, madeira, carvão e lã. Os EUA são o principal parceiro comercial do Japão ( 1/5 das exportações e das importações em meados da década de 70 ).

Transportes e Comunicações. O Japão dispõe de uma das maiores frotas mercantes do mundo, com cerca de 10.000 navios de mais de 100 toneladas. A rede ferroviária, em grande parte eletrifica, notabiliza-se pela a sua eficiência, e o sistema rodoviário e integrado por mais de 30.000 km de estradas pavimentadas e de cerca de 120.000 km de rodovias com revestimento primário.

O transporte aéreo, domestico e internacional, é realizado principalmente por duas grandes companhias, a ALL NIPPON AIRWAYS e JAPAN AIRLINES, respectivamente, mantendo essas últimas linhas para a Europa, EUA, Oriente Médio, Sudeste da Ásia e América Latina.

Telégrafos e telefones constituem monopólio estatal, subordinados ao ministério das telecomunicações. O monopólio estatal sobre as estações de rádio foi abolido em 1950. O país dispõe de numerosas estações de televisão e mais de 90% das residências urbanas possuem aparelhos receptores.

Trabalho e Renda. O emprego no Japão é vitalício. Para os que pensavam diferente, os japoneses trabalham em realidade 8 horas por dia, até sexta-feira. O mito que tanto parece afligir a nós brasileiros, de japoneses que trabalha até a exaustão, não passa realmente de mito. Os japoneses tem todas as regalias das sociedades pós-industriais. Trabalha-se cada vez menos, com produtividade cada vez maior. A renda per capita é de U$$ 33.701, a maior do mundo. O salário inicial é de U$$ 2.000 e, a média, é de U$$ 4.000.

O consumo da população é alto. Estatística de 1993 mostram que 99,1% das famílias japonesas tinham TV a cores, 99,2% tinham máquinas de lavar, 98% refrigeradores, 87% câmeras. Seus shoppings e lojas de departamentos, são lindíssimos, encontrando-se artigos de todo o mundo. E estão sempre cheios.

A maioria dos trabalhadores são homens. No entanto, cada vez é maior o número de mulheres no mercado de trabalho, principalmente no comércio e nas demais áreas de serviço. Encontramos mulheres motoristas de ônibus. Quase toda força ativa do Japão participa do CCQ ( círculo de controle de qualidade ).

Turismo. O Japão apresenta grande número de atrativos turísticos, dispondo de modernos e luxuosos hotéis, que proporcionam todo o conforto e comodidade aos turistas, principalmente os Ocidentais, ao lado de todo o exotismo e tradições orientais, que cercam suas belas paisagens, seus magníficos templos, etc. Os norteamericanos constituem a maior parte desses turistas, seguidos pelos ingleses, chineses e filípinos.

Silvicultura. Um dos principais recursos naturais do Japão é a silvicultura, que abrange 65% da superfície do seu solo, representando-lhe uma bela paisagem. Fornece matérias-primas utilizadas em construções ( a maior parte das construções rurais japonesa são feitas de madeira ), fabricação de papel e celulose, móveis, combustível ( carvão ), fibras sintéticas, etc. Sua exploração é controlada pelo governo, que promove cuidadoso reflorestamento, a fim de preservar essa riqueza.

Sericicultura. Apesar de ser, ainda, importante, reduziu-se nos últimos anos, em virtude da necessidade de ampliação das áreas destinadas à produção de gêneros alimentícios.

Educação. As crianças japonesas vão à escola aos seis anos e permanecem até aos dezoito, quando concluem o 2º grau. Daí seguem curso profissionalizantes ou universidades. Os pais sempre procuram colocar seus filhos nas melhores escolas, melhores universidades, o que lhes facilitará um bom emprego. Os exames para as escolas famosas são difíceis.

O ano escolar vai de abril a março. As férias de verão são de seis semanas. Mas existem os feriados nacionais e recesso no ano novo e primavera. A semana escolar inicia-se segunda-feira e termina ao meio dia do sábado. O horário vai das 8:30hs às 17:00hs, incluindo a prática de esporte.

Os alunos e os professores são responsáveis pela limpeza e conservação de suas escolas. Parte do horá- rio é reservado a essa tarefa. Divididos em grupos, uns se ocupam de limpar a sala de aula, outros corredores, banheiros e outras áreas da escola. Em alguns colégios, os estudantes plantam e cuidam do jardim. Vimos, num sábado pela manhã, alunos e professores, em Yanohama, limpando ruas, com luvas, sacos e pinças gigantes.

Após a constituição 1946 ocorreu radical transformação no sistema educacional japonês. Abandonou-se o ensino tradicional, em favor do modelo recomendado por uma missão educacional norte-americana: seis anos de primário, três de ginásio, três de científico e quatro de universitário. O ensino superior é ministrado nas universidades de Tóquio ( 1877 ); Kyoto ( 1897 ); Tohoku, em Sendai ( 1907 ); Kyushu ( 1910 ), em Fukuoka;

Hokkaido ( 1918 ), em Sapporo; e Osaka ( 1931 ). Há ainda diversas universidades particulares, estaduais e municipais, como as de Keio, Waseda, Rikio, Hosei e Meiji.

O país dispões de 460 universidades e colégios universitários, e milhares de escolas primárias, secundárias. Possui ainda mais de 750 bibliotecas públicas, diversos museus e entidades culturais e científicas.
No Japão o ensino primário é obrigatório e gratuito.



-----------------------------------------------------
CULTURA
Teatro. Entre as formas teatrais japonesas o Kaburi, nos chamou atenção. Desenvolvido no século XVII, contém muita dramaticidade e ação. Os cenários e trajes belíssimos se mesclam às danças e lutas de espada. Todos os atores são homens, alguns interpretam personagens femininas. A música é importante para os efeitos especiais.

Em Quioto, cidade tradicional do Japão, a única preservada durante os bombardeios da II Guerra ( foi a 2ª capital do país, a 1ª foi Nara ), assistimos no teatro o Shima Bara Tayi ( gueixas que entretém os homens ),o culto da cerimônia do Chachanyu e Heian Nizonu Mai ou Shimogamo Jinjam, dança especial onde as vestes da dançarina caracterizam a nobreza.

Templos. Os templos fazem parte da cultura japonesa. Os guias turísticos comentam que existem mais de 3.600 templos em Quioto. Visitamos o templo xintoísta de Huan, famoso por seu laqueado vermelho e bonito jardim de cerejeiras, o Ryoanji, onde encontramos o jardim Zen, formado por rochas de areia próprio à meditação. O Niunaku tem três pavimentos, o 1º piso é em estilo palacial; o 2º casa de Samurai e o 3º é no estilo Zen. O templo de Kyomizu, além de sua arquitetura e jardins, tem uma alta plataforma que permite uma vista panorâmica de Quioto e cercanias.

Festivais. Dos inúmeros festivais do Japão, o mais importante, é o do Ano Novo - o Shogatsu. O comércio fecha entre 1 e 3 de janeiro e as famílias costumam se reunir em casa de seus avós. São famosos os festivais de Kamatura e o da Neve.

Funerais. No Japão quando morre alguém, os parentes e amigos vão ao funeral levando uma quantia para a família do falecido. Por outro lado, a família do morto agradecida, doa a estas pessoas uma carta de crédito para compras, no valor de 10% do valor da doação.

Mulheres. As mulheres japonesas não gostam que seus maridos cheguem cedo em casa. Eles saem às 17:00 horas do trabalho e vão jantar com colegas e conversar sobre o trabalho, voltando às 23:00 horas para casa. Desse como, provam às suas mulheres: saúde e prestígio no emprego.

Em Nagóia, os pais da noiva, além do dote, mobíliam toda a casa, sendo comum a brincadeira: " O bom é casar com moça de Nagóia".

No Japão há uma tradição de que a mulher sempre deve andar atrás do homem carregando as compras.

Arte. No período Tokugawa ( 1615-1864 ) a expressão artística japonesa atingiu seu clímax com a pintura de gênero Ukiyoé ou estampa, cuja repercussão, no mundo europeu, influenciou de modo decisivo a arte de século XIX. A arte japonesa, sem dúvida, caracteriza-se pela força do desenho, singeleza formal e simplicidade, além do colorido chapado, onde é raro o uso de sombras, pois estas somente são utilizadas quando entram no campo compositivo como forma, dadas pela própria cor. O palácio de Katsura é o mais belo entre os exemplares da arte japonesa do Tokugawa. Contemporaneamente, a expressão plástica dos japoneses tem-se firmado através da gravura e de todas suas variações técnicas. O grande interesse artístico demonstrado pelos orientais elevou o índice de intercâmbio artístico, realizado em mostras anuais, de inegável contribuição para a evolução que se vem processando no cenário artístico mundial.

Arquitetura. Por suas qualidades estéticas e pela marcante influência que hoje desempenha no Ocidente, a arquitetura nipônica é reconhecida como uma das maiores contribuições do gênio japonês ao acervo cultural da humanidade, revelando-se, desde seus primórdios e a despeito de crises esporádicas, produto tipicamente nacional.

Artesanato. O Japão é como um museu onde tesouros de arte de valor inestimável e monumentos históricos de civilizações antigas são ainda preservados com carinho. Quioto, Nara e Kamakura se colocam entre os maiores repositórios históricos do mundo.

O Japão se orgulha ainda de sua riqueza em objetos de arte aplicada, como os objetos trabalhados em metal, laqueados, cerâmica, objetos tingidos e tecidos, trabalhos de madeira e bambu, etc.

Esportes. A vida esportiva dos japoneses é bastante intensa. Muitos esportes tradicionais como o sumô ( luta livre ), kendo ( esgrime ), judô e caratê são praticados com entusiasmo. A maioria das formas ocidentais de esportes, como baseball, futebol, hóquei, tênis, golfe, esqui, patinação, boxe, luta livre, corrida de cavalos, boliche e ciclismo, é também cultivada.

Cozinha. O Japão é realmente um paraíso para o gastrônomo. Muitos tipos de restaurantes em grandes cidades servem uma grande variedade de alimentos do mundo inteiro. Três pratos japoneses típicos: sukiyaki,sushi, sashimi.

Compras. As compras são um prazer no Japão. Com suas antigas tradições, o Japão oferece uma grande variedade de opções aos clientes, desde artigos tradicionais a produtos ultramodernos. Estrangeiros podem comprar artigos isentos de impostos, abrangendo itens populares como máquinas fotográficas, aparelhos óticos, rádios transistores, aparelhos elétricos e pérolas.

Cerimônia do chá. A cerimônia do chá ( Chanoyu ) data do século XV. Nesta cerimônia o anfitrião prepara e serve chá e alimento aos seus convidados. Ambos seguem regras muito refinadas para manter a cerimônia simples e atraente, sem desperdício de movimento. O anfitrião arruma o jardim e escolhe a decoração da sala de chá com muito cuidado. Os convidados os admiram e fazem comentário a seu respeito. Tornar-se mestre em cerimônia de chá significa aprender a cumprir as regras com graciosidade. Também significa aprender muito sobre arquitetura, jardins, cerâmica, caligrafia, história e religião. Tudo isso requer muitos anos.

Dobraduras de papel. Dobrar papéis coloridos e quadrados em formas diferentes ( Origami ) é um passa tempo muito popular. Cachorros, pássaros e até gorilas podem ser feitos com um simples pedaço de papel.

Quando uma pessoa está muito doente, os parentes ou os amigos fazem mil garças de papel como forma de prece para que ela se restabeleça.

Arranjo floral. O arranjo floral japonês ( Ikebana ) também data do século XV. As flores são arrumadas de acordo com regras rígidas que representam o céu, a terra e as pessoas. Há muitos estilos de Ikebana. Alguns são bem simples, mas todos dão significados especial pelo modo como as flores são dispostas.



-----------------------------------------------------
GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO
Executivo. Após a derrota do Japão na II Guerra Mundial, um dos objetivos das tropas aliadas de ocupação foi assentar as bases de um governo democrático. O passo decisivo foi a constituição de 1946, que privou o imperador do poder absoluto. O executivo ficou a cargo de um gabinete, presidido pelo primeiro-ministro, escolhido pela dieta ( parlamento ) entre seus membros. O primeiro-ministro, a quem cabe escolhe o seu gabinete, é o líder do partido majoritário ou de um dos partidos coligados.

Legislativo. O poder legislativo é exercido pela dieta, que se compõe de duas câmaras: a Câmara dos Representantes, cujo os membros são eleitos quadrienalmente por sufrágio universal, e a Câmara dos Conselheiros, eleitos cada seis anos por sufrágio universal, sendo a metade renovada cada três anos.

Judiciário. A constituição de 1946 libertou o judiciário do controle legal do executivo, transformando-onum poder independente. Compõe-se da Corte Suprema e de uma rede de tribunais de hierarquia gradativa.

Defesa. Uma das primeiras meditas adotadas pelas potências aliadas, foi desmilitarizar o Japão. A constituição de 1946 obrigava o país a um pacifismo permanente. Em 1950, porém, mudanças no cenário político internacional resultaram na criação de uma “reserva policial” nacional. Em 1952, o nome foi mudado para Força de Segurança Nacional, já então com 110.000 homens, incluindo uma incipiente força naval, formada com a ajuda norte-americana. A FSN foi posteriormente ampliada, para incluir uma arma aérea, sendo então rebatizada como Força de Defesa Nacional, em 1954. Na década de 70, as forças japonesas de terra, mar e ar contavam com cerca de 285.000 homens, mas a defesa ainda depende dos EUA, que mantêm bases militares e 58.000 homens no Japão.

Monarquia. O Japão também tem um imperador. de acordo com a constituição japonesa, o imperador é o símbolo do Estado e da unidade do povo. Ele não possui poderes relacionados ao Governo.

A monarquia japonesa data de muitos séculos. É a mais antiga monarquia ininterropta do mundo. O atual imperador, Akihito, subiu ao trono em 1989. Ele e sua esposa, a imperatriz Michiko, têm três filhos. O imperador e demais membros da família imperial vivem no palácio Imperial de Tóquio.

Sistema. O Japão tem o sistema democrático de governo. Todos os cidadaõs adultos têm o direito ao voto e a concorrer nas eleições nacionais e locais. Há seis grandes partidos políticos. O mais forte é o Partido Liberal Democrata. Está no poder desde de 1955.

O primeiro-ministro é membro da Dieta. A Dieta alege o primeiro-ministro. O primeiro-ministro nomeia o Gabinete. Cada membro do Gabinete dirige um dos ministérios do Governo.




-----------------------------------------------------
HISTÓRIA
Feudalismo. A acumulação de grandes extensões de terra em mãos de particulares possibilitou a ascensão dos administradores locais. À medida que suas terras eram removidas das listas de impostos, aumentava a renda dessa classe social. Gradualmente, os administradores começaram a repelir a interferência de funcionários provinciais e centrais, e criaram forças próprias para manter a ordem em suas áreas. Assim, o século X foi de completa desordem. Os aristocratas de Kyoto não tinham poder algum para fazer cumprir as ordens fora da capital, já que os antigos exércitos haviam degenerado e os novos tinham-se tornado uma espécie de asilo onde os nobres bem relacionados ocupavam sinecuras. Em alguns lugares, o próprio povo armava-se para proteger-se. Os "oficiais de pacificação" designados pelo poder central pouco podiam fazer, pois não contavam com o apoio local. Acelerou-se a fragmentação do poder. Em 1156 uma disputa sucessória trouxe os guerreiros rurais para a capital, onde se estabeleceram.

As grandes ligas de guerreiros eram chefiadas por famílias que se consideravam de ascendência imperial.

Era prática enviar os filhos mais novos do imperador ao campo, quando não havia mais lugar para eles na corte; por determinação dos códigos, deviam mudar de nome após seis gerações; assim, no século X, os guerrei-ros se afiliaram a duas grandes ligas, lideradas pelas famílias Minamoto e Taira, que se diziam imperiais. A luta irrompeu em Kyoto em 1156 e 1159. A primeira guerra - a da era Hogen - foi provocada por uma disputa sucessória, após a morte do imperador Toba, que tentou levar ao trono seu quarto filho Goshirakawa em vez de permitir que seu filho mais velho, Konoe, permanecesse como imperador. Venceram os partidários de Goshirakawa e os líderes da oposição foram executados. Goshirakawa reinou até 1158, quando se retirou, começando a segunda guerra.

II Guerra Mundial. Em 1937, a chamado “incidente chinês” - a China passava por sua revolução nacionalista - praticamente colocou o poder no Japão em mãos dos militares. O incidente começou com o ataque japonês a unidades chinesas na ponte Marco Polo, perto de Pequim. A seguir, as tropas japonesas ocuparam Nanquim, Hankow e Cantão. A essa altura, o Japão já fazia parte do chamado Eixo, através do pacto anti-Komintern com a Alemanha e mais tarde com a Itália. Esses acordos foram substituídos pelo pacto Tripartite de setembro de 1940, pelo qual as potências do Eixo reconheciam o Japão como líder de uma nova ordem na Ásia.

Em agosto de 1945, finalmente, as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki e a entrada da URSS na guerra asiática forçaram a rendição. O ato formal foi assinado a 2 de setembro de 1945, na baía de Tóquio, a bordo do encouraçado norte-americano “Missouri”.

Japão Imperial. Completadas as reformas internas, o governo decidiu-se a alcançar uma condição de igualdade com as potências ocidentais. Uma reforma dos tratados, com vistas a extinguir os privilégios judici-ais e econômicos desfrutados pelos estrangueiros, foi tentada desde o início, mas as potências envolvidas recusaram-se a tratar do assunto até que as instituições legais japonesas se equiparassem às ocidentais. Os assuntos asiáticos ocuparam lugar secundário da política externa dos primeiros anos, mas já no início da década de 90 tornava-se clara a preponderância chinesa na Coréia, o que alarmava Tóquio. Em 1894, uma rebelião na Coréia foi esmagada com apoio dos chineses. O Japão enviou tropas ao país vizinho e, cessada a crise, recusou-se a retirá-las. As hostilidades sino-japonesas começaram no mar, e depois a luta transferiu-se à Coréia. Vitorioso em todas as batalhas, o Japão impôs um trado Humilhante ao adversário, mas as potências européias se recusaram a aceitar Tóquio como sócio na partilha das riquezas da China. Alemanha, França e Rússia forçaram os ja-poneses a devolver a península de Liaotung, tomada à China, em troca de uma indenização. Em 1889, a Rússia forçou a China a ceder-lhe a referida península, com sua importante base naval de Port Arthur.

Unificação. No século XVI ainda perdurava a desordem no Japão, que chegou a ter, de 1335 a 1392, duas cortes imperiais. Mas, ao final do século XVI, alcançara substancial unificação, ou pelo menos a pacificação. Isso foi abra de três grandes generais: Oda Nobunaga, Toyotomi Hideyohi e Tokugawa Ieyasu. Homens de grande capacidade militar criaram uma base estável para o exercíto da administração Tokugawa, que durou até 1867.

Independência. Logo nos primeiros anos de paz, o Japão procurou reconstituir sua economia, apesar de algumas cláusulas restritivas contidas no tratado de rendição. Estas, porém, foram sendo gradualmente revogadas, e o país reencontrou o caminho da prosperidade. A restauração da independência, em 1952, ocorreu num momento em que a economia nacional apresentava elevados índices de expansão. Esse progresso se acentuaria até o final da década de 1960, quando o país manteve, por mais de dez anos consecutivos, as mais altas taxas de crescimento do mundo.





Saiba mais

Buscas relacionadas a Japão em Geografia.

[ Pesquisa escolar lida 55394 Vezes - Categoria: Geografia ]


Leia também! Assuntos relevantes.

Os Tigres Asiáticos
É por este nome que são conhecidos alguns importantes países da Ásia. Estes países são: Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura e Hong Kong (que este ano foi...
Lido: 170296 Vezes

ZEEs da China
As ZEEs são as chamadas Zonas Econômicas Especiais da China. Essas regiões formam o principal mecanismo de abertura da economia chinesa. As zonas e...
Lido: 530 Vezes

Poluição da China
A poluição na China já alcançou níveis mundialmente preocupantes. Recentemente, a NASA publicou um artigo que mostrava uma imagem da névoa de poluição...
Lido: 3636 Vezes

China - Crescimento Econômico
INTRODUÇÃO O presente trabalho tem por objetivo analisar os principais determinantes do crescimento econômico na China nas últimas décadas. Partindo ...
Lido: 28438 Vezes

Socialismo na China e em Cuba
Em 1949, Mao Tsé-tung liderou uma revolução popular que sepultou a velha condição de “quintal do mundo” que caracterizara a China desde o século XIX. ...
Lido: 36342 Vezes

Oriente Médio
Considerada uma das regiões mais tensas do pós-guerra, devido a conflitos religiosos e políticos, o Oriente Médio também se transformou-se em um palco...
Lido: 22051 Vezes

A Descolonização Afro-Asiática
A ebulição política e social após a Segunda Guerra Mundial se estabeleceu também nas regiões em processo de descolonização, pois o fim da guerra fria ...
Lido: 84990 Vezes

Estão lendo agora:

Como entrar na faculdade usando os programas do governo?
Hoje, entrar numa faculdade é um sonho possível de realizar....
Lido às 4:06:12 - 26/07/2014
Comidas Típicas - Região Sul do Brasil
Colonizado por europeus, o Sul, com 577.214 km2, oferece pra...
Lido às 4:06:11 - 26/07/2014
Funções do SE
1- PRONOME SUBSTANTIVO PESSOAL REFLEXICO: Ex: Pedro feriu-...
Lido às 4:06:04 - 26/07/2014
Divulgação Científica e Avanços Tecnológicos
Por Glória Kreinz Os avanços tecnológicos afetam a sociedad...
Lido às 4:06:04 - 26/07/2014
Joseph John Thomson (1856-1940)
Joseph John Thomson estudou Física na Universidade de Cambri...
Lido às 4:06:00 - 26/07/2014
Salazarismo
O Salazarismo foi um regime político de Portugal, também cha...
Lido às 4:06:00 - 26/07/2014

Sugestão de Busca Escolar

Sites

Encceja
Enem
SISU
Prouni
Paixão e Amor
Curiosidades
Relacionamento

Fale Conosco
Feed / RSS

Comunidade no Google +
Comunidade no Twitter


Novidades no seu e-mail

Estudantes Online
Sobre o Grupo Escolar

GrupoEscolar.com - Todos direitos reservados

Todo o conteúdo do site é retirado da internet e/ou enviado pelos estudantes.

Caso algum conteúdo infrinja direitos autorais entre em contato que adicionaremos crédito ou retiraremos o mesmo.

As opiniões expressas nos textos são de responsabilidade dos seus autores.

Somos apenas um veículo de comunicação e não compactuamos com nenhuma opinião sobre nenhum tema.