Guerra dos Tapuias

Guerra dos Tapuias

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A Guerra dos Tapuias aconteceu nos sertões da Capitania do Rio Grande do Norte. O conflito foi uma tentativa de expulsar os índios da região para o desenvolvimento da pecuária.

Os tapuias eram considerados "bárbaros". Durante as décadas de 1670 e 1680, os tapuias enfrentavam vários conflitos com os vaqueiros. Os indígenas ficaram numa situação de imobilidade com o avanço da pecuária e construíram uma barreira contra a colonização, o chamado “muro do demônio".

Os dois povos entraram num conflito violento, levando à "Guerra dos Bárbaros", ou "Levante Geral dos Tapuias". Os portugueses acreditavam estar lutando contra o próprio demônio nos sertões brasileiros.

Os Tapuias eram os não tupis, povo indígena agressivo, que passou a destruir fazendas, matar seus moradores, invadir igrejas e destruir imagens sacras. Os índios eram cruéis e foram capazes, até mesmo, de matar e arrancar o coração do padre Amaro Barbosa.

Os conflitos armados duraram mais de meio século. Os colonos lutavam pela propagação da fé católica na região e pela expansão das atividades pecuárias.

Os tapuias eram adeptos do canibalismo e, inicialmente, se saíram melhor nas batalhas por conhecerem bem o sertão do Brasil.

Com o tempo, os colonos passaram a realizar emboscadas e ataques surpresa para tentarem vencer os índios. No entato, em determinado momento os portugueses decidiram mudar o rumo da guerra e passaram a atrair os tapuias para lutar a seu lado.

Ajudando os portugueses, os índios iriam combater seus inimigos nas lutas intertribais e receberiam terras de sesmaria. Depois desse acordo, muitos índios se tornaram vassalos da Coroa portuguesa.

Em 1690, frei Manuel da Ressurreição, interino no governo-geral do Brasil, decidiu eliminar os tapuias das capitanias do Norte. O capitão Matias Cardoso de Almeida recebeu patente de mestre de campo e governador da guerra. Ele recebeu ordens para degolar ou escravizar os índios.

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