Música no Contexto Escolar


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Música no Contexto Escolar

Por Josilene Queiroz Santos

Por Josilene Queiroz Santos
RESUMO
O presente estudo tem por objetivo tratar de questões inerentes à importância da música no contexto escolar, bem como sua importância para o processo de ensino e aprendizagem, de acordo com a abordagem de autores que tratam sobre esse assunto. E do papel do professor como mediador na inserção da música em sala de aula, procurando dessa forma não tratar somente dos procedimentos, mas de outros elementos diretamente a ele vinculados e necessários para a compreensão do tema. A música é um importante meio de comunicação e expressão existente em nossa vida e por isso faz parte do contexto educacional. Trabalhar no cotidiano escolar significa ampliar a variedade de linguagens e permitir a descoberta de novos caminhos de aprendizagem, é antes de tudo é trabalhar com a sensibilidade humana, de uma forma prazerosa e saudável para a criança.


INTRODUÇÃO
O trabalho com a Música na escola já vem sendo desenvolvido há muito tempo, tendo bem em mente a missão de formar cidadãos plenos, capazes de exercer sua cidadania. É possível uma reflexão diante dessa missão, pois é necessária algumas mudanças para tornar mais atrativo e eficiente. A música é uma das linguagens que o aluno precisa conhecer, mas não somente por essas características. A maior razão é ele poder aprender a sentir, a expressar e a pensar as manifestações sonoras, tão presentes no cotidiano e sempre em constante transformação como pode ser observado na linha do tempo. As imagens de instrumentos e os diversos rítmos e notações musicais podem ser relacionados com outras manifestações culturais, como a dança e o teatro , permitem uma análise da evoluçao do pensamento e suas manifestações.

Mas por que a música mexe tanto com o ser humano? O som é uma vibração que se propaga no ar, formando ondas sonoras que são captadas por nosso sistema auditivo. Depois de transformadas em impulsos elétricos, elas viajam pelos neurônios até o cérebro, onde são interpretadas. Lá, elas chegam primeiro a uma região onde são processadas as emoções e os sentimentos, antes de serem percebidas pelos centros envolvidos com a razão. E, quando isso acontece, ocorre a liberação de neurotransmissores responsáveis por deixar os circuitos cerebrais mais rápidos. Por isso, pesquisadores da teoria das inteligências múltiplas, afirma que a habilidade musical é tão importante quanto a logicamatemática e a lingüística por auxiliar outros tipos de raciocínio. Pesquisas na área de neurociências comprovam que a memória, a imaginação e a comunicação verbal e corporal ficam mais aguçadas nas pessoas que escutam,estudam e praticam a música. Por isso, que o ensino da música tem como objetivo: propor a reflexão quanto à aplicação da educação musical nas escola da rede pública e privada; fazer reflexão sobre a importância da música na educação infantil para a formação dos futuros cidadãos.

A metodologia usada para a elaboração desse trabalho de conclusão de curso foi uma pesquisa simples, pesquisados alguns autores que abordam a importância da música no âmbito escolar como também a importância da música no cotidiano do ser humano. É composto de três capítulos : o que é a música; desenvolvimento psicomotor e a música no contexto escolar.

Para justificar o despreparo da parte docente, é importante salientar a falta de material de apoio, desconhecimento na área musical por parte dos educadores , excesso de conteúdos a serem aplicados em sala de aula e falta de disciplina dos alunos...



O QUE É A MÚSICA?
A música é uma linguagem universal, tendo participado da história da humanidade desde as primeiras civilizações. Na Grécia Clássica o ensino da música era obrigatório e há indícios de que já havia orquestras naquela época. Pitágoras, filósofo grego da Antiguidade, ensinava como determinados acordes musicais e certas melodias criavam reações definidas no organismo humano. Pitágoras demonstrou que a seqüência correta de sons, se tocada musicalmente num instrumento, pode mudar padrões de comportamento e acelerar o processo de cura (BRÉSCIA, P.31,2003).

Antes mesmo de nascer, o bebê já é capaz de escutar. A partir do quinto mês de gestação, ele ouve batidas do coração da mãe ( além de todos os outros barulhos do organismo ) reconhece a voz dela. E reage a esses estímulos, virando a cabeça, chutando ou mexendo os braços, além de ficar com o coração batendo mais rápido. O bebê nasce, cresce, torna-se adulto e os sons continuam a provocar essas e outras reações mais sofisticadas: ele evocam mémorias e pensamentos, comunicam, provocam sensações, emocionam e movimentam.

Existem diversas definições para música. Mas, de modo geral, ela é considerada ciência e arte, na medida em que as relações entre os elementos musicais são relações matemáticas e físicas; a arte manifesta-se pela escolha dos arranjos e combinações.



O que é musicalização?
A musicalização é um poderoso instrumento que desenvolve, na criança, além da sensibilidade à música, qualidades preciosas como: concentração, a coordenação motora, a sociabilização, a audição, o respeito a si próprio e ao grupo, a destreza do racíocinio, a disciplina pessoal, o equilíbrio emocionais e inúmeros outros atributos que colaboram na formação do indivíduo. O processo de musicalização deve destina-se a todos, buscando desenvolver esquemas de apreensão da linguagem musical. Durante o processo de aprendizagem, adquire-se uma sensibilidade que é construída num ambiente em que:

(....) as potencialidades de cada indíviduo (sua capacidade de discriminação auditiva, suas emotividades etc). são trabalhadas e preparadas de modo a compreender e reagir ao estímulo musical (PENNA, 1990, p.22).

Musicalizar é, ainda:
(...) desenvolver os instrumentos de percepção necessários para que o indíviduo possa ser sensível à musica, apreendê-la, recebendo o material sonoro/musical, como significativo (PENNA, 1990, p.22).

Quando o docente ensina com alegria, vibrações, através de uma metodologia lúdica e dinâmica própria do mundo de criança, estarão formando futuros ouvintes, talentosos artístas ou simplesmente pessoas sensíveis e equilibradas. Tudo o que a criança sente e vive é importante para ela. Essa vivênia facilitará a compreensão das estruturas musicais ( se for o caso) que virá depois. A musicalização objetiva as práticas musicais e não o estudo de um instrumento.


DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR
As atividades musicais oferecem inúmeras oportunidades para que a criança aprimore sua habilidade motora, aprenda a controlar seus músculos e mova-se com desenvoltura. O ritmo tem um papel importante na formação e equilibrio do sistema nervoso. Isto porque toda expressão musical ativa age sobre a mente, favorecendo a descarga emocional, a reação motora e aliviando as tensões. Qualquer movimento adaptado a um ritmo á resultado de um conjunto completo de atividades coordenadas. Por isso, atividades como cantar fazendo gestos, bater palmas, bater os pés, são experiências importantes para a criança, pois elas permitem que se desenvolva o senso rítmico, a coordenação motora, fatores importantes também para o processo de aquisição da leitura e da escrita.


Desenvolvimento sócio-afetivo
O ser humano o único ser vivo pensante, pode agir de acordo com suas escolhas, podendo construir seu mundo, espaço e conhecimento através e com a fetividade. Suas percepções, sua expressão, sua crítica, sua imaginação, seus sentidos e sentimentos são adquiridos através do relacionamento com outras pessoas, que para poder ser valioso e enriquecedor, só pode transcorrer de manter harmoniosa e afetiva.

A criança aos poucos vai formando sua identidade, percebendo-se diferente dos outros e ao mesmo tempo buscando integrar-se com os outros. Nesse processo a autoestima e a auto-realização desempenham um papel muito importante. Através do desenvolvimento da auto-estima ela aprende a se aceitar como é com suas capacidades e limitações. As atividades musicais coletivas fovorecem o desenvolvimento da socialização , estimulando a compreensão, a participação e a cooperação. Dessa forma a criança vai desenvolvendo o conceito de grupo. Além disso, ao expressar-se musicalmente em atividades que lhe dêem prazer, ela demonstra seus sentimentos, libera suas emoções, desenvolvendo um sentimento de segurança e auto-realização.


Desenvolvimento cognitivo/ lingüistico
A fonte de conhecimento da criança são situações que ela tem oportunidade de experimentar em seu dia a dia. Dessa forma, quanto maior a riqueza de estímulos que ela recebe melhor será seu desenvolvimento intelectual. Nesse sentido, as experiências rítmicas musicais que permitem uma participação ativa favorem o desenvolvimento dos sentidos das crianças. Ao trabalhar com os sons ela desenvolve sua parte auditiva; ao acompanhar gestos e movimentar o corpo ela está trabalhando a coordenação motora e concentração; ao cantar ou imitar sons ela está descobrindo suas capacidades e estabelecendo relações com o ambiente em que vive.


A linguagem da música e sensório-motor
A linguagem da musica parece ter estado sempre presente na vida dos seres humanos e desde há muito faz parte da educação de crianças e adultos ( ROSA,2000). Para uma visão cognitivista, o conhecimento musical se inicia por meio da interação com o ambiente, através de experiências concretas , que de pouco em pouco numa respota estruturada. Ao nascer à criança é cercada de sons e linguagem musical é favorável ao desenvolvimento das percepções sensório-motoras, dessa forma a sua aprendizagem se dá inicialmente através dos seus próprios sons ( choro, grito, risada ), sons de objetos e da natureza ( chuva, vento), o que possibilita a criança descobrir que ela faz parte de um mundo cheio de vibrações sonoras, segundo BRITO (2003, p.35). O envolvimento das crianças com o universo sonoro começa ainda antes do nascimento, pois na fase intra-uterina os bebês já convivem com um ambiente de sons provocados pelo corpo da mãe, como sangue que flui na véias, a respiração e a movimentação intestinais.

A voz da mãe também constitui material sonoro especial e referência afetiva para eles. Portanto, a interação da criança com a música, como podemos observar já se inicia logo cedo, ouvir música é quase inevitável em nossa paisagem sonora, pois como foi dito, é interessante observar o reconhecimento dos bebês ao ouvir a voz da mãe, o barulho do pai chegando do trabalho, das cantigas de ninar para dormir, o barulho dos objetos ao cair, o que desperta na criança a curiosidade, a alegria, entusiasmo ocasionados pela sonoridade. Estando presente à música em nossas vidas podemos então afirmar que a linguagem musical surge espontaneamente à criança por meio do contato com o ambiente sonoro da cultura na qual está imersa. Segundo BRITO (2003), as cantigas de ninar, as canções de roda, as parlendas e todo tipo de jogo musical tem grande importância, pois é por meio das interações que se estabelecem os repertórios que permitirá as criança comunicarem pelos sons. O RCNEI ( Referêncial Curricular Nacional para a Educação Infantil) afirma que a música é uma das formas importantes de expressão humana, o que por si justifica sua presença no contexto da educação, (BRASIL,1998, v3, p.45).

Segundo Monique Andries através de seus estudos tem objetivo conhecer e analisar saberes e práticas pedagógicas Musical de professoras uniu docentes no cotidiano de salas de Educação Infantil. A pesquisa foi realizada com três professoras uni docentes que atuam na segunda etapa da educação Infantil abrangendo a faixa etária de cinco e seis anos de idade em uma escola municipal da cidade de Uberlândia, Minas Gerais. A escola pesquisada localiza-se na zona rural e atende alunos oriundos de assentamentos de reforma agrária, filhos de pequenos proprietários rurais e trabalhadores assalariados do campo. Os objetivos específicos da pesquisa são: 1) compreender as políticas públicas para a educação infantil no período pós-LDB de 1996; 2) construir e apresentar o caminho metodológico desenvolvido na investigação; 3) analisar os saberes e fazeres musicais de professor as da educação infantil. A presente pesquisa fundamentou-se numa abordagem qualitativa com caráter etnográfico. Os dados foram construídos por meio das seguintes técnicas: entrevistas, observação participante e análise documental. Por meio das entrevistas e da observação participante do trabalho das professoras na sala de aula e em outros espaços escolares pudemos compreender sobre seus saberes e suas práticas pedagógico. Também foram analisados os documentos oficiais e escolares, os quais auxiliaram na análise e na interpretação dados.

A convivência com as professoras e seus alunos permitiu conhecer sobre sua formação, suas experiências musicais, sobre os gostos, preferências e repertórios utilizados na sala de aula; permitiu também compreender os pensamentos relacionados com suas práticas bem como suas necessidades para realização de práticas pedagógico-musicais. O estudo revelou que as professoras uniram docentes, mesmo com pouca ou nenhuma formação musical, desenvolvem trabalhos com música no cotidiano de suas salas de aula e consideram a música importante no contexto de suas práticas pedagógicas.

As professoras fazem uso da música principalmente no desenvolvimento das relações afetivas, no processo de socialização, como recurso didático para o ensino de conteúdos de outras áreas desconhecimento, como relaxamento e lazer, no processo de alfabetização, em momentos de recreação, em festividades do calendário escolar e em datas comemorativas. Portanto, concluímos que os momentos em que a música se faz presente na escola ainda são poucos e as atividades musicais se resumem as atividades de cantar. Decorre disto, a necessidade de formação musical continuada para as professoras uni docentes de educação infantil e de oferta de disciplinas nos cursos de graduação em Pedagogia que contemplem a música. Além da formação musical de professores uni docentes é necessária à presença do professor especialista em música na escola, de recursos materiais e estrutura física adequada para as atividades com música para que a educação musical se consolide nas escolas de educação básica, especificamente de educação infantil.

Segundo Roberta Alves Tiago através de sua pesquisa investiga o papel que a música desempenha dentro das instituições de Educação Infantil. Partindo de uma análise que a considera elemento essencial para a formação da criança, busca traçar sua trajetória na Educação Infantil, contextualizando, refletindo sobre suas práticas e comparando a realidade de vivência numa unidade escolar com as suas possibilidades de utilização preconizada por estudiosos do tema. Para atingir esses objetivos e construir o quadro referencial teórico, sistematizaram-se leituras sobre o que é a música, seu papel no desenvolvimento infantil e como se dá a formação dos educadores para atuarem na área. A primeira parte do trabalho é de ordem histórica, localizando-se a trajetória de atendimento às crianças de quatro a seis anos, desde a criação dos Parques Infantis até a sua transformação em Escolas Municipais de Educação Infantil. Na seqüência, são analisados os seguintes aspectos: a música e a criança; a arte musical presente nos currículos dos cursos de formação para o Magistério, Normal Superior e Pedagogia; e os subsídios que os educadores recebem para atuar com esta área do conhecimento.

A pesquisa conclui que, apesar das correntes teóricas enfatizarem a importância da música na formação das crianças, e a despeito de resultados satisfatórios que se obtêm quando a música é introduzida no cotidiano das unidades pré-escolares, ela desempenha ainda um papel vago e impreciso, pois depende mais da sensibilidade do profissional que atua na área do que dos reais subsídios para que ela aconteça, uma vez que falta formação específica ao educador de Educação Infantil para atuar na área musical. A linguagem musical é uma área de conhecimento em construção, mas necessita ser repensada à luz de novos paradigmas educacionais e musicais. De acordo com artigo de Sidirley de Jesus Barreto do Instituto Catarinense de Pós-Graduação tem por objetivo apresentar a música e a musicalização como elementos contribuintes para o desenvolvimento da inteligência e a integração do ser. Explica como a musicalização pode contribuir com a aprendizagem, traz algumas sugestões de atividades e analisa o papel da música na educação. Remete também ‘a Inteligência Musical, apontada por Howard Gardner, como uma das múltiplas inteligências e à capacidade que a música tem de influenciar o homem física e mentalmente, podendo contribuir para a harmonia pessoal, facilitando a integração e a inclusão social.

Ainda que esta investigação possibilite outras frentes de interpretação e que se constitua em uma tímida iniciativa neste carente campo de estudos, acreditamos que algumas ponderações devam ser reafirmadas, a guisar de conclusão. Nesta pesquisa ficou claro que o grande entrave ainda reside na formação, inicial e continuada, das educadoras infantis. Obviamente não estamos desconhecendo a relevância de iniciativas como a da aquisição de material musical de qualidade para as instituições de Educação Infantil: no caso específico deste estudo, ainda que as conseqüências imediatas tenham sido tímidas, continuam sendo louváveis, pois, em nossa opinião, se pelo menos uma educadora for atingida, muitas crianças já terão sido beneficiadas. No entanto, em termos de política pública, não é possível deixar de reconhecer que as deficiências na formação das educadoras apontam boa parte do alcance destas iniciativas.

Já nos referimos ao pouco espaço dedicado às linguagens artísticas, em particular a música, na formação dos educadores infantis, o que se faz visível nas grades curriculares dos cursos de Pedagogia em boa parte do país. Por outro lado, também ainda é tímida e desigual a movimentação dos cursos de licenciatura em música na busca de um melhor embasamento na produção teórica sobre Educação Infantil. Prova desta desigualdade é o fato de que nos estados da região sul do país esta aproximação vem rendendo bons frutos e é responsável pela maior parte da produção teórica sobre educação musical; contudo, se levarmos em conta as dimensões do país, é fácil reconhecer que em uma grande parte dos cursos de licenciatura em música, a produção teórica da área de Educação Infantil é ignorada. É mais do que urgente à consolidação dessa parceria: tanto pedagogos quanto especialistas em música teriam muito a contribuir no avanço do trabalho musical com a criança pequena. Por ora, esperamos comparecer a este debate no sentido de
construir canais que efetivamente possam resultar em propostas concretas e viáveis para a inserção da linguagem musical nos espaços de Educação Infantil, não em momentos fragmentados e estanques, mas presente no cotidiano destas crianças como mais uma de suas inúmeras formas de expressão.

Segundo a Isa Stavaraca através de seu estudou suas experiências sonoras com crianças pequenininhas, entre zero e três anos de idade, que freqüentam uma creche pública do Município de São Paulo (Centro de Educação Infantil, CEI). Traz para reflexão e contextualiza a ausência da Arte na formação das profissionais de creche, mesmo sendo apontada pela LDB/96 como área de conhecimento em suas quatro linguagens? Música dança teatro e artes plásticas; analisa tal ausência na rede municipal de São Paulo nos últimos 25 anos, em decorrência de alterações na legislação que rege o magistério municipal e, também, de mudanças de administração, seguindo o percurso profissional da autora. Este estudo inova apresentando e discutindo uma bibliografia italiana em que os estudiosos da infância destacam a temática da música e a criança pequenininha. Analisa a construção da paisagem sonora durante as atividades do dia-a-dia no CEI, pleiteando o contato das crianças com diferentes formas musicais, que podem constituir fatores importantes para o refinamento da audição, a produção de culturas infantis e o reconhecimento do ambiente onde vivem.



MÚSICA NO CONTEXTO ESCOLAR
Refletindo a música na Educação atual requer que os envolvidos com o processo de ensino e aprendizagem dos futuros cidadãos estejam sempre em constante aprimoramento. O conteúdo programático, a didática, os recursos devem fazer sentido ao educador, tornando-o sujeito construtor do conhecimento, pois assim o aluno situa-se no que é proposto o ambiente escolar não fica virtual abstrato, mas concreto só então , irá sentir-se motivado a um comprometimento para levar respostas aos dilemas do cotidiano. Nesse sentido, a “ música e uma linguagem que possibilita ao ser humano a criar, expressar-se, conhecer e até mesmo transformar a realidade” (TAVARES, 2008).

Diante da variedade musical a que estamos expostos, certamente os alunos vão preferir este ou aquele gênero de acordo com o seu gosto, que é construído historicamente na relação com o contexto cultural. Para SNYDERS ( 1997,p.62) , “ as variações do gosto não anulam as obras-primas, mas fazem com que elas sejam ouvidas diferentemente segundo a época – é por issso que elas vivem: seu sentido permanece aberto, jamais está acabado, não se esgota jamais”. Daí a importância de estarmos atentos para a diversidade do acervo musical da humanidade, para podermos oferecer aos nossos alunos a oportunidade de conhecer outros gêneros musicais aos quais eles não têm acervo imediato. Não é possível gostar daquilo que não se conhece. Afinal de contas, “A escola é o local onde se apresenta aos jovens, a todos os jovens um tipo de poesia, modos de raciocínio rigoroso que eles não tinham atingido até então”, (SNYDERS, 1997, p.211). O autor ainda comenta , que é possível ao professor ultrapassar sua vida cotidiana sem desprezá-la nem desaprová-lo. E nessa perspectiva de diálogo entre mundos diferentes e por vezes conflitantes que a linguagem musical no contexto escolar deve ser ensinada.

Para SNYDERS, (1997, p.79), “ A experiência mais familiar aos jovens é a da música que toma conta deles: sabem bem que a música não os prende apenas de um determinado lado, não os atinge só em um determinado aspecto deles mesmos, mas toca o centro de sua existência, atinge o conjunto de sua pessoa, coração, espírito, corpo”.

Quando a criança chega à escola já traz ritmos, sons etc.,que devem ser considerados no processo educativo. As crianças deve ser dada a oportunidade de viver a Música, apreciando, cantando e criando, fazendo arte e compondo música...

A música é um instrumento facilitador no processo de aprendizagem, pois o aluno aprende a ouvir de maneira ativa e refletida, já que quando for o exercício de sensibilidade para os sons, maior será a capacidade para o aluno desenvolver sua atenção e memória. Diante dos desafios que o ser humano encontra durante sua vida em sociedade, perante as evoluções e acontecimentos que estão em constante aprimoramento, é necessário no ãmbito escolar que os alunos deparem com atividades e exercícios que permeiam as práticas educativas e que ao mesmo tempo estejam relacionados às suas vivências fora da escola. A música pode contribuir para tornar esse ambiente mais alegre e favorável à aprendizagem, afinal propiciar uma alegria que seja vivida no presente é a dimensão essencial da pedagogia, e é preciso que os esforços dos alunos sejam estimulados, compensados e recompensados por uma alegria que possa ser vivida no momento presente (SNYDERS, 1992, p. 14).

As atividades musicais realizadas na escola não visam à formação de músicos e sim, através da vivência e compreensão da linguagem musical, propiciar a abertura de canais sensoriais, facilitando a expressão de emoções, ampliando a cultura geral e contribuindo para a formação integral do ser. A esse respeito Kitsch , Merle-Fishman e Bréscia (2003, p.60) afirmam que a música pode melhorar o desempenho e a concentração, além de ter um impacto positivo na prendizagem de matemática, leitura e outras habilidades lingüstícas nas crianças.
a) Físico: oferecendo atividades capazes de promover o alívio de tensões devidas à instabilidade emocional e fadiga;

b) Psíquico: promovendo processos de expressão, comunicação e descarga emocional através do estímulo musical e sonoro;

c) Mental: proporcionando situações que possam contribuir para estimular e desenvolver o sentido da ordem, harmonia, organização e compreensão.

As atividades relacionadas à música também servem de estímulo para criança com dificuldades de aprendizagem e contribuem para a inclusão de crianças portadoras de necessidades especiais. As atividades de musicalização por exemplo, servem como estímulo a realização e o controle de movimentos específicos, contribuem na organização do pensamento e as atividades em grupo favorecem a cooperação e a comunicação. Além disso, a criança fica envolvida numa atividade cujo objetivo é ela mesma, onde o importante é o fazer, participar, não existe cobrança de rendimento, sua forma de expressão é respeitada, sua ação é valorizada, e através do sentimento de realização ela desenvolve a auto-estima.

É preciso ampliar o universo sonoro das crianças, para só depois pensar na grafia musical, o que não caberia à educação infantil:
(...) uma aprendizagem, voltada apenas para os aspectos técnicos da música é inútil e até prejudicial, se ela não despertar o senso musical, não desenvolver a sensibilidade. Tem que formar na criança o musicista, que talvez não disponha de uma bagagem técnica ampla, mas será capaz de sentir, viver e apreciar a música ( Jeandot, 1993,p.21).

A música é um veículo expressivo para o alívio da tensão emocional, superando dificuldades de fala e de linguagem. Por mais que a atividade musical esteja diretamente relacionada ao entretenimento, a música na escola precisa assumir um papel relevante enquanto forma de conhecimento, e isto só será possível a partir da inclusão da disciplina e da sua continuidade nos ensinos fundamental e médio. É preciso que se aprimorem as organizações curriculares e que cada linguagem artística tenha presença garantida de forma digna e real. Integrar música às atividades educacionais não quer dizer cantar para decorar fórmulas matemáticas ou datas cívicas, ou ainda cantar para aprender elementos gramaticais de idiomas estrangeiros, mas, sim, incorporar efetivamente música como experiência educacional que permita aos indivíduos se relacionarem com esta forma de expressão humana.

É importante destacar que a música deve estar presente na escola como um dos elementos formadores do indivíduo. Para que isso aconteça, é imprescindível que o professor:
(...) seja capaz de observar as necessidades de seus alunos e identificar, dentro de uma programação de atividades musicais, aquelas que realmente poderão suprir as necessidades de formação desses alunos ( JOLY, 2003, p.118),

Leis que precisa levar em consideração:
• A lei vale para o ensino fundamental e médio, mas as definições sobre em quantos anos e com que periodicidade o ensino de música será ministrado vão caber aos conselhos estaduais e municipais de Educação, em parceria com os governos locais.

• Escassez de professores especialistas contratados para ensinar a disciplina música nas séries iniciais do curso fundamental nas escolas do ensino regular

• À promulgação da Lei 11769/2008 segue-se a polêmica quanto ao veto do parágrafo segundo, que exigiria do professor de música o curso de Licenciatura na área. Ao mesmo tempo, o artigo 62 da LDB prevê a formação em nível superior em curso de licenciatura para atuação na educação básica. .

• Os conteúdos da educação musical nos diferentes níveis de escolaridade deveriam ser disponibilizados através de atividades de Criação, Execução e Apreciação. Atividades, proporcionando vivências que permitam reflexões e elaborações acerca de materiais musicais diversos, pré-existentes ou construídos pelos próprios alunos.


O objetivo do ensino da música
O professor deve estar atento à faixa etária de seus alunos quando apresentar uma atividade ; consta nos RCNEIs (BRASIL, p. 72-73) que:

(...) O trabalho com a música deve reunir toda e qualquer fonte sonora; brinquedos, objetos do cotidiano e instrumentos musicais de boa qualidade. È preciso lembrar que a voz é o primeiro instrumento e o corpo humano é a fonte de produção sonora.

Em linhas gerais, são objetivos da educação musical escolar:
. Incorporar a educação musical como parte integrante da formação do indivíduo, fortalecendo a idéia de que a música faz parte da cultura e atinge direta ou indiretamente todos os indivíduos, contribuindo para o desenvolvimento da sensibilidade e possibilitando o aprimoramento do senso estético.

. Propiciar ampla discussão sobre o papel da música na sociedade, resgatando conceitos estéticos de diferentes origens, incluindo música de diferentes povos, estilos, épocas e tendências.

. Desenvolver sistematicamente conceitos e habilidades musicais através da criação, realização e apreciação de obras musicais através do estabelecimento de conteúdos significativos adequados à realidade escolar.

. Estimular a pesquisa musical nas diversas localidades escolares, estabelecendo vínculos com músicos locais e profissionais ligados à música, promovendo aproximações culturais, demonstrando perspectivas de mercado e produção musical e estimulando a formação de novos profissionais.


Alguns conteúdos que podem ser trabalhados:
- percepção sonora;

- timbre, altura, duração, intensidade, melodia, ritmo, forma e textura.

- exploração de variados meios de produção sonora;

- elementos de acústica básica;

- propagação sonora, relações material e som, tamanho, som.

- exploração de diversos sistemas musicais;

- registros gráficos convencionais e não-convencionais;

- execução, improvisação, recriação e arranjos;

- apreciação significativa;

- audição, comparação, discussão;

- participação em apresentações que envolvam música;

- sinais, códigos, símbolos, leitura e escrita;

- música ao vivo, gravações e outras manifestações com música.

- mercado de trabalho, produção musical, profissionais da música.


A música trabalhada desde da Educação Infantil
Segundo a Teca Alencar Brito experiência com música antes do aprendizado do código convencional é muito importante. Num trabalho pedagógico entende-se a música como um processo contínuo de construção que envolve perceber, sentir, experimentar, imitar, criar e refletir. Teca Alencar Brito em “A Musica na Educação Infantil”, a teoriza como sendo um movimento comprometido com os processos criativos. A obra visa aproximá-la dos educadores que não tem formação na área, para reconhecerem sua importância na formação integral da criança em idade pré-escolar. Primeiramente, a autora define-se o som e o silencio como opostos complementares. Aquele possui qualidades, como: altura, duração, intensidade, timbre e densidade. Como existe grande variedade deles, deve se atentar para a importância da ecologia acústica, equilibrando e evitando que a exposição excessiva a diversos estímulos sonoros possa comprometer a qualidade de vida. De acordo com a época e a com cultura, interpreta-se a linguagem musical. Segundo Hans-Joachin Koellrenutter, “a música é uma linguagem, pois é um sistema de signos e , nela, se faz presente um jogo dinâmico de relações que simbolizam, em “a dinâmica do jogo dinâmico de relações que simbolizam, em microestruturas sonoras, a macroestrutura do universo”. Essa linguagem define-se pela criação de formas sonoras com base nos opostos e existe em tipos variados: tom, ruído e mescla. Além disso, diferentes modos lúdicos convivem no interior de uma mesma peça. Conforme François Delalande, podemos relacionar as formas de jogo infantil piagetianas com as três dimensões presentes na música: sensório motor, simbólico e com regras. Para trazê-la para a sala de aula é preciso atenção ao modo como às crianças se relacionam com ela em cada fase de seu desenvolvimento.

Baseando-se ainda na teoria de Piaget em analogia aos estágios de atividade lúdica, se classificam as condutas da vivência em três categorias:
a de exploração ou manipulação de objetos que produzam ruído, dos oito meses até os cinco anos; a de expressão, que representa o jogo simbólico na criança, dos cinco até os dez anos; e, a de construção, que é a preocupação em organizar a música, dar-lhe forma, dos seis ou sete anos, quando a criança passa a respeitar as regras no jogo, como as brincadeiras cantadas. Dessa maneira, a expressão musical infantil segue uma trajetória que vai do impreciso ao preciso. Entre os dois ou três anos, pode-se variar a velocidade, intensidade, explorar e realizar sons de diversas alturas, de diferentes durações, sem a orientação de um pulso regular. Aos quatro anos, fazer música significa o contato com elementos pertinentes a ela. Não há ainda a preocupação em precisar alturas e durações, pois a criança desconhece os conceitos de melodia, ritmo e harmonia em sua forma tradicional.

Ao aproximar-se da etapa com jogo com regras, propicia a sistematização e a organização do conhecimento. Por fim, aos cinco ou seis anos, a criança pode familiarizar-se com sua escala, cujas regras interessam-na. Entretanto, é preciso considerar que cada criança é única. Na Educação Infantil, observa-se a valorização de práticas que excluem a criação. A música é linguagem cujo conhecimento se constrói com base em vivências e reflexões orientadas. Todos devem poder tocar um instrumento, através dessas práticas, valorizadas pelo processo construtivo. Essa produção deve ocorrer através de dois eixos, a criação e a reprodução, que garantem três possibilidades de ação: a interpretação, a improvisação e a composição. Na escola é necessário que a linguagem musical contemple: o trabalho vocal; interpretação e criação de canções; brinquedos cantados e rítmicos; jogos que reúnem som, movimento e dança; jogos de improvisação; sonorização de histórias; elaboração e execução de arranjos; construção de instrumentos e objet
os sonoros; registro e notação; escuta sonora e musical; reflexões sobre a produção e a escrita. Também é preciso reunir diversas fontes, produzindo com as crianças um grande acervo.

Assim, a criança pode se sentir parte do processo de criação e reproduzir a trajetória humana em busca da construção de seus instrumentos. Já, no trabalho com a voz, o professor é uma referência. Desenvolve-se um grande vinculo afetivo ao cantar com as crianças. Cantando coletivamente, aprende-se a ouvir-nos e aos outros e desenvolver aspectos da personalidade como atenção, cooperação e espírito de coletividade. Elas também precisam ser incentivadas a improvisar e inventar canções. Assim, se ampliará seu universo. No Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil ressalta-se a importância dos brinquedos musicais. A “hora da história” é um importante momento para o processo de educação musical, pois podemos interpretá-la usando o recurso da voz. Para ilustrar sonoramente a narrativa podem-se usar objetos ou materiais sonoros, utilizando a sonoplastia. Já, para contá-las usando instrumentos, estes podem servir à sonoplastia imitando o efeito sonoro real. Além do mais, a história pode servir de roteir
o para o desenvolvimento de um trabalho musical. No entanto deve-se atentar que essa fase não é apropriada para o registro de notações musicais. Porém, é possível trabalhar o conceito de registro, a partir de atividades significativas que construam sentidos a partir da apropriação de sons. Sua observação e sua análise revelam o modo às crianças percebem e se relacionam com os efeitos sonoros. Ação e recepção se integram a partir da atividade de escuta consciente e análise. Cabe ao educador, pesquisar obras que tenham afinidades com trabalhos infantis produzidos, ampliando seu universo musical.

Segundo a o estudo da vila lobos ouvir música, aprender uma canção, brincar de roda, realizar brinquedos rítmicos, são atividades que despertam, estimulam e desenvolvem o gosto pela atividade musical, além de propiciar a vivência de elementos estruturais dessa linguagem. A criança através da brincadeira relaciona-se com o mundo que a cada dia descobre e é dessa forma que faz música: brincando. Receptiva e curiosa, ela pesquisa materiais sonoros, "descobre instrumentos", inventa melodias e ouve com prazer a música de todos os povos. De forma ativa e contínua, a aprendizagem musical integra prática, reflexão e conscientização, encaminhando a experiência para níveis cada vez mais elaborados. Um povo que sabe cantar está a um passo da felicidade. ”É preciso ensinar o mundo inteiro a cantar”. Há de se considerar como fundamental importância nesse processo o papel do professor com ou coordenador, que tendo clareza dos seus objetivos, ajuda o aluno intencionalmente na construção do conhecimento, problematizando o cotidiano e fornecendo os elementos necessários para compartilhar do trabalho pedagógico. No momento de montar um projeto para com a classe ou outro grupo, é necessário ter classe que os objetivos que mobilizam os dois pólos da relação pedagógica. Por isso exigem papeis e tarefas diferenciadas a serem desempenhadas por ambos. Mostra um conjunto de pesquisas desenvolvidas sob abordagem qualitativa possibilitando uma visão abrangente e multidimensional no tratamento da educação musical e um processo formativo e práticas uniram docentes, principalmente no que tange as discussões centralizadas na formação inicial e de professor já em serviços, bem como o papel dos coordenadores pedagógicos das escolas frente à educação musical escolar. Para a realização deste trabalho o método utilizado será o survey ou estudo de levantamento.

A escolha deste método deve-se também ao desejo de acolher um número maior de professores, realizando a pesquisa em mais de uma escola e possibilitando a coleta de um número maior de dados. Para Babbie [1], após os objetivos estarem definidos, será possível escolher o desenho do método, empregado com o sentido implícito de “survey por amostragem”. Assim neste estudo o desenho será de um survey intersecional, significando que as amostras serão coletadas em um determinado momento. A amostra será selecionada a partir do levantamento de professores de educação infantil da rede pública municipal e particular de Pelotas. Será realizada uma explanação aos professores de música, como também, às direções escolares, sobre o trabalho que irá ser desenvolvido e a importância e necessidade de suas respectivas participações na pesquisa. A partir dos tipos de amostragem não-probabilista, será utilizado nesta investigação o princípio de amostragem intencional ou por julgamento, onde os sujeitos são selecionados a partir das características as quais deseja o estudo. Os professores selecionados para participar da investigação deverão ter práticas de ensino de música na educação infantil e estarem dispostos a participar da investigação. Para colher informações precisas sobre com se configuram as práticas musicais deste trabalho foi preciso ter investigação e reflexão acerca dos documentos norteadores para o ensino de música no país para o Ensino Infantil. Inserção na realidade educacional para observação, diagnóstico, planejamento, execução e avaliação da proposta didático-pedagógica.


Aplicação da música no âmbito escolar
- Crianças de 02 a 03 anos:
Importante estabelecer uma relação dos itens que serão trabalhadas na faixa de 02 a 03 anos com situações ou relações concretas pertinentes ao universo da criança ( ex.: animais, objetos, etc.).

Altura do som: grave e agudo

Como: através de estímulos sonoros produzidos por objetos ou instrumentos que estejam de acordo com as alturas propostas.

O que fazer: cada criança deverá ter um objeto ou instrumento referente às alturas a serem exploradas, que serão percutidas conforme o estímulo solicitado. Poder-se estabelecer um código, como por exemplo: andar rastejante no grave, na ponta dos pés no agudo.

Como: associar os andamentos propostos à histórias ou animais (ex.: tartaruga, coelho etc.).

Pulso: deixar a criança acompanhar uma música livremente, batendo palmas ou percutindo algum objeto ao ritmo (pulso) da melodia.

Lateralidade: para cima/para baixo, para um lado/ para outro lado, para frente/para trás.

O que fazer: utilizar canções e gestual que surgiram os movimentos.

Histórias: utilizar livros com figuras grandes e bem próximas da referência real. Contar histórias utilizando canções referentes às figuras,


- Crianças de 04 a 06 anos:
Movimento do som ascende e descendente ( na realidade o som não sobe nem desce, porém a idéia de subir e descer são sem dúvida, associados).

O que fazer: as crianças deverão movimentar-se ( corporal) ou manipular objetos ao estímulo proposto.

Como: utilizar uma flauta, sons vocais etc.

Altura do som: introduzir o som médio da mesma forma que forma trabalhadas sons graves e agudos.

Lateralidade: uma mão/outra mão, um pé/outro pé- direito-esquerda.

Histórias: introduzir dramatização com sonorização ( cantada ou percutida). Explorar sons vocais e corporais.

Pulso: relacionar pulso musical a pulsação do coração.

Como: as crianças devem sentir o próprio batimento cardíaco e o orientador poderá ajudá-las a achar.

O que fazer: crianças devem sentir a própria pulsação e tentarão andar nesse pulso. O professor solicitará às crianças que corram e a um sinal pré-estabelecido parem e sintam o pulsar do seu coração. O que acontece? Relacionar as batidas regulares do coração ao pulso musical, embora acelerados.

Como: use um instrumento de percussão para marcar o pulso de algumas músicas de roda. Marcando sempre a batida mais forte no primeiro tempo e um mais fraco.

Timbre: diferenciação entre vozes; diferenciação entre batidas de objetos; diferenciação entre instrumento; diferenciação entre batidas dos pés ( cada sapato produz um tipo de som).

O que fazer: utilizar jogos e brincadeiras com os olhos vendados ou não, para que somente o ouvido identifique a fonte sonora.


CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se afirmar que através da música as diversas áreas do conhecimento podem ser estimuladas. Temos na musicalização uma ferramenta para ajudar os alunos a desenvolverem o universo que conjuga expressão de sentimentos, idéias, valores culturais e facilita a comunicação do indivíduo consigo mesmo. Portanto cabe a nós buscarmos a maior variedade de informações e aplicarmos o conhecimento no nosso dia a dia para que assim influenciemos positivamente e levemos aos alunos ao verdadeiro mestre dos mestres.

A educação musical necessita ponderar que o ensino e a aprendizagem de música não ocorrem apenas na sala de aula, mas em contexto mais amplo. Por isso, o educador não deve discutir a música na escola, mas refletir sobre em que a educação musical pode ajudar no cotidiano dos alunos, dificuldades e interesses, buscando sempre entender a realidade em que vivem e atuam e quais formas de conhecer e aprender.

A prática musical no ambiente escolar auxilia no processo de aprendizagem estimulando e despertando a área afetiva, lingüística e cognitiva da criança. Os benefícios que a música proporciona nesta fase, seja pela expressão de emoções, sociabilidade, seja pelo raciocínio, concentração, comunicação, é de grande valor para a vida.

Diante da realidade encontrada nas escolas, o ensino da música é desenvolvida de maneira superficial, por meio de imitação e repetição, algo quase automático, sem uma reflexão. Podendo realizar um trabalho significativo com sucatas, confecção de instrumentos para exploração de sons e outras atividades que poderia contribuir para o desenvolvimento da inteligência musical.


REFERÊNCIAS:
PINTO, Priscila Graner Silva.Musicalização Escolar.Vivenciando a música erudita. Campinas(s.n), 1998.

JEANDOT, Nicole. Explorando o universo da Música. 2 edição, Scipione. São Paulo, 1993.

HOWARD, Walter. A música e a criança. Sumus editorial. São Paulo, 1984.

BRITO, Teca Alencar de . Música na Educação Infantil. Editora Peirópolis, 2004.

BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretária de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil.Brasília: MEC/ SEF, 1998.

DEHEINZELIN, Monique. Brincar são cantados com pouco som e envolve o movimento corporal, as parlendas são brincadeiras rítmicas com rimas e sem música. Editora: a fome com a vontade de comer. Petrópolis: Vozes, 1996.

GAINZA, Violeta Hemsy, de Estudos de Psicopedagogia Musical. 3 edição. São Paulo: Summus, 1988.

GOMES, Neide. Música e a criança. 1 Edição. São Paulo: Fermata do Brasil , 1996.

MÁRSICO, Leda Osório. A criança e a música.Editora Globo. Rio de Janeiro, 1982.

NOGUEIRA, M.A. A música e o desenvolvimento da criança.Revista da UFG, vol.5, n. 2, dezembro de 2003, on line ( artigo de Monique Andries Nogueira). www.proec.ufg.br.

HUMMES, Julia maria. Por que é importante o ensino de Música? Revista da Abem, Porto Alegre, v.11, p.17-35, setembro de 2004.
PENNA, Maura. Reavaliações e buscas em musicalização. São Paulo: Loyola, 1990.



Texto enviado às 20:53 - 03/12/2010
Autor: Josilene Queiroz Santos
Licença: Creative Commons License





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