A arte é uma forma de expressão que pode estar ligada a um período, à cultura de um povo, um lugar, um estilo de vida, entre outros fatores que fazem parte da vida. O papel do artista é mostrar a realidade, interpretá-la, imitar o mundo no qual vivemos com um olhar diferente, normalmente crítico e especial. O origami é um estilo de arte milenar, de origem japonesa.

Como é milenar, não existe uma data exata vinculada ao surgimento do origami, mas sabe-se que foi no Japão, logo depois que o papel foi inventado pelo ser humano, perto do século VI. Um dos grandes diferenciais do origami como técnica de arte foi a sua capacidade de difusão pelo mundo inteiro. Em diversos países é possível encontrar artistas que trabalham com origamis, mostrando uma condição técnica extremamente elaborada, com formas incríveis dadas ao papel.

Com o passar dos anos, o origami foi sendo aperfeiçoado pelos artistas. Na prática, trata-se de uma representação feita com papel, imitando formas como animais, como é o caso da cegonha, chamada pelos japoneses de Tsuru – um símbolo de saúde, boa sorte e felicidade.

Principalmente para os japoneses, os origamis possuem um significado ainda maior, que vai muito além da representação de uma imagem. Na simbologia japonesa, o sapo, por exemplo, representa felicidade e amor.

O papel dobrado do origami é uma arte cheia de significados profundos, reflexo de quando religião e Estado eram apenas uma entidade no Japão. Por isso, os primeiros origamis foram feitos como uma representação de fé, eram usados em cerimônias religiosas, fortemente ligadas ao estilo de vida do Japão, às crenças e hábitos de seu povo, ao estilo de vida oriental e aos valores que os japoneses preservam até hoje, como honra e tradição.


O início do origami japonês


Origamis

No Japão, a técnica começou com o kirgami unido ao origami. A arte era misturada, sendo que o kirgami é desenvolvido com papéis recortados, usados para fazer figuras da cultura japonesa.

Os sacerdotes xintoístas eram os responsáveis por confeccionar as figuras com os papéis, feitos especialmente para essa finalidade e uso exclusivo dos religiosos. É possível notar que, no início, a arte do origami e kirgami era reservada aos religiosos. E foram eles os responsáveis pela evolução ou diferenciação do kirgami (papel recortado) e do origami, que tem uma regra básica que não pode ser rompida, segundo as severas tradições japonesas: o papel no origami não pode ser cortado ou colado.

O origami se transforma, então, sem o kirgami, em um trabalho delicado e meticuloso, uma arte típica de artesão, com dobraduras feitas somente por adultos, até o século XIX.

As crianças só tiveram acesso aos origamis, como arte e matéria na escola, por volta de 1870. As novas gerações de japoneses passaram a ter aulas de origami no colégio, como um conteúdo regular na disciplina de artes, para que todo o conhecimento milenar não ficasse esquecido e abandonado com as gerações que ficaram para trás!

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