Revolta da Armada

A Revolta da Armada trata-se da rebelião armada promovida pela marinha do Brasil, entre os anos de 1891 a 1894, no Rio de Janeiro. A cidade foi alvo de bombardeios através de navios de guerra da marinha.

Tal fato foi motivado como forma de retaliação ao governo do Presidente Marechal Deodoro da Fonseca e a atuação do vice Floriano Peixoto. Além da questão política, a revolta tinha o objetivo de igualar direitos e salários do exército e da marinha. A Revolta aconteceu em duas partes:

PRIMEIRA REVOLTA DA ARMADA

Ocorrida em novembro de 1891, a primeira revolta das armadas foi marcada pela atitude do presidente da época, que ao ver–se diante de uma crise institucional, sendo agravada por uma crise econômica e com dificuldades de negociar com a oposição, Deodoro da Fonseca ordenou o fechamento do Congresso e decretou Estado de Sítio.

Tal ordenamento foi contra a recém promulgada Constituição de 1891, o que causou revolta e motivo de uma ação coletiva  por parte de alguns centros da Marinha, onde ameaçaram atacar a capital da República.

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A fim de evitar uma possível guerra civil, Deodoro renunciou a Presidência da República, com apenas nove meses de mandato cumprido. Com a sua renúncia, seu vice-presidente, Floriano Peixoto, foi empossado provisoriamente como Presidente da República, no ano de 1892.

A Constituição de 1981,garantia que na possibilidade do cargo de presidente ou vice-presidente ficassem vagos, antes de completarem dois anos de mandato, deveria acontecer uma nova eleição.

Primeira Revolta da Armada
Crédito da foto: Brasiliana fotografica / Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS


SEGUNDA REVOLTA DA ARMADA

Próximo ao fim do mandato de Floriano, a oposição começou a anunciar que o referido presidente pretendia governar ilicitamente o país. Por esse motivo, alguns generais enviaram uma carta a Floriano, para que em obediência a Constituição, convocasse urgentemente novas eleições.  O presidente reprimiu severamente o pedido da carta e ordenou a prisão de Luís Felipe de Saldanha da Gama e Custódio José de Melo, líderes do movimento que possuíam grande ambição na substituição do Deodoro.

A revolta dessa vez era causada pela insatisfação da marinha ao sentir-se inferior ao exército. O movimento não ganhou força suficiente no Rio de Janeiro, partindo então para a região sul do país, onde alguns rebeldes  juntaram-se a revolução federalista que já estava acontecendo.

Em março de 1894, Floriano conseguiu conter o movimento sendo apoiado pelo Exército brasileiro e pelo Partido Republicano Paulista, além disso, contou com uma nova frota de navios vindas do exterior com urgência, o que ajudou abafar a revolta. Floriano saiu vitorioso e ficou conhecido como “Marechal de Ferro”, e dessa forma consolidou a República no Brasil.


Crédito da foto da capa: Wikimedia


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