Equipe econômica (segura) crise no Brasil

Atual Crise


14/12/2017 - Por Juliana Miranda

A equipe econômica do governo brasileiro é formada por especialistas em economia, que trabalham diretamente no Banco Central, na Secretaria Executiva, na Secretaria de Acompanhamento Econômico, na Secretaria de Política Econômica, na Secretaria da Previdência e na Secretaria do Tesouro Nacional. Todos os membros são comandados pelo Ministro da Fazenda e pelo Presidente da República.

O papel da equipe econômica é promover medidas que possam beneficiar a economia geral do país, alavancando o PIB (Produto Interno Bruto), controlando a inflação, estipulando um teto de crescimento para os gastos primários do governo, promovendo reformas e mudanças trabalhistas, controlando juros, privatizações, orçamento, previdência, setores econômicos importantes e tributos, garantindo a autonomia do Banco Central, entre outras ações.

A equipe econômica se reúne frequentemente com o presidente para discutir questões da economia, como, por exemplo, as mudanças da meta fiscal.

Como é composta a equipe econômica?

A atual equipe econômica do presidente Michel Temer é composta por:

  • Henrique Meirelles - Ministro da Fazenda
  • Dyogo Oliveira - Ministro do Planejamento
  • Ilan Goldfajn - Presidente do Banco Central
  • Marcelo Abi-Ramia Caetano - Secretário da Previdência
  • Mansueto Facundo de Almeida Jr. - Secretário de Acompanhamento Econômico
  • Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo - Secretário de Política Econômica
  • Jorge Antônio Deher Rachid - Secretário da Receita Federal
  • Otavio Ladeira de Medeiros - Secretário do Tesouro Nacional


Como é feito o planejamento?

O planejamento econômico no Brasil é feito por meio de um plano de metas, que passa por constantes atualizações, de acordo com a situação econômica do país. O governo pode propor cortes de gastos ou aumento de impostos, a fim de equilibrar as contas públicas e garantir os investimentos estratégicos e essenciais.

Recentemente, o governo colocou em prática a alta de impostos com o aumento das alíquotas de PIS/Cofins sobre os combustíveis. Vale ressaltar que o Brasil é um dos países com a maior carga tributária no mundo.

Impostos e arrecadação por ano

Apesar da crise econômica e do cenário negativo, a arrecadação de impostos no Brasil foi acelerada na última década. Nos últimos anos, a arrecadação de impostos no país foi a seguinte, de acordo com a Receita Federal:

2016 – O governo federal arrecadou R$ 1,29 trilhão

2015 – O governo federal arrecadou R$ 1,92 trilhão

2014 – O governo federal arrecadou R$ 1,84 trilhão

O peso dos tributos no Brasil é maior do que em diversos países, como Estados Unidos, Suíça, Canadá, Chile, Irlanda, entre outros.


Previsões para o futuro

A atual equipe econômica trabalha com a meta de controlar o rombo das contas públicas do governo, que está estimado em R$ 139 bilhões em 2017. As principais ações para o futuro são rever a meta fiscal, promover um corte menor do orçamento do governo, a fim de não parar a máquina pública em 2018; e tentar recuperar a economia e a arrecadação de receitas nos próximos anos.


Crise de 2008

Por Cristiano Catarin - 14/12/2008

O mundo está passando por uma grave crise impulsionada, primariamente, pelo enorme desequilíbrio contido nas relações e negociações imobiliárias dos Estados Unidos da América. Muitos proprietários (hipotecários) estão perdendo suas casas devido à falta de condição em honrar com os financiamentos assumidos no momento da compra dos imóveis. Como uma das consequências, muitos bancos fornecedores de créditos estão sofrendo com a inadimplência, comprometendo a continuidade de participação efetiva no mercado monetário. Grandes instituições financeiras estão entrando em processo de falência. O governo americano providenciou "pacotes financeiros" de ajuda a essas instituições, a ajuda já ultrapassou $ 800 bilhões. O fato é que essa crise ganhou proporções mundiais, provocando oscilações nas bolsas de valores da Alemanha, Bélgica, EUA, Inglaterra, Itália, Brasil, Japão, China, etc.

A mobilização também se fez necessária no Brasil, embora a equipe econômica brasileira tenha dito (logo no início da crise) que o país tem fôlego para suportar as pressões externas, devido principalmente a boa saúde financeira acumulada nos últimos anos. Esse discurso começou a mudar a partir da segunda metade de novembro passado, visto que vários setores produtivos já apresentam excesso nos estoques. A realidade é que uma consistente desaceleração instalou-se também na economia brasileira. Os consumidores estão cautelosos quanto ao que comprar e com pagar. Mesmo com discursos de estímulo ao consumo proferido por Lula nas últimas semanas, os consumidores estão, com razão, receosos com o consumo. Guido Mantega, ministro da fazenda e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central estão trabalhando para estabelecer ajustes e medidas para conter a desaceleração da economia do Brasil. Na primeira quinzena de dezembro foram divulgadas algumas boas notícias neste sentido: a redução da alíquota do IOF (imposto sobre operações financeiras) a isenção do IPI (imposto sobre produtos industrializados) para veículos chamados populares e a tão esperada redução na alíquota do IRPF. A alteração na tributação do IPI já está em vigor com validade até março de 2009, quanto ao IR passará a valer a partir de 1º de janeiro de 2009. A equipe econômica do governo federal garante que outras medidas que contribuirão para aquecer a economia brasileira serão divulgadas oportunamente.

Concordo plenamente em todo e qualquer projeto que vise melhorar o potencial de vida e de compra dos trabalhadores. Mas aprovo, sobretudo, a redução das centenas de impostos e taxas das quais estamos submetidos. O governo do Estado de São Paulo em parceria com o governo Federal enviou bilhões de reais para "socorrer" as montadoras de veículos (multinacionais) instaladas no Brasil. Acho que esta ajuda poderia ser feita de outra maneira, talvez na isenção de impostos diretos das montadoras, pois o povo precisa muito mais desses bilhões. Saúde, educação, habitação são algumas das prioridades para população brasileira.

Percebo que o presidente Lula está muito bem assessorado, especialmente quanto à sua equipe econômica. Por esta razão, o Brasil ainda não entrou em completo colapso. Parabéns para Guido Mantega e Henrique Meirelles, merecem elogios de minha parte, mesmo que o Brasil sinta cada vez mais de perto as influências da crise que afeta todo o mundo.


Créditos:
Cristiano Catarin - professor de História da Rede Pública de Ensino do Estado de São Paulo, pós-graduando da PUC-SP.
E-mail: catarin@folha.com.br ou cristiano@historianet.com.br

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