Revolução Praieira

Revolução Praieira

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A Revolução Praieira aconteceu no Estado de Pernambuco entre os anos de 1848 e 1850. O movimento popular teve caráter separatista e envolveu partidos políticos e a população que reivindicava melhores condições de vida.

Esta revolução ocorreu durante o Segundo Reinado, quando Dom Pedro II estava no poder. O movimento foi inspirado pelas revoluções liberais que estavam acontecendo na Europa, sob a influência do Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels.

Nesse momento histórico, o Estado de Pernambuco tornou-se o cenário da maior revolução liberal do período. O jornal Diário Novo, localizado na Rua da Praia, em Recife, foi usado para divulgar as informações sobre o conflito, garantindo fama aos praieiros revolucionários.

Os membros da revolução lutavam pela liberdade de imprensa, pelo fim do monopólio comercial dos portugueses, pela extinção do poder moderador e pelo voto universal. Os revolucionários também eram contra a monarquia brasileira e a centralização do poder.

Os ideais liberais ajudavam a manifestar a insatisfação da população com o governo imperial. A Revolução Praieira foi uma das últimas batalhas do Segundo Reinado. O nome da revolução era uma referência ao Partido da Praia, fundado pelos revolucionários.

Em 1847, o movimento ganhou força e evoluiu para uma revolta armada violenta. Os praieiros tomaram a cidade de Olinda e provocaram um conflito civil em todo o Estado de Pernambuco.

Em 1849, os revolucionários tomaram a cidade de Recife, gerando um novo confronto violento contra as tropas imperiais. O insurgente Pedro Ivo foi um dos principais líderes dos praieiros.

Com o passar do tempo, o movimento acabou desarticulado por causa da ausência de apoio das províncias. Finalmente, em 1851, o governo imperial acabou com os levantes e encerrou a revolução. O movimento teve mais de 800 mortes.

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